17 de julho de 2010

SELO DE SALOMÃO

"Salomão, o Sábio Rei de Israel voltava sua face, a cada manhã para os quatro pontos cardeais. Quando, por fim, levantou seus olhos para o Norte, viu avançarem em sua direção dois pilares: um de fogo e outro de nuvem. Acima dos pilares viu uma águia gigantesca com asas estendidas, sua asa esquerda se apoiando na coluna de nuvem e sua asa direita na coluna de fogo. A águia desceu diante do Rei Salomão e inclinou-se à sua frente, e colocou a seus pés as duas folhas que carregava no bico.

Salomão pegou as folhas, sentiu seu perfume e disse: "A primeira folha me foi enviada por aquele que cai", e a segunda folha, por "aquele cujos olhos estão abertos". Ele soube que os dois demônios lhe haviam enviado notícias".

(Abaixo, o Selo de Salomão, usado para captar e tornar indefesos os demônios. Inclusive, foi apresentado num dos filmes da série Sobrenatural, riscado no teto de uma casa):


"Selou seu trono com o selo no qual estava gravado o nome de Deus, montou a águia, que se elevou a uma grande altura e saiu voando. A extensão das asas obscureceu a luz do sol, de tal modo que a escuridão reinou por toda a rota de seu vôo. E os sábios vendo a escuridão, disseram: "Vede o Rei Salomão está passando". Depois de um vôo de quatrocentas léguas, a águia chegou às Montanhas do Deserto.

Ali Salomão apeou, mostrou seu anél e foi lhe permitido aproximar-se. Quando soube tudo o que queria saber, montou de novo na águia e regressou voando a seu país. Então, quando se sentou em seu trono, pronunciou palavras que mostravam uma tal profundidade de sabedoria que todos os homens se maravilharam com ele". (Retirado do Zohar - Revelações sobre Israel).

O Rei Salomão foi o homem que mais realizou magias que se tem notícia. A ele muitas obras são atribuídas com ensinamentos sobre os 72 seres com os quais manteve pacto durante sua existência e que por isso mesmo lhe serviam.

Mas, o Segredo dos Segredos não está em nenhum destes livros que devem ser estudados com cautela. O Rei Salomão foi o possuidor do maior tesouro e riqueza de todos os tempos da história do homem. Foi também considerado o Sábio dos Sábios e o homem mais amado por Deus.

Abaixo, o pentagrama de Salomão, usado para defesas:


A realidade, sendo una e universal, apresenta-se, no entanto, a nossos olhos como múltipla e fragmentária, particular, efêmera e limitada. Esta visão de “superfície” implica, aliás, numa dualidade que convém resolver, já que como tal não poderia realmente subsistir, estando em si mesma dividida. As analogias e correspondências simbólicas são os laços que permitem articular, dentro de uma mesma esfera inteligível, duas realidades, estados ou mundos aparentemente díspares e inconexos.

A conhecida figura do Selo Salomônico, sintetiza esotericamente esta realidade, o desenrolar integral do Cosmo através da cópula indissolúvel dos dois aspectos polarizados e complementares de uma mesma entidade Universal. A projeção triangular dos princípios universais do Ser (triângulo superior) no “espelho das águas” ou substância universal (triângulo inferior) produz a “reflexão cósmica” de todas suas possibilidades existenciais, o mundo em sua indefinida variedade e continuidade.

No caso do símbolo da cruz, a oposição dos dois triângulos que, no fundo, é uma complementação onde se resolvem as contradições, produz-se de duas em duas, dando lugar às leis da simetria no homem e no Cosmo.

As inter-relações dos símbolos entre si promovem processos mentais, nos que se geram códigos para a comunicação, vale dizer para a recepção e transmissão de mensagens, dando lugar ao discurso do mundo e do homem.

Assinalaremos também que o Selo Salomônico se encontra presente em tradições tanto do Oriente como do Ocidente, e na Tradição Hermética é um dos símbolos que melhor grafam a conhecida sentença da “Tábua de Esmeralda”, fundamento das leis da analogia e das correspondências: “o que está acima é como o que está abaixo, o que está abaixo é como o que está acima”.

Deve-se ter em conta, ainda, uma preeminência hierárquica do de cima (o Céu) com respeito ao de baixo (a Terra), pois como dissemos, o triângulo inferior (invertido) é um reflexo do triângulo superior (direito).

Cabalisticamente o valor numérico deste símbolo é 6 (3 + 3), o que o põe em relação com a sefirah Tifereth que, como sabemos, constitui o coração e o centro da Árvore da Vida, pois nela confluem, entrelaçam-se e se equilibram as energias das sefiroth restantes. Por isso, também é considerado um símbolo da harmonia e da síntese, que se fazem presentes em nosso interior quando nos abrimos às verdades eternas e nos deixamos fecundar por elas.

Lembraremos, neste sentido, que o triângulo invertido deste “Selo” é precisamente um dos símbolos do coração e da copa, recipiendários dos eflúvios celestes.

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