24 de julho de 2013

O LIVRO PERDIDO DE ENKI IX



A SEGUNDA TABULETA

Para a gelada Terra pôs rumo Alalu; por um segredo do Princípio,escolheu seu destino. Para as regiões proibidas se encaminhou Alalu;ninguém tinha ido antes ali, ninguém tinha tentado cruzar o Bracelete Esculpido.

Um segredo do Princípio tinha determinado o curso de Alalu, a sorte de Nibiru punha em suas mãos, mediante um plano, faria sua realeza universal!

Em Nibiru, o exílio era seguro, à mesma morte se arriscava. Em seu plano, havia riscos na viagem; mas a glória eterna do êxito era a recompensa!Como uma águia, Alalu explorou os céus; abaixo, Nibiru era uma bola suspensa no vazio.

Sua silhueta era atrativa, seu resplendor blasonava os céus circundantes. Seu tamanho era enorme, cintilava o fogo de suas
erupções. Seu pacote sustentador de vida, seu tom avermelhado, era como espuma marinha; Em sua metade, via-se a brecha, como uma
ferida escura. Olhou para baixo de novo; a ampla brecha se converteu em uma cubeta. Voltou a olhar, a grande bola de Nibiru se converteu em uma fruta pequena.

Olhando de novo, Nibiru tinha desaparecido no grande mar escuro. O remorso se aferrou ao coração de Alalu, o medo o tinha entre suas mãos; a decisão se permutou em dúvida. Alalu considerou deter sua trajetória; depois, com audácia retornou à
decisão. Cem léguas, mil léguas percorreu o carro; dez mil léguas viajou o carro.

Nos amplos céus, a escuridão foi a mais escura; na lonjura, as estrelas distantes piscavam ante seus olhos. Mais léguas viajou Alalu e, logo, seu olhar encontrou uma visão de grande alvoroço:

Na extensão dos céus, o emissário dos celestiais lhe dava as boasvindas!

O pequeno Gaga, “Que Mostra o Caminho”, dava o bem-vindo a Alalu com sua volta, até ele estendia seu bem-vindo. Perambulando esvaído, estava destinado a viajar antes e depois do celestial Antu, com o rosto para diante, com o rosto para trás, com dois
rostos estava dotado. Sua aparição, ao ser o primeiro em receber a Alalu, considerou-o este como um bom augúrio; pelos deuses celestiais é bem-vindo!, assim o entendeu.

Em seu carro, Alalu seguiu o atalho de Gaga; até o segundo deus dos céus se dirigia.

Nas alturas do Acima, os deuses celestiais ainda não tinham sido criados; nas águas do Abaixo, os deuses celestiais ainda não tinhamaparecido. Acima e Abaixo, os deuses ainda não tinham sido formados, os destinos ainda não se tinham decretado. Nenhum cano se formou ainda, nem terra pantanosa tinha aparecido; Apsu, sozinho, reinava no vazio.

Depois, mediante os ventos do Apsu, as águas primitivas se mesclaram, um hábil e divino conjuro lançou Apsu sobre as águas.
Sobre a profundidade do vazio, ele verteu um profundo sonho; Tiamat, a Mãe de Tudo, forjou como esposa para si mesmo.
Uma mãe celestial, era certamente uma beleza aquosa! Junto a ele, Apsu trouxe depois ao pequeno Mummu, como mensageiro seu o
nomeou, para fazer um presente a Tiamat.

Um presente resplandecente concedeu Apsu à sua esposa: um radiante metal, o imperecível ouro, para que só ela o possuísse!
Depois foi quando os dois mesclaram suas águas, para que saíssem entre eles os filhos divinos. Varão e fêmea foram criados os celestiais; Lahmu e Lahamu por nomes lhes deram.

No Abaixo, Apsu e Tiamat lhes fizeram uma morada. Antes que tivessem crescido em idade e em estatura, em que as águas do Acima,
Anshar e Kishar foram formados, ultrapassando a seus irmãos em tamanho. Os dois foram forjados como casal celestial; um filho, An, nos céus distantes foi seu herdeiro. Depois, Antu, para ser sua esposa, foi criada como igual de An; a morada de ambos se fez como fronteira das águas Superiores.

Assim foram criadas três casais celestes, Abaixo e Acima, nas profundidades; por seus nomes chamou-lhes, eles formaram
a família do Apsu com o Mummu e Tiamat.

Naquele tempo, Nibiru ainda não se via, a Terra ainda não tinha sido chamada a ser. Estavam mescladas as águas celestes; ainda não estavam separadas por um Bracelete Esculpido.

Naquele tempo, as voltas ainda não estavam de tudo desenhadas; os destinos dos deuses ainda não estavam firmemente decretados; os
parentes celestiais se agrupavam; erráticos eram seus caminhos. Para o Apsu, seus caminhos eram certamente detestáveis; Tiamat, sem poder descansar, sentia-se ofendida e enfurecida. Uma multidão formou para que partissem a seu lado, uma multidão rugiente e terrível criou contra os filhos do Apsu. Em total, onze desta espécie criou; ela fez ao primogênito, Kingu, chefe entre eles.
Quando os deuses celestiais ouviram isto, em conselho se reuniram.

Elevou ao Kingu, deu-lhe mando até o grau do An!, disseram-se entre si. Uma Tabuleta do Destino em seu peito pôs, para que se procure sua própria volta, instruiu a seu vastago Kingu para combater contra os deuses.

Quem resistirá a Tiamat?, Os deuses se perguntaram entre si.Nenhum em suas voltas se adiantou, nenhum levaria uma arma para a
batalha.

Naquele tempo, no coração do Profundo foi engendrado um deus, nasceu em uma Câmara de Sortes, um lugar dos destinos. Um hábil Criador o forjou, era filho de seu próprio Sol.

Do Profundo, onde foi engendrado, o deus se separou de sua família em um arrebatamento; com ele levava um presente de seu Criador, a Semente de Vida.Pôs rumo para o vazio; um novo destino estava procurando.

A primeira em espionar ao celestial errante foi a sempre atenta Antu. Sua figura era atrativa, resplandecia radiante, senhoriais era seu andar, extremamente grande era seu curso. De todos os deuses era o mais elevado, sua volta ultrapassava às de outros. A primeira em vislumbrá-lo foi Antu, de cujo peito nenhum filho tinha mamado.

Vêem, sei meu filho!, chamou-lhe. Deixa que seja sua mãe! Lhe arrojou sua rede e lhe deu as boas-vindas, fez seu rumo adequado para o propósito. Suas palavras encheram de orgulho o coração do recém chegado; aquela que o criaria o fez altivo.

Sua cabeça até o dobro de seu tamanho cresceu; quatro membros a seus lados brotaram. Moveu seus lábios em reconhecimento, um fogo divino fulgurou entre eles. Virou seu rumo para Antu, e não demorou para mostrar seu rosto a An. Quando An o viu, Meu filho!, exaltado gritou.

Para a liderança te confiará! junto a ti, uma hoste serão seus servos! Que Nibiru seja seu nome, conhecido para sempre como Cruzamento!

Ele se prostrou ante a Nibiru, voltou seu rosto ante o passo de Nibiru; estendeu sua rede, quatro servos formou para Nibiru, para que fossem, junto a ele, sua hoste: o Vento Sul, o Vento Norte, o Vento Leste, o Vento Oeste.

Com o coração contente, An anunciou ao Anshar, seu predecessor, a chegada de Nibiru. Para ouvir isto, Anshar enviou a Gaga, que estava a seu lado, como emissário. Palavras de sabedoria transmitiu a An, para atribuir uma tarefa a Nibiru. Encarregou a Gaga que pusesse voz ao que havia em seu coração, ao An lhe dizer assim: Tiamat, a que nos engendrou, agora nos detesta; pôs em pé uma hoste de guerra, está enfurecida e enche de ira. Contra os deuses, seus filhos, onze guerreiros partem a seu lado; de entre eles, elevou ao Kingu, e o marcou no peito um destino sem direito. Nenhum deus entre nós poderá sustentar-se frente a sua malevolência, sua hoste pôs o medo em todos nós. Que Nibiru se converta em nosso Vingador!

Que ele vença a Tiamat, que salve nossas vidas! Para ele decretou uma sorte, que saia e siga em frente a nossa poderosa inimizade!

Gaga partiu para An; prostrou-se ante ele e as palavras de Anshar repetiu. An repetiu a Nibiru as palavras de seu predecessor, revelou-lhe a mensagem de Gaga. Nibiru escutou maravilhado as palavras; fascinado ouviu falar da mãe que devoraria a seus filhos.
Sem dizê-lo, seu coração já o tinha impulsionado a sair contra Tiamat.

Abriu a boca, e disse assim a An e a Gaga: Se para salvar suas vidas tenho que vencer a Tiamat, convoquem os deuses em assembléia, proclamem supremo meu destino! Que todos os deuses acordem em conselho para me fazer o líder, submeter-se a meu mandato!

Quando Lahmu e Lahamu ouviram isto, gritaram angustiados: Estranha era a demanda, não se pode compreender seu sentido!, disseram eles. Os deuses que decretam as sortes consultaram entre si; Acessaram a fazer de Nibiru seu vingador, para ele decretaram uma sorte exaltado; A partir deste dia, inalteráveis serão seus mandatos!, disseram a ele.

Nenhum de entre nós os deuses transgredirão seus limites! Vê, Nibiru, seja nosso Vingador!

Vem agora o relato de como começaram os Tempos de Antigamente, e da era que, nos Anais, foi conhecida pelo nome de Era Dourada, e
como foram as missões de Nibiru à Terra para obter ouro. A fuga de Alalu desde Nibiru foi seu começo.

Alalu estava dotado de grande entendimento, muitos conhecimentos tinha adquirido em sua aprendizagem. De seu antecessor Anshargal, dos céus e das voltas tinha acumulado muitos conhecimentos, através do Enshar, seus conhecimentos aumentaram grandemente; de tudo isso aprendeu muito Alalu; com os sábios discutia, a eruditos e comandantes consultava. Assim se determinaram os conhecimentos do Princípio,assim possuiu Alalu estes conhecimentos. O ouro no Bracelete Esculpido era a confirmação, o ouro no Bracelete Esculpido era o indício de ouro na Parte Superior de Tiamat.

E ao planeta do ouro chegou Alalu vitoriosamente, com um choque ensurdecedor de seu carro. Com um raio, explorou o lugar, para
descobrir seus arredores; seu carro descendeu em terra seca, ao fio de amplas terras pantanosas aterrissou.

Ficou um casco de Águia, ficou um traje de Peixe. Abriu a portinhola do carro; ante a portinhola aberta se deteve com
assombro. Escuro era o chão, azul-branco eram os céus; não havia sons, ninguém que lhe oferecesse as boas-vindas.

Estava sozinho em um planeta estranho, possivelmente exilado para sempre de Nibiru!

Baixou a terra, sobre o escuro estou acostumado a pôr o pé; havia colinas na distância; nas cercanias, havia muita vegetação.
Ante ele, havia terras pantanosas, nelas se introduziu; com o frio de suas águas se estremeceu.

Voltou para chão seco; estava sozinho em um planeta estranho! Viu-se possuído por seus pensamentos, esposa e descendentes com nostalgiarecordava; estaria exilado de Nibiru para sempre? Perguntava-se isto uma e outra vez.

Não demorou para voltar para o carro, com alimento e bebida para manter-se. Depois, venceu-lhe um profundo sonho, uma poderosa
vontade de dormir. Quanto tempo esteve dormindo, não podia recordá- lo; tampouco podia dizer o que o tinha despertado.

Fora havia muito resplendor, um resplendor nunca visto em Nibiru. Estendeu um pau do carro; com um Provador estava equipado. O
Provador respirou o ar do planeta; indicou sua compatibilidade! Abriu a portinhola do carro, com a portinhola aberta tomou ar. Outra vez tomou ar, e outra e outra; certamente, o ar de Ki era compatível!

Alalu aplaudiu, ficou a cantar uma alegre canção. Sem o casco de Águia, sem o traje de Peixe, baixou até o chão. O resplendor do exterior cegava; os raios do Sol o afligiam! Voltou para o carro, colocou uma máscara para os olhos. Tomou a arma portátil, agarrou o prático Tomador de Amostras.

Baixou à terra, sobre o escuro estou acostumado a pôs o pé. Encaminhou-se para os atoleiros; escuras e esverdeadas eram as águas. Na margem do pântano havia calhaus;Alalu tomou um calhau, jogou-o no pântano.Seus olhos vislumbraram um movimento no pântano: as águas estavam cheias de peixes!

Introduziu o Tomador de Amostras no pântano, para considerar as turvas águas; a água não era adequada para beber, descobriu Alalu
muito decepcionado. afastou-se dos pântanos, e foi em direção às colinas. Passou através da vegetação; os arbustos davam passo às
árvores.

O lugar era como uma horta, as árvores estavam carregadas de frutos. Seduzido por seu doce aroma, Alalu tomou uma fruta; a pôs na boca. Se doce era seu aroma, mais doce era seu sabor! Alalu se deleitou enormemente.

Alalu caminhava evitando os raios do Sol, dirigindo-se para as colinas. Entre as árvores, sentiu umidade sob seus pés, um sinal de águas próximas. Pôs rumo em direção à umidade; na metade do bosque havia um lago,uma lacuna de águas silenciosas.

Inundou o Tomador de Amostras na lacuna, a água era boa para beber!

Alalu riu; uma risada sem fim fez presa nele.

O ar era bom, a água era apta para beber; havia fruta, havia peixes!

Entusiasmado, Alalu se agachou, juntou as mãos fazendo uma terrina,levou água até sua boca.

A água tinha frescura, um sabor diferente da água de Nibiru.Bebeu uma vez mais e logo, assustado, deu um salto: podia escutar um
resmungo; um corpo se deslizava pela borda da lacuna!

Aferrou a arma portátil, dirigiu uma rajada de seu raio para o que assobiava. O que se movia se deteve, o assobio terminou.
Alalu se adiantou para examinar o perigo. O corpo que se deslizava estava imóvel; a criatura estava morta, uma visão da mais estranha: seu comprido corpo era como uma corda, sem mãos nem pés era o corpo; havia olhos ferozes em sua pequena cabeça, fora da boca pendurava uma larga língua.

Algo que nunca antes tinha visto em Nibiru, uma criatura de outro mundo!

Seria o guardião da horta? Meditou Alalu para si mesmo. Seria o dono da água? Perguntou-se.

Pôs água em um recipiente que levava; muito alerta, empreendeu o caminho até seu carro. Também tomou as frutas doces; para o carro se encaminhou.

A brilhantismo dos raios do Sol tinha diminuído enormemente; era escuro quando chegou ao carro.

Alalu refletiu sobre a brevidade do dia, sua brevidade lhe surpreendeu. Sobre os pântanos, uma fria luminosidade se elevava no horizonte. Não demorou para elevar-se nos céus uma esfera esbranquiçada:

Kingu, o companheiro da Terra, estava contemplando. O que nos relatos do Princípio, seus olhos podiam ver agora a verdade:
os planetas e suas voltas, o Bracelete Esculpido, Ki, a Terra, Kingu, sua lua, todos foram criados, todos por seus nomes chamados!

Em seu coração, Alalu conhecia uma verdade mais que era necessário contemplar: o ouro, o meio para a salvação, era necessário encontrá-lo. Se havia verdade nos relatos do Princípio, se foram as águas as que lavaram as veias douradas de Tiamat, nas águas de Ki, sua metade cerceada, encontraria-se o ouro!

Com mãos vacilantes, Alalu desmontou o Provador do pau do carro. Com mãos trementes, vestiu o traje de Peixe, esperando ansioso a
rápida chegada da luz diurna.

Ao nascer o dia, saiu do carro, aos pântanos rapidamente se encaminhou. Introduziu-se em águas mais profundas, inundou o Provador nas águas.

Ansioso observava sua iluminada face, o coração lhe golpeava no peito.

O Provador indicava os conteúdos da água, com símbolos e números desvelava seus achados.E, depois, o batimento do coração de Alalu se deteve: Há ouro nas águas, estava dizendo o Provador!

Instável sobre suas pernas, Alalu se adiantou, dirigiu-se para o mais profundo do pântano.Uma vez mais, inundou o Provador nas águas; uma vez mais, o Provador anunciou ouro!

Um grito, um grito de triunfo, da garganta do Alalu emanou: a sorte de Nibiru estava agora em suas mãos!

De volta ao carro se dirigiu, tirou o traje de Peixe, ocupou o assento do comandante.

Animou as Tabuletas dos Destinos que conhecem todas as voltas, para encontrar a direção para a volta de Nibiru. Levantou o Falador de Palavras, para levar as palavras a Nibiru. Depois, para Nibiru pronunciou as palavras, dizendo assim: As palavras
do grande Alalu para Anu em Nibiru se dirigem. Em outro mundo estou, encontrei o ouro da salvação; a sorte de Nibiru está em minhas mãos; deve escutar minhas condições!

(Do Livro: O LIVRO PERDIDO DE ENKI, de ZECHARIA SITCHIN - Continua)

A CRIATURA XVII




Começaremos a análise sobre as fases evolutivas da Mônada, acontecidas no intervalo vivencial em que participa do reino Humano.

O raciocínio a nortear nosso estudo lembra que os seres humanos se distribuem em grupos sociais diferenciados entre si. Devido a essa diferenciação, que no fundo corresponde à aparente qualidade evolutiva dos indivíduos, os grupos ocupam níveis variados.

A figura seguinte ilustra tais posições. Para transmitir a ideia sem nos aprofundar em detalhes mais complexos, estamos considerando um escalonamento de tendências calcado em apenas cinco posições, ou degraus.


Nesses cinco degraus estão representadas as categorias da sociedade humana que mais chamam a atenção. As categorias escolhidas nos parecem suficientes para tornar visíveis os recursos que o Governo Maior de nosso Sistema Planetário se utiliza para impulsionar a Criatura terrestre em sua senda de progresso, bem como para a correção dos transviamentos de rumos.

Essa visualização também revela os ciclos irresistíveis do fluxo de vida, que nesta fase é ascendente. Na figura, portanto, temos as seguintes categorias assim por nós denominadas:

1 - O Silvícola
2 - O Servidor
3 - O Perseguidor de Riquezas
4 - O Ambicioso de Poder
5 - O Cultivador do Saber

Uma questão digna de nota precisa, antes de tudo, ficar bem compreendida. Apesar de neste estudo ainda não termos esmiuçado os assuntos referentes à reencarnação e ao carma, devemos lembrar, que o próprio fato da existência de diferenciações evolutivas entre indivíduos, e grupos de indivíduos, leva à seguinte conclusão: nas reencarnações as tendências e determinações cármicas atingirão diferentemente cada grupo, no que concerne aos seus deveres coletivos.

Isto porque o dever coletivo de cada grupo tem a extensão de sua respectiva competência. Por decorrência, cada indivíduo, em seu respectivo grupo, por sua vez, também estará inserido nessa mesma diferenciação. Essa inserção do indivíduo num grupo específico, corresponde à possível contribuição que ele deverá dar para que, somada à dos demais indivíduos, se complete a tarefa coletiva daquela categoria.

Comparativamente podemos ver isso da seguinte forma: os indivíduos são as células; os grupos de indivíduos são os órgãos, e o conjunto de grupos o corpo. Daí, tal como o corpo reclama a contribuição de cada célula para que o respectivo órgão funcione bem, e que se juntando aos outros órgãos consolidem um corpo saudável e feliz, assim também se faz necessária a participação equilibrada de todos os indivíduos para que a sociedade humana, que é um grande corpo, se torne saudável e feliz. Mas voltemos ao tema analisando o primeiro degrau.


O SILVICOLA

Na base da escala evolutiva humana da Terra temos o silvícola, também chamado de índio, ou aborígine. Ele nada pode oferecer de produtivo dentro dos padrões industriais e mercantilistas do homem da cidade. Faltam-lhe condições intelectuais para isso.

Como vimos, seu psiquismo, e principalmente o corpo Mental, ainda não oferece condições para vivenciar um campo de atividades tão complexas. Está nas primeiras encarnações humanas e, como tal, necessita continuar habitando o ambiente das matas, no qual teve suas últimas experiências quando passou pelos reinos Animal e Elemental.

Esses primeiros contatos da Mônada, usando um corpo humano, com a simplicidade florestal visam ir desligando-a dos automatismos instintivos, levando-a, aos poucos, de encontro a situações que lhe exijam maiores exercícios de raciocínio para tomadas de decisões. Porém, isso sendo feito de maneira gradativa, um pouco em cada encarnação, para não provocar traumas ao seu psiquismo.

Se ele nada pode oferecer à contingência da sociedade dita civilizada, por outro lado dele nada deve ser exigido. Ele precisa apenas do contato com a natureza, tal como ela é, para, na experiência de atividades rudimentares, próprias do ambiente, ir despertando a mente analítica.

Ele compreende bem das plantas e dos animais, e com estes convive pacífica e equilibradamente. Recursos que lhe são suficientes para um viver digno.

Ali está a sua cultura social e nela vive muito bem. Porém, a chamada civilização força-o a vivenciar o poder e sedução da tecnologia que o mesmo só entenderá, sem traumas, quando estiver situado no quarto degrau.

Movido por ambição o homem "civilizado" violenta esse equilíbrio, obrigando ao indígena a transformar-se, social e culturalmente, de uma hora para outra, sem que tenha base para isso.

Para mascarar esse despropósito autoridades e grupos econômicos usam do argumento de que o fazem no intuito de civilizar o índio.

Chegam ao absurdo de obrigar ao simplório habitante das matas a crer num deus para o qual ele ainda não tem raciocínio para compreender, impingindo-lhe, interesseiramente, os mais diversos tipos de religião, pois até eles lá vão, se disputando, os ditos "missionários" religiosos. Cada um, de unhas e dentes, fincando sua bandeira e defendendo seu pedaço de fiéis conquistados. Fiéis? São, realmente, missionários religiosos? Ou ainda são os obscuros costumes da idade média, quando os habitantes de uma região eram obrigados a serem pertencentes à religião ali predominante.

Violenta-se, desta forma, o que deveria ser o transcurso natural de sua evolução, causando no silvícola dificuldades de sobrevivência e retardamento de adaptação que lhe facultaria atingir o degrau futuro com uma base mais segura.

Portanto, o DEVER contributivo do indígena para com toda a coletividade humana é dos mais simples, se considerados e comparados aos nossos níveis. Mas, compreenda-se, é exatamente no bojo dessa aparente simplicidade que ele tem os seus instrumentos de evolução, pois as dificuldades e perigos que encontra na caça, na pesca e nas enfermidades, que é a sua luta pela sobrevivência, são as alavancas que o elevam, com naturalidade, ao segundo degrau.

Desta forma, após muitas peregrinações terrestres, reencarnações que se repetem a curtos intervalos de permanência no plano Astral, e já num estágio mais avançado de compreensão quanto ao aproveitamento dos recursos que a vida oferece, ele vai perdendo a pachorrenta indolência. Vai ficando mais ativo e sendo atraído para um meio de maior operosidade, embora que ainda num círculo de atividade humilde.

Agora está apto ao segundo degrau.


O SERVIDOR

Nessa categoria da evolução humana vamos encontrar o indivíduo que denominamos de Servidor. São os nossos companheiros da sociedade terrestre que só conseguem se adaptar aos trabalhos mais simples e modestos. Não que a sociedade os submeta à posição de inferioridade. Eles é que não conseguem desempenhar atividades de maior complexidade operacional.

Seus corpos Astral e Mental, no início dessa fase estão, apenas, pouco mais adiantados se comparados à fase anterior. Em razão disso, e dada à complexidade da vida na sociedade dita "civilizada", pouco à ela eles se adaptam.

Mas aqui cabe uma informação: Queremos lembrar que junto aos DEVERES de um indivíduo para com a sociedade, caminham as Leis da Reencarnação e do Carma. Isso vem de significar que, assim como nas posições mais humildes da sociedade encontramos espíritos evoluidíssimos, sem que isso implique ser o mesmo um não evoluído, também nas mais altas camadas humanas veremos os postos serem ocupados por espíritos os mais corruptos, ou involuídos. Queremos dizer que posições na sociedade humana não significam as mesmas posições no contexto evolutivo cósmico. Portanto, dissemos acima que sobre a qualidade evolutiva dos indivíduos, o que vemos pode ser só aparente, e não a realidade intrínseca.

O fato de evoluídos ocuparem posições humildes, e de involuídos assomarem cargos de destaque, aqui na Terra, ocorre em virtude de que a resolução dos problemas reencarnatórios e cármicos se dá pela aplicação da fórmula de simultaneidade.

Isto é, as soluções visam atingir, simultaneamente, o indivíduo e a coletividade de que faz parte, numa fórmula diretamente proporcional às necessidades desta.

Nossa visão restrita e imperfeita, atrelada a preconceitos, é que enfoca apenas o indivíduo, e sua aparente forma com que se apresenta, deixando passar despercebido o motivo pelo qual ele se insere daquela forma no contexto daquele momento e daquela sociedade.

Para melhor compreensão citaremos dois exemplos:

1º - Jesus - O sublime mestre, espírito de escol, componente do Governo Maior de nosso sistema, encarnou-se em modesta família de carpinteiros, e como tal viveu. Ao longo de sua vida terrestre recusou todos os favores e seduções do poder humano.

Sendo maior se fez menor, pois sua mensagem - que era seu DEVER naquele momento - era para atingir os indivíduos em espírito.

2º - Hitler - Espírito detentor das mais obscuras sombras de caráter. Assomou ao maior poder humano de sua época e, como instrumento de efeitos - o seu DEVER naquele momento da sociedade humana - descarregou sobre a coletividade terrestre o carma que a ela competia.

As duas personagens dos exemplos acima, sobejamente conhecidas de todos nós, ilustram bem o fato de que nem sempre o humilde seja involuído, ou que o poderoso da sociedade sempre é evoluído, espiritualmente, para ambos os casos. Não estamos falando de intelectualidade.

Portanto, dentro desta conceituação, o trinômio Reencarnação, Carma e Dever, não pode ser esquecido.
Voltemos à análise de o Servidor.

Os indivíduos posicionados nessa categoria ocupam-se das atividades que não exigem grandes esforços de raciocínio. São as atividades repetitivas, como nas fábricas de produtos mais simples, nos trabalhos mais rudes das construções de prédios, da lavoura e carregadores em geral, além de outras atividades.

Esse mal remunerado trabalho que faz o indivíduo passar por cansativos esforços físicos, em situações, às vezes, as mais inóspitas, vai lhe despertando o desejo de lutar por alcançar melhores posições na sociedade. Preso dessa insatisfação, seu raciocínio começa a buscar especializações profissionais que possam proporcionar melhores condições de trabalho e remuneração.

Esforçando-se para isso, distancia-se cada vez mais da indolência silvícola e galga promoções, de encarnação em encarnação, que o posiciona na qualidade de operário categorizado. Mas o irresistível fluxo ascendente de vida não o deixa sentir-se contente. Uma vez melhor remunerado acende nele o desejo de riqueza. Possuir mais. Principalmente sob a pressão dos meios de publicidade que exibem decantadas belezas em propostas de falsas facilidades para o adquirir isso, ou aquilo.

Porém, na condição de operário, mesmo categorizado, se vê limitado pelas vontades do patrão, e toda aquela ilusão mercantilista que o seduz continua fora do seu alcance. Insatisfeito, sente lhe despertar uma ideia, que ele qualifica de magnífica: tornar-se seu próprio patrão. Trabalhar por conta própria.

Essa ideia doura-lhe os sonhos e o faz imaginar que assim fazendo ficará mais próximo das facilidades e comodidades que deseja adquirir. Esses pensamentos tomam sua mente por todos os dias, e ele passa a perseguir tal realização.

De encarnação em encarnação vai se sentindo cansado, e cada vez mais dedica esforços para deixar aquele degrau no qual se sente oprimido. O ilusório domina-o completamente. E só um objetivo ele tem em mente: Ser como os que se mostram destacados na sociedade.

Nesse ponto, o indivíduo está pronto a passar ao degrau seguinte. Esse fato que citamos nos leva a observar que deste esse início do transitar pela sociedade humana, a Mônada já demonstra preferência pelo ilusório.

Acima falamos só do atrativo da riqueza, porém, outros estímulos a levam rumo aos desastres maiores. Apegando-se ao ilusório, e não o obtendo, frustrado o indivíduo se deixa arrastar pelos descaminhos do alcoolismo, prostituição e um sem número de delitos marginais.


O PERSEGUIDOR DE RIQUEZAS

Devido aos agravos acumulados quando esteve no segundo degrau, agora, no início desta fase, o indivíduo esbarra com as primeiras dificuldades.

Embora já possa ocupar esse terceiro posto, impulsionado, porém, pelo jugo das ilusões não possui ainda um corpo Mental à altura. Seu intelecto pouco oferece diante dos novos desafios.

Constata que administrar, econômica e independentemente, a própria vida, tal qual desejou, é tarefa das mais difíceis. Todavia, não há como retroagir. Os inexoráveis impulsos ilusórios acumulados em si, o espicaçam na direção de ilusões maiores.

Assim vai, e com um pouco de bom-senso, mas sentindo a incapacidade para adaptar-se ao novo mundo de empresário, começa pelos pequenos negócios.

Com os recursos financeiros que acumulou instala-se num pequeno estabelecimento comercial. Um bar, um bazar, uma mercearia. Estas são as opções ao seu alcance.

Comercializando objetos de pequeno valor vai exercitando o raciocínio sobre o funcionamento do intercâmbio comercial.

Aprende da matemática dos lucros e haveres. Esta, aguça-lhe a ambição, e cada vez mais quer aplicar a fórmula lucrativa do entregar menor porção de mercadoria recebendo maior valor em dinheiro.

Até lhe parece uma mágica de resultados ilimitados. Do raciocínio calculista inicial passa à esperteza. Cria artifícios relacionados à qualidade do que vende para auferir maiores lucros. De consciencioso passa a inescrupuloso. Seus olhos se deliciam na volúpia de conferir o montante arrecadado a cada dia.

De alguma forma prospera. Os pequenos negócios deixam de lhe interessar. Suas metas, agora, são de empreendimentos maiores. Sua nova onda de perseguição.

Com o passar do tempo, e ainda vinculado ao terceiro degrau, vamos encontrar aquele incipiente comerciante, agora, um exímio homem de negócios. Empreendedor, empresário, executivo. Um homem que só enxerga números e só existe em função de lucros, não importando se para obtê-los tenha que surrupiar e corromper.

E tanto isso é verdade que toda a riqueza do mundo está nas mãos dos negociadores, ou melhor, dos especuladores. Estes, mesmo não produzindo nada, controlam a movimentação mercadológica em todo o globo, fazendo o jogo das aplicações em Bolsas de Valores. Uma espécie de cassino, onde as apostas são feitas sobre as Ações, (papeis), que representam o capital das empresas.

Empresas crescem, ou vão à falência, dependendo dos resultados e interesses dos especuladores que, num simples digitar de senhas, fazem valorizações fantasmas para atrair os incautos. Depois, sem nenhum escrúpulo, retiram o dinheiro criando uma desvalorização, levando a empresa à falência.

Para estes, não importa que seus atos façam milhares de famílias perderem seus sustentos. Sem sair de seus escritórios, fazem o dinheiro circular pelo mundo, buscando quem oferece mais por ele.

Se lhes é incontido o desejo de ganância, essa força, entretanto, já que instalado está na sociedade humana, é também aproveitada pelo Governo Oculto. Da seguinte forma: Os que se encontram no ápice do controle econômico terão que arcar com a incumbência e inquietude de conduzir os que para eles trabalham.

A ganância os fez acumular, agora arcam com o peso de, dando emprego, redistribuir o que ganharam. Estão ricos ? Ilusoriamente, sim. Porém, não podem ter um só momento de paz, já que a cada minuto vivem o pânico de que um possível concorrente possa lhes tomar a posição.

Nesse círculo vicioso caem no desespero do ter mais e, ainda assim, se sentir impelido em ter que distribuir mais, mesmo a contragosto.

Ao tentar romper esse círculo vicioso, apelando para um plano de reter mais e distribuir menos, infelicitando aqueles que dele, economicamente, depende, inicia-se seu fracasso, pois descamba para a desqualificação do produto em troca de menor mão de obra.

E mesmo que adote máquinas operatrizes em substituição ao trabalho humano, o desastre não será menor, pois, e esta é a tendência atual no mundo, faltará ao homem da rua, seus ex-operários, recursos para consumir sua produção. Resultado final: Falência do sistema.

Podemos até dizer que o desespero que o trabalho causa é devido à constante dubiedade do estado de consciência do indivíduo involuído. Isto é, as lembranças do passado demonstrando que os esforços de ontem foram bem menores que os de hoje. Claro, tudo era mais simples. A competitividade era menor. A ambição era menor. Então, constata que os esforços de hoje, embora ponham mais lucros em suas mãos, não lhe dão, porém, a paz sonhada.

Mas, como se disse acima, não há como, pacificamente, voltar atrás. O círculo social da ilusão fisgou-o no todo. É subir, no conceito bajulador dos homens, ou ser por eles esquecido. Uma escolha difícil e terrível. Que preço altíssimo vai pagar para continuar ocupando a posição "conquistada".

Assim, o trabalho tornou-se profundamente degradado; do ponto de vista do trabalhador, seu único objetivo é ganhar a vida, enquanto a finalidade exclusiva do empregador é aumentar os lucros".

Quem nos fala assim é o grande analista e pensador da atualidade Fritjof Capra, e o trecho reproduzido consta do livro de sua autoria O Ponto de Mutação, página 223, editado pela Editora Cultrix.

Aqui o citamos porque expressa bem o modo deturpado de pensar no trabalho em que a sociedade enveredou.

O trabalho como forma de adestramento espiritual, na Terra, perdeu todo seu sentido. Por isso, perdida nas teias da ilusão, nossa Mônada se deixa carregar de lauréis humanos.

Um triste e frustrante DEVER construiu para si. Alimentar as bocas, das quais, gananciosamente, arrancou os alimentos. Cumpri-lo, porém, vai ficar para outra fase dessa viagem. Por enquanto, submergida no fausto, o que deseja é mais poder. Nesse impulso assoma ao quarto degrau.


O AMBICIOSO DE PODER

Este degrau, espiritualmente falando, é o degrau dos grandes riscos. Nele, quase sempre o indivíduo resvala para profundo abismo cármico. Melhor seria que do terceiro se transpusesse ao quinto degrau. Porém, devido os comprometimentos contraídos naquele, ser-lhe-á inevitável transitar pelo quarto estágio.

Somente uma forte dose de renúncia ajudar-lhe-ia transpor o espaço de agora sem que maiores danos lhe acontecesse. Circunstância dificílima de ser vivida.

Para esta classificação de O Ambicioso do Poder, os elementos que nela mais se enquadram são os que ocupam postos militares, chefes de estado, parlamentares e funcionários públicos graduados.

O único desejo que os estimula na vida é o exercício do poder. Oriundos do terceiro degrau, mas cansados de correr atrás da riqueza, trazem, agora, o sonho do mando. A nova posição que perseguirão, não importa a que custo. Alimenta-lhes muito mais a vaidade de galgarem a hierarquia administrativa do que qualquer outra alternativa, mesmo que mais insinuante.

Isso fica evidente na simples comparação de remunerações salariais. Um general tem o valor de seu soldo inferior ao de um proprietário de magazine. Um presidente da república é muito menos remunerado que um industrial.

Entretanto, nem o proprietário de um magazine e nem o industrial enfeixam em suas mãos poder tão grande quanto aos de um general ou de um presidente da nação. Se o ganho financeiro não lhes é tão sedutor, o poder, todavia, cega-lhes os sentidos. Inelutavelmente entregam-se aos braços desse tirano, no onírico desejo de comando. Para comprovar o que estamos citando, observem dois acontecimentos que são nítidas demonstrações da volúpia do poder.

Primeiro, Jimmy Carter, presidente dos Estados Unidos da América, discursando em provocação à União Soviética, hoje extinta, dizia que "Apenas um dos nossos submarinos Poseidon (...) transporta as cidades grandes e médias da União Soviética. Nosso um número de ogivas nucleares suficientes para destruir todas poder de coibição é esmagador."

Esta citação está na página 232 do livro O Ponto de Mutação de autoria de Fritjof Capra, editado pela Editora Cultrix.

Segundo, o último conflito armado no Oriente Médio, mais precisamente no Iraque. Até então, nenhum homem havia possuído em suas mãos tal soma de poder como o que esteve, e tem estado, ( 2005 ) com George W. Bush, também presidente dos Estados Unidos da América. Em sua vontade estava, e está, a autoridade, e dela dependia, e depende, matar, ou não, quantos queira.

Os dois mandatários acima citados, só não perpetraram seus mandos até as últimas consequências porque as "forças da Vida", que podemos chamar de energias equilibrantes, não lhes permitiram consumar a loucura representada pela prepotência humana.

Como vimos nos exemplos citados, o jogo do poder é sedutor, e de seu domínio poucos escapam. Mas como o Ser não está destinado à volúpia, apesar do fausto, das mordomias, das prerrogativas e da bajulação que se vê cercado, chega-lhe o dia do enfado.

Percebe que apesar de toda a roda de "amigos" que o cerca, tudo não passa de hipocrisia, e que para mantê-la, alimentando seu crescente desejo de mando, terá que ir aos extremos da corrupção. É o momento em que alguma coisa, misteriosamente oculta, lhe diz que a vida não é só o que ele toca com as mãos. Há, também, o invisível, e que esse invisível possui forças maiores que o maior de seus poderes terrenos. Além disso, forças mais harmônicas que toda a paz que ele consiga construir.

Decepcionado, olha-se por dentro, e pergunta: "Quem sou eu ?" Vê-se tão grande entre os homens, porém, no íntimo, se sente pequeno e desprotegido. Enojado com a falsidade com que é cercado. Não sabe, ele, que aquele círculo de falsos amigos era outro dos recursos de que se serve a Lei do Progresso para levá-lo de volta à casa Paterna.

Desanimado e desiludido com os homens, vencida sua prepotência de mando, curva-se à evidência de que não é nada daquilo que seu espelho refletia. No imo da alma começa a abandonar o desejo de poder. Seus anseios, antes exclusivamente terrenos, voltam-se para os estímulos do invisível.

Depois de cumprida essa árdua, e decepcionante, etapa de alimentar as bocas às quais fez passar fome, volta-se ao DEVER de reeducar a todos que, ao longo de seus mandos, desvirtuou.

O poder é sedutor, dissemos, todavia, efêmero. O saber é laborioso, mas eterno. Nesse passo, nossa viandante Mônada, alquebrada, e de muletas morais, se prepara no departamento de "fisioterapia" cósmica, para voltar à Terra e ingressar, regenerada, no degrau do Amor.

(Texto: Luiz Antonio Brasil - Continua)



A GRANDE MORADA



Tudo começou no mês de Maio de 1952, há 60 anos. Eu contava com 13 para 14 anos de idade quando, folheando um exemplar da hoje extinta revista O Cruzeiro, me deparei com uma reportagem intrigante. Tratava-se da descrição de um avistamento de Objeto Voador Não Identificado – OVNI – mais popularmente chamado de Discos Voadores.

Ocorrência que, segundo a reportagem, se deu nas proximidades da Pedra da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Ver as fotos e ler o texto daquela noticiação me despertou ampla curiosidade e interesse.

Apesar de minha pouca idade, à época, ver e saber que naves alienígenas se mostravam tão próximas de nós, os terráqueos, me encheu de entusiasmo, tanto para com o tema OVNI como para obter conhecimento sobre os astros.

Passei, então, muitos dias revendo aquelas fotos e relendo o texto, tamanha a atração que a reportagem exercera sobre mim.Queria saber mais, porém, naquele interior mineiro, daquele tempo em que os meios de comunicação eram precários – telefone de manivela, viagens só de trem Maria Fumaça, estradas de rodagem em terra batida, recepção de rádio com chiados – traziam dificuldades que culminavam com os minguados recursos financeiros da família, pois que éramos, digamos, classe “c” bem minúscula, impediam que minha curiosidade fosse atendida.

Logo ao ano seguinte, 1953, fui matriculado na escola do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – que, aquele tempo, todos os seus cursos eram ministrados gratuitamente. Dentre as matérias curriculares, além da profissionalizante, tínhamos aulas de astronomia !

O professor que lecionava este curso – prof. Gustavo Campos – era um entusiasta da matéria que ensinava e suas aulas, meticulosamente ministradas, prendia a atenção de todos os alunos e era um deleite para mim. Sem contar que ao final delas me dirigia a ele enchendo-o de perguntas, nunca deixadas de serem respondidas.

E o melhor, também ele acreditava na possibilidade de que, de fato, a Terra era visitada por extraterrestres, sobrevoando nossos céus e pisando nosso solo. Nem preciso dizer, mas digo, o quanto me fez bem aquelas nossas conversas, e o quanto elas me influenciaram.

Durante aqueles meses consegui economizar os parcos ganhos e enamorado de um conjunto óptico cuja propaganda estava veiculada na revista mencionada, fiz a encomenda via reembolso postal, pois a firma vendedora estava situada em São Paulo.

O conjunto, um kit, era composto por várias peças que oportunavam a montagem de vários dispositivos: telescópio, ou microscópio, ou binóculo, etc, mediante a substituição das lentes. Naturalmente, dispositivos modestos, mas que me ocupavam as horas vagas, mormente às noites claras – interioranas sem luz elétrica nas ruas – onde o céu coalhado de estrelas parecia um tapete pigmentado de luzes.

Nas luas cheias eu ficava maravilhado observando as crateras lunares; Os planetas mais próximos, Marte ou Vênus, eram pouco nítidos, mas a visão revelava corpos esféricos, o que trazia satisfação saber de outros mundos. Essas observações me preenchiam de imaginações e fortaleciam a vontade de saber mais. Porém, o tempo ia passando e o menino sendo empurrado para o mundo.

E lá fui eu embarcando-me pelos compromissos maiores da vida. Aos 16 para 17 anos, indo à busca de melhores oportunidades de trabalho, me vi alijado da terra natal embrenhando-me pela luta de sobrevivência, de tal forma que os sonhos e ideais do menino interiorano ficaram soterrados sob as múltiplas preocupações, e foram caindo no esquecimento.

Uma dezena de anos mais tarde, porém, já incluído numa classe “C”, digamos, maiúscula, pude retomar minha inata busca – hoje sei que era inata, antes me parecia só curiosidade – pelo significado da vida. A célebre busca que, creio, todos nós um dia nos fazemos:

Quem sou ?
De onde vim ?
Para onde irei ?

Em busca das respostas percorri variados caminhos religiosos e filosóficos. As respostas que fui encontrando me soavam incompletas, embora agregassem alguns conhecimentos.

Uma de minhas mais renitentes perquirições era: - E nisso tudo onde se encaixam os extraterrestres ?

Afinal, todos os estudos que tive condição de fazer nas áreas da astronomia e metafísica falavam de vidas físicas e vidas não físicas, ou seres que se denominam espíritos, e seus inter-relacionamentos conosco, os encarnados da Terra.

Mas, e os extraterrestres em corpos físicos, se existem, interagem, ou não, com nossa humanidade terrestre?

Essa perquirição nunca se calou dentro de mim, mas para não incomodar suscetibilidade de companheiros de ideal, pois que até então me mantinha vinculado a grupos, conserva-a silenciosa e só a uns poucos era revelada, enquanto, de maneira reservada, dava continuidade às minhas pesquisas.

Com o advento da internet ficou muito mais fácil alimentar as buscas e se aproximar – virtualmente – de outros entusiastas do gênero.

Foi assim que aos poucos fui saciando minhas curiosidades e sonhos, e o universo tomou, para mim, a feição de a Grande Morada onde terráqueos e extraterráqueos habitam, conjuntamente, ocupando todos os seus cômodos dispersos por suas múltiplas dimensões espaço/tempo e suas respectivas densidades vibracionais de energia.

Prossegui estudando e avaliando o que, para mim, se tornou aceito e comum, como o fato de que a Terra, desde tempos imemoriais, em contagem de milhões de milhões de nossos anos, tem sido, direi, frequentada por seres oriundos de outros planetas.

Todavia, convenhamos, o tema OVNI é recheado de alegações, testemunhos, controvérsias, desmentidos, ocultação pelos órgãos governamentais, ridicularizações e tantas outras coisas mais, que, ao pesquisador mais afoito o faz sentir-se pisando terreno pantanoso.

Difícil de caminhar ao mesmo tempo em que de manter o equilíbrio. Mas não é impossível de fazê-lo, fazendo-o com critério, seletividade e paciência.

Assim organizado dei continuidade à busca por responder àquela perquirição: E onde se encaixam os extraterrestres ? Quando encontrei o livro O Prisma de Lira, escrito por Lyssa Royal e Keith Priest, dentre tantos outros nos quais, de igual tema, se descreve esse encaixe dos extraterrestres na vida da humanidade da Terra.

Li, gostei, e vi nele uma extensão em paralelo com nossa série A Criatura, que, de minha parte, sempre a considerei incompleta porque não responde a uma questão, para mim, crucial:
Como corpos humanos – carne e osso – essa fisiologia que nos dá a existência humana na Terra – como fomos formados ?

Nossa série 'A Criatura' analisa o roteiro da criação de nosso sistema planetário, obra das Inteligências Maiores – os Logos – como são denominados em metafísica.

Porém, a análise sobre a criação do ser pensante cingiu-se ao que chamarei de Ser Centelha Divina, ou Mônada que em derivação, e para uso desta, criaram-se os corpos que ela utilizaria em sua viagem evolutiva, bem como os planos dimensionais correlatos para as correspondentes manifestações.

Pois bem, sem entrar nos detalhes de criação dos corpos não densos, como o físico, e que se posicionam nas densidades acima da terceira que ocupamos, que a isso não estou capacitado de fazê-lo, pergunto: E o corpo físico, ou corpo humano, como foi criado ?

Reportando-nos ao relato bíblico no livro de Gênesis temos a informação de que Deus juntou do pó da terra e com ele moldou um corpo. Soprando em suas narinas deu vida à sua escultura, transformando-a num Ser vivo.

A este ser moldado do pó da terra deu-lhe o nome Adão.

Como Adão foi criado com as características do gênero que chamamos masculino, Deus achou por bem dar-lhe uma companhia com características opostas, ou do gênero feminino. E criou Eva.

Esse texto bíblico é sobejamente conhecido, portanto, nos dispensamos de transcrevê-lo na íntegra. O que nos interessa é discutir a questão do aparecimento do gênero humano – homem e mulher – na Terra.

Então, vamos a ela. Mas no próximo texto.

(Texto: Luiz Antonio Brasil - CONTINUA )





9 de julho de 2013

A CRIATURA XVI




Mostramos que num dado momento da vida da Mônada, enquanto usando um corpo humano na face da Terra, é impulsionada na direção de seu semelhante, envergando igual roupagem. A razão disso é muito simples. A Suprema Inteligência, ou o Criador Incriado, atua sobre toda a criação através de Suas criaturas.

Sendo Ele o agente aglutinador por excelência, e Suas criaturas originadas de Sua pura energia, estas não poderiam viver indefinidamente dispersas, separadas e insensíveis, umas em relação às outras. A vontade suprema, embora no todo ainda seja incompreensível para nós, promove a aproximação entre os Seres.
Essa força de aproximação atua através de dois sentimentos: o desapego e o perdão que, em resumo, dão a fraternidade. Será nesta modalidade de convivência social que viverá a humanidade da era pós-moderna.

A figura demonstra esse novo tipo de personalidade humana e a sua contra-parte que se situa nos planos adjacentes.


Igual às vezes anteriores, o representamos em três etapas:

1 - Ativo na vida Física, cercado de afazeres que o aproximam dos semelhantes;
2 - Corpo Físico morto;
3 - Ascendendo ao plano Mental, por justo merecimento. Esse indivíduo não será apenas intelectualmente desenvolvido, mas também, socialmente fraterno.

Esse avanço de conhecimento e os paradigmas de respeito social, alargarão a visão individual de todos os seres, fazendo-os compreender que seus semelhantes são, realmente, seus semelhantes. Em tudo iguais uns aos outros, compreendendo que entre eles não existe a suposta separatividade.

Cada um é uma parcela daquele Todo. Podem se sentir como aquelas gotículas do suco de laranja como exemplificamos, individualizadas, todavia, saberão compreender que em essência todos são exatamente iguais.

Em razão disso, e como ficou comentado na apostila 18, a humanidade caminha em bloco.

Isto é, todos os indivíduos à ela pertencentes transferem-se, simultaneamente, a estágios mais elevados ao final de cada ciclo evolutivo. Do bloco a ser transferido excluem-se, apenas, os indivíduos recalcitrantes que não pautaram seus esforços numa tal direção.

Dado a isso, ao homem dessa era avançada regerá pacificamente o conceito de que todos têm o mesmo direito à vida. Tudo tendendo, portanto, à humanização.

Cabe, aqui, uma explicação. Embora estejamos falando numa coletividade futura deve-se ter em conta que, individualmente, a qualquer momento, ou a qualquer era, também se pode atingir esse estado de consciência. Basta o esforço próprio da pessoa.

Entretanto, será, como dissemos quando historiamos que "Essas promoções ao reino evolutivo sequente ao que se encontra, não se dão a todo instante, atendendo um elemento ou outro que se destaque dos demais, como a informação acima possa fazer supor. Não, ela se dá em ciclos certos de mutações, e quando chegam suas épocas, a promoção, ou transferência, atinge não um elemento, mas um lote de elementos daquela espécie em questão."

Todavia, como também dissemos, "Se, por ventura, um elemento atingir o máximo evolutivo antes de se completar o ciclo evolutivo da espécie, permanecerá, este, em atividades junto à sua coletividade.

" Isso é visto em determinadas pessoas da humanidade atual que demonstram total desapego aos bens próprios e se dedicam de corpo e alma à solidariedade para com o próximo. Falaremos disso, mais a frente.

A tal indivíduo, uma vez completado seu tempo de vida Física, e entregando seu corpo humano à terra, conforme vemos na figura, poderá, esse bem aventurado, demandar planos mais elevados. Não mais será retido no plano Astral, mas, posto que pela lisura de seus pensamentos e pelas boas qualidades de uso que deles fez, conseguiu também dar forma consistente ao corpo Mental. Assim sendo, usufruirá das vivências no plano Mental, mais venturoso que os dois inferiores.

Mas voltemos à continuidade da exposição que fazíamos quando dissemos que em face dessa elevação social tudo, numa nova era, estará tendendo à humanização.

Outra característica que contribuirá para isso é que os intervalos entre encarnações serão bem mais prolongados. O motivo é simples. Intelectualmente bem desenvolvidos e muito espiritualizados, descobrirão naqueles planos importantes objetivos a serem alcançados.

Situação exatamente oposta à do homem primitivo que nos intervalos entre encarnações mal deixava o ambiente físico, para logo a este retornar, visto que seus interesses o fixavam à face da Terra.

Como, também, circunstância diferente à do homem da chamada era moderna, que já vimos, quanto à duração do intervalo de permanência no plano Astral, entre uma encarnação e outra.

Nesta nova característica de vivência seu tempo de permanência ali será bem mais dilatado, pois seus olhos verificarão que inúmeras atividades o ocuparão naquelas estâncias e, de boa mente, à elas se entregará. Uma compreensão totalmente objetiva. Sabe que participando das atividades próprias daquele plano estará, também, trabalhando por espiritualizar mais ainda o futuro da Terra física que um dia voltará a recebê-lo.

É fácil entender porque os indivíduos residentes naquelas paragens amoldam suas atividades intentando o distante futuro da Terra física. O motivo é o seguinte:

Quanto mais elevado, espiritualmente, for o plano de existência, mais ao "futuro" vive aquela humanidade.

Expliquemos: A Eternidade é, como não poderia deixar de ser, um ETERNO PRESENTE. Nela, tudo é um AGORA. Não existe o ontem e nem o amanhã. Lembramos, ainda, que a Eternidade é a essência primordial da qual todas as substâncias provieram.

Uma vez que, gradativamente, a essência vá se coagulando e se tornando matéria mais adensada, começa, então a se formar também a relatividade do tempo.

Densidades diferentes criam tempos diferentes. Essa relatividade é proporcional ao grau de adensamento da matéria de que é composto o plano.

Assim, no plano físico da Terra, temos o tempo relativo mais lento de todo o conjunto que forma os planos existenciais deste planeta, porque aqui também temos a matéria mais densa.

Por decorrência, o tempo relativo no plano Astral é mais ligeiro, se comparado com o nosso, porém mais vagaroso que o do plano Mental. E sucessivamente, a cada plano ascendente, o tempo relativo se aligeira, até atingir o estágio do Eterno Presente, onde tudo é Agora.

Desta forma pode-se compreender que um Ser vivente no plano Mental da Terra, vive, "agora", neste exato momento, o tempo de um determinado futuro da Terra física.

Em outras palavras isso quer dizer: lá, agora, já se tomam providências que só se materializarão na Terra física daqui a alguns séculos.

Sabemos que tudo isso é intrigante e fascinante, e que nos leva à seguinte conclusão: Realmente muita atividade se desenvolve no plano Mental, pois que aquele presente representa o futuro dos planos Astral e Físico. Diante de tanto a se fazer, é natural que o tempo de permanência ali em muito se dilatará para aqueles que já tiverem a ventura de pisar naquele solo.

A observação sobre o tempo, referida acima, parece extravagante e estapafúrdia ? Pois não é. Além das informações correspondentes que nos chegam ditadas a médiuns de fidedigna capacidade, tais como Francisco Cândido Xavier, João Nunes Maia, etc, pelos espíritos André Luiz e Miramez, respectivamente, também o ramo mais avançado da ciência, a pesquisa quântica, aponta para a mesma comprovação.

No interessante livro dos pesquisadores Bob Toben e Fred Alan Wolf, por título Espaço-Tempo e Além, publicado no Brasil pela Editora Cultrix, à página 41 encontramos a seguinte nota:

"Num campo gravitacional muito intenso relativamente àquele onde o observador está situado, o tempo passa mais devagar e as dimensões contraem-se do ponto de vista do observador." (Grifo do original).

Os autores estão dizendo exatamente o que dissemos linhas atrás. Vejamos isso numa figura.

No quadro superior da figura vemos dois campos gravitacionais. "A" e "B", ambos com a mesma gravidade.

Vemos que a marcação do tempo é igual para os dois, em data e hora.

No quadro inferior apresentamos, também, dois campos gravitacionais. "A" e "C". "A" com gravidade intensa, e "C" com gravidade fraca relativa ao campo "A".

Vemos que o tempo em "A" marca 4 horas do dia 06-09-2005, enquanto que em "C" temos a data de 06-09-3005.

Esclarecimentos:

1 - Os tempos indicados na figura são hipotéticos. Apenas para facilitar a visualização;

2 - Também se referem a campos gravitacionais que tenham a mesma relação de espaço, como por exemplo, o plano Físico da Terra e o plano Astral, também aqui da Terra. Neste caso, o campo menos intenso vive um tempo "futuro" se comparado ao campo mais intenso.

Outra informação interessante que os autores citam é que um observador postado num plano menos denso, digamos o campo "C" de nossa figura, verá que as dimensões do plano mais denso, "A", que esteja à sua frente, estarão, por sua vez, contraídas, em relação ás dimensões de seu plano material.

Einstein, o formulador da teoria da Relatividade, alterou os rumos de muitas teorias então vigentes, e abriu caminho para tantas outras descobertas, isso em 1905.

Ele equacionou essa questão da relatividade do tempo, que aqui estamos tratando para entendermos o que vivemos no plano Físico da Terra e o que se vive no plano Mental, deste mesmo planeta.

A revista VEJA, em sua edição 1.915, de 2005, trouxe reportagem sobre o trabalho de Einstein. Referentemente à questão, a revista dá um substancial exemplo. Por título A GRAVIDADE ALTERA O ESPAÇO E O TEMPO, vem a explicação dessa parte da teoria.

A explicação diz o seguinte: "O espaço e o tempo são como uma toalha de mesa esticada. Um corpo colocado sobre essa toalha cria uma vala, [um afundamento] que é a deformação do espaço-tempo. (...) Quanto mais perto se está do centro da deformação, mas lentamente o tempo passa.“

E conclui: "Isso explica por que um relógio atômico na superfície da Terra anda mais devagar do que outro colocado num satélite em órbita.“

Como vemos, a ciência confirma que a gravidade é que determina o andamento do tempo. Por isso, acreditamos que as citações acima esclarecem o que estamos comentando. Também, todas elas, estão absolutamente de acordo com as informações dadas via mediúnica.

Estas informam que os planos mais espiritualizados, e portanto, menos densos, e os seres neles viventes, são mais expandidos que os seus semelhantes situados em posições inferiores. Por isso, os espíritos inferiorizados, apesar de estarem no plano Astral, não conseguem se afastar da superfície da Terra física. Seus perispíritos, muito pesados, são atraídos para cá.

Voltemos ao livro Espaço-Tempo e Além para mais uma informação valiosa ao nosso estudo. Os pesquisadores já nomeados acima, falam da harmonia geral para o cosmo, como comentamos, nos referindo à fraternidade. Eles dizem, à página 107: "O CAMINHO DA NOVA ERA - Compreenda as ações arquetípicas. Pense num evento que esteja em harmonia com as ações/natureza arquetípicas. Novos caminhos de mínima ação podem desenvolver-se e construir-se guiando sua percepção para aquela harmonia. E o pensamento torna-se experiência.“

Pois bem, lembram-se do que comentamos sobre os Arquétipos? Se nossas mentes não estiverem tão poluídas pelo meio social em que vivemos, poderemos sentir as influências arquetípicas e, por elas, descobrir o caminho da nova era.
Isso tudo demonstra a diferenciação entre os que habitam a face física da Terra e aqueles que habitam a face do plano Mental desta mesma Terra. Aqui a lentidão e poucos sentidos perceptivos. Lá a ligeireza e maiores atributos de percepção.
É dentro das características acima comentadas que vivem os habitantes do plano Mental e os dos planos mais acima.

Harmoniosamente pensando com os Arquétipos, pois é a partir destes que todos os rumos renovadores são tomados. Quanto mais "alto" se sobe, espiritualmente, mais "próximo" se fica dos originadores da criação. A partir daí o "pensamento se torna uma realização", uma concretização.

Como vêm, não só os espíritos falam dessa grandiosidade ocupacional no espaço, mas também as ciências vão chegando às mesmas definições. E já não era sem tempo.

É para essa grandiosidade que caminha o homem da era pós-moderna. Expande-se, e mais do que isso, aproxima-se de seus Mestres. Daqui para frente, candidata-se ao próximo ciclo evolutivo, cujo resultado maior é adentrar na era da Angelitude.

Antes de prosseguirmos com os comentários, re-analisando o período de sua trajetória humana neste planeta, apreciação que não podemos dispensar, pois que ela nos dará a visão global dessa transmutação, apresentaremos a figura a seguir na qual veremos toda a viagem evolutiva empreendida por essa aventureira. A consciência de cada um.

Olhar essa figura é como olhar uma coletânea de fotografias próprias. Daquelas que existem em todas as famílias quando os pais, entusiásticos, vão colecionando as fotos dos filhos à medida em que eles crescem.

Na figura está todo o passado da criatura vivente na Terra. Olhando-o, e reflexionando em suas experiências, podemos muito bem imaginar quão venturoso será o futuro.
Já evoluiu-se tanto. E nessa expansão constante, as dimensões universais que hoje ainda parecem intransponíveis, se tornarão vielas que a criatura cruzará num piscar de olhos.

Mas não serão as dimensões a encolher, e sim o indivíduo a crescer. Daí, os passos, miudinhos de início, se agigantarão.

Com os pés sobre um planeta dará as mãos a outro seu igual postado em outra esfera. O universo ficaria pequeno. É por isso que ele também expande, já diz a ciência, por que senão, como iria comportar tantos e tantos gigantes.

Só mais uma informação: Em 1979 tivemos a felicidade de conhecer o livro A Grande Síntese, obra inspirativa canalizada por Pietro Ubaldi. Estudá-lo foi a porta que se nos abriu, descortinando o ilimitado horizonte da metafísica. O primeiro degrau. Foi a partir dele que, também por inspiração, demos início ao estudo que ora se faz, bem como a idealização desta figura. Vamos a ela.

Ponto "A" na figura, foi o momento da partida, o despontar da centelha de vida;

ponto "B", chegada e vivenciamento no reino mineral da Terra;

ponto "C", regresso ao plano Astral onde fortalece o protótipo de seu corpo Astral;

ponto "D", retorna à Terra física, agora ao reino Vegetal;

ponto "E", tendo passado por toda a escala de espécies vegetais, retorna ao plano Astral, consolidando ainda mais o protótipo do corpo Astral. Agora contendo amostra das sensações;

ponto "F", outra vez volta à Terra física para, no reino Animal e passando por todas as espécies, dirigir organismos mais complexos;

ponto "G", o grande momento, quando, despertando no plano Mental Superior, atinge a condição de Individualidade;

ponto "H", naquele plano dá início à formação do que será o seu corpo Causal, condição para dar seguimento à extensa viagem;

ponto "I", desce ao Mental Inferior dando partida à formação do corpo Mental;

ponto "J", segue ao Astral ativando ainda mais o protótipo do corpo Astral, dando ao mesmo o princípio da forma humana;

ponto "K", retorna ao Mental Superior e consolida ainda mais o corpo Causal com vistas ao novo tipo de jornada a ser empreendida;

ponto "L", segue ao Mental Inferior e ativa um pouco mais o corpo Mental, pois agora suas ações estão sendo feitas no reino Elemental;

ponto "M", por reflexo das providências acima, também o corpo Astral mais se anima;

ponto "N", vencendo o tempo no reino Elemental retorna ao plano Mental para novos preparativos e dinamizações do corpo Mental;

ponto "O", assim constituído, o corpo Astral também já possui em definitivo as características humanas o que permitirá o passo seguinte;

ponto "P", inicia a fase humana e nesta, durante longérrimos milênios, fortificará os corpos Mental e Astral:

ponto "Q", encerra a fase humana recolhe-se ao plano Mental. Agora passa a outro grande momento de sua vida. Com o corpo Mental bem definido e desenvolvido, não necessitará mais dos retornos à vida física. O ciclo agora estará entre o plano Mental e o Astral;

ponto "R", descerá apenas até ao plano Astral, e deste, vencendo a necessidade de permanências nos planos da fase Evolutiva Humana, alçará voos maiores, "subindo" aos planos da fase Evolutiva Super-Humana, que na figura representamos com a seta se dirigindo à origem "A". A grande viagem está recapitulada.

Uma vez que através da figura pudemos recapitular a trajetória da consciência nesse largo espaço de tempo que tem passado neste planeta, sigamos agora à análise conceitual de cada uma das fases percorridas como personalidade humana.

Apesar de ter sido feito comentários dessa fase, torna-se, porém, necessário repassar um pouco mais demoradamente aqueles períodos para se compreender com total clareza porque a consciência vem de habitar, via veículos de manifestação, ambientes como o deste planeta.

Começamos lembrando, como se comentou, que a Mônada tem uma duplicidade de vida. Uma no plano Monádico, do qual não se ausenta nunca, e ali gozando da total integridade de seus poderes, e a outra, alternativamente em algum plano inferior aquele, onde, temporariamente, se manifesta através de um corpo apropriado.

Outro ponto a ficar bem claro é o da necessidade dela "descer" a esses planos de manifestação, como condição insubstituível para evoluir. Portanto, dois pontos que não devem ser esquecidos para se compreender as razões dessa viagem.

O histórico é o seguinte: O plano geral da obra da criação, na parte direcionada à evolução da criatura, ao que nos é dado saber, diz que as centelhas de consciência, em suas condições primárias, início de despertamento, recebem agregados de partículas de matéria em seus raios de vida.

Essa junção resulta no que podemos chamar de agregado dual, ou seja, formado por duas partes distinta; o espírito e a matéria.
Nesse início tudo é muito simples e de pequena expressão volumétrica.

Porém, na medida que se transforma evoluindo, a consciência, ao invés de permanecer "perdida" no meio de muitas, e animando só uma partícula, passa a ter um corpo inteiro só para si.

Com outras palavras isso significa o seguinte: no começo de suas experiências na Terra, no reino Mineral, a consciência é agregada a uma única partícula de rocha, por exemplo. Não precisa mais do que isso porque todo o transcurso daquela fase é feito sob inteiro controle de um Deva Grupal. A Alma Grupal.

Transpondo esse reino e passando aos outros, vai se especializando no comando de não mais uma única partícula, aquela que ela animava, mas de várias ao mesmo tempo. Isto é, já é capaz de tomar conta de um pequeno grupo de consciências, inferiores à ela, e que estão animando cada partícula do conjunto geral do qual ela também faz parte.

Todavia, ainda sob a tutela de um Anjo Grupal. Até que num belo dia, e toda história tem seu belo dia, nossa amiguinha toma sob seu exclusivo cuidado a direção de um corpo inteiro.

Como se vê, já é alguma coisa mais importante. Mas, raciocinemos, o que é um corpo ? Não é o aglomerado de muitas partículas que chamamos moléculas ? E essas partículas são alguma coisa amorfa, sem vida ? Não ! Cada partícula, por mais ínfima que seja, e não importa a que reino pertença, tem em si uma conscienciazinha ali trabalhando.

Pietro Ubaldi, em A Grande Síntese, à página 95, editado pela Livraria Allan Kardec Editora, cita que "Cada individualidade resulta composta de individualidades menores (...)".

André Luiz, espírito, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, em seu livro Missionários da Luz, página 223, editado pela Federação Espírita brasileira, conta que "O homem do futuro compreenderá que as suas células não representam apenas segmentos de carne, mas companheiras de evolução, (...)".

Annie Besant, em seu livro Um Estudo sobre a Consciência, página 119, editado pela Editora Pensamento, assim relata: "Cada célula no corpo é composta de miríades de diminutas vidas, cada uma delas com a sua consciência germinal.“

Retornando a Pietro Ubaldi no seu monumental A Grande Síntese, agora à página 243, acrescenta que "Cada célula tem, para isso, a sua pequena consciência, que preside ao seu recâmbio em todos os tecidos, em todos os órgãos."

Manoel Philomeno de Miranda, espírito, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, em seu livro Painéis da Obsessão, página 7, editado pela Livraria Espírita Alvorada Editora, assim se expressa quanto ao mesmo tema: "São bilhões de seres microscópicos, individualizados, trabalhando sob o comando da mente, (...)".

Os trechos acima, vindos de autores renomados e de autêntica credibilidade, explicitam sobre o lado oculto das partículas que compõem os corpos, revelando que cada uma delas, aos bilhões em cada corpo, é uma consciência em despertamento, comandadas por uma consciência maior, aquela que anima todo aquele corpo.

Assim sendo, a Mônada atingindo o portentoso nível da chamada condição humana de vida, toma o comando geral de um corpo só para si.

O que, dentro da visão metafísica, ela está assumindo o controle de incontáveis outras consciências em estado inicial de despertamento, que, por isso mesmo, estão primitivamente agregadas às partículas que formam aquele corpo que lhe serve.

É complicado compreender o que acima ficou comentado ? Nem tanto assim. Pode haver alguma dificuldade para a compreensão, entretanto, estamos falando apenas sobre o encadeamento que a vida, como um todo, impõe a todas as criaturas. A interdependência de uns pelos outros.

Os grandes são formados pelos pequenos, que, por sua vez, são amontoados dos pequenininhos, e os pequenininhos ........ e a escala segue cada vez menor. Até quanto, não sabemos. Mas é assim que nos ensinam os inspiradores de A Grande Síntese, à página 95, citada acima.

Nesse encadear de ações, a consciência não só progride, como também impulsiona, com sua influência, o progresso daquele enorme contingente microscópico que lhe estrutura o corpo que usa. Mesmo porque, em tempos idos, essa Mônada condutora de hoje, já foi uma conscienciazinha conduzida, igual às tantas que agora conduz. Isso tudo faz parte da Lei das Atrações, que determina que embora distintas, consciência e matéria, terão, todavia, que se aproximar. "São distintos, mas é necessário a união do espírito e da matéria para dar inteligência a esta." (Pergunta 25 de O Livro dos Espíritos).

Daí, portanto, se constitui a irresistível necessidade que a consciência "sente" de "descer" à matéria. Ou seja, sua evolução depende do sucesso que obtiver nas vivências em contato com a matéria.

Do domínio que sobre esta estabelecer, pois em si a matéria é composta de moléculas contendo miríades de consciência evoluindo por força da atração que a consciência evoluída exerce sobre elas.

Por isso, no início da viagem evolutiva precisam das Almas Grupais. Mais tarde, possuidoras dos recursos que a inteligência proporciona, já podem, por si mesmas, se autoconduzirem. Além disso, essa necessidade irrecusável de "descer" aos planos inferiores, é o irresistível fluxo de vida que a todos arrasta em direção ascensional.
Mas, e toda história também sempre tem um mas, aí começa a tragédia. Uma vez na matéria de nosso plano, e usando dos atributos de uma individualidade, quais sejam, inteligência e livre escolha, não apura de início sua vista. Isto é, o discernimento.

Com a "vista descuidadamente turva", não faz distinção entre o que é real do que é ilusório, deixando-se arrastar pelas aparências. Dá mais valor ao ilusório que ao realístico.

Em virtude desse desvirtuamento medidas corretivas são tomadas para reverter os rumos que seguiam numa direção perigosa. Tais medidas tomam os nomes de dor, enfermidade, infelicidade, desilusão.

São estes instrumentos de que se servem os Administradores Cósmicos para chamarem os discípulos de "volta à casa do Pai", o ponto "A" da figura anterior. Entretanto, esclareçamos:
estes instrumentos são de aplicação automática, feita pela própria consciência sobre si mesma. Não se tratam de aplicações penais, tipo tribunal, julgamento e sentença.

A figura que representamos abaixo demonstra o indivíduo caminhando por suas próprias pernas sempre na direção ascensional. Todavia, dado aos desviamentos, em certo momento do trajeto terá de defrontar-se com o portão do Carma e do Dever, em reencarnações sucessivas, e nestas acertar-se consigo mesmo.


Ao fundo da figura, simbolicamente, a fonte de irresistível atração, e, como vemos, não há nenhum outro caminho que permita atingi-la, a não ser passando pelo "pórtico" seletor.

Para o Cosmo, não importa o tempo que o indivíduo consumirá para percorrer esse trajeto, até porque, para o Cosmo, tudo é um eterno Presente. Ao indivíduo, sim, competirá decidir a velocidade de seus passos, que serão progressivamente mais rápidos na medida em que se sentir cansado das ilusões da matéria.

Uma ilusão que a própria ciência terrestre já começa a dar seus sinais de que, realmente, tudo o que tocamos e vemos é produto da incapacidade dos nossos sentidos de registrar o REAL acontecimento.

Exemplo seguindo a figura 24B: o que aos nossos sentidos se parece sólido é, na verdade, um aglomerado de átomos movimentando-se vertiginosamente. Nesse vertiginoso movimento ocupam espaços sucessivos, provocando a ilusão do sólido.


O exemplo continua: por sua vez o átomo não é uma esfera sólida. O vemos ampliado no segundo quadro da figura. Ele é composto por um núcleo e elétrons que giram em torno desse núcleo.

O núcleo também não é um sólido. Ampliado no terceiro quadro da figura, vemos que ele é composto por prótons e nêutrons. E assim, prossegue a escala de componentes cada vez tendendo ao infinitamente pequeno.

Tudo isso já é do conhecimento de qualquer adolescente cursando as noções de ciências básicas. Agora, quanto à ciência acadêmica, esta, também dá sua contribuição afirmando que o Universo que habitamos, na forma que o vemos e sentimos, é resultado da incapacidade dos nossos sentidos.

Daí o nome ilusão que, desde as mais antigas instruções metafísicas vindas das religiões orientais é chamada de Maya.

Quanto à citação da ciência acadêmica para essa questão, fazemos referência a Alain Aspect, francês, e David Bohm, inglês. O primeiro fez a constatação de que as partículas subatômicas, digamos o elétron, comunicam-se instantaneamente uma com outra, mesmo que estejam separadas por astronômicas distâncias. Diz Alain: "Mesmo que a distância que as separa seja de bilhões de quilômetros, de alguma maneira uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo.“

Em consequência da descoberta de Alain, David Bohm concluiu que, como já diziam as ciências do Oculto das religiões orientas, "o universo não é o sólido que pensávamos".

Não iremos detalhar, aqui, as temáticas de Alain Aspect e David Bohm. São complexas, como não poderiam deixar de ser, e foge ao propósito deste trabalho. Entretanto, a literatura mais atualizada das ciências quânticas traz todas essas informações. Aos que se interessarem...

Voltemos, então, à viagem de nossa Mônada, ingressada nesta, aparente, complexidade existencial. Contudo, a sequencia dessa descrição a faremos nos próximos textos, quando a encontraremos na condição de personalidade humana.

Veremos as forças que na primeira metade da fase do ciclo humano a prendem à matéria, e as outras que na segunda metade, desse mesmo ciclo, vai libertando-a do jugo da ilusão. Como diria Lao-Tsé: o jugo dos desejos humanos.

Nossa descrição abrangerá desde o raiar junto às civilizações primitivas, indo até ao ápice da compreensão da verdadeira função da vida na Terra:

Atingir a Unidade que, neste planeta toma as feições de fraternidade.

A grande recomendação messiânica de Jesus: "Amai-vos uns aos outros".

(Luiz Antonio Brasil - Continua)






3 de julho de 2013

A CRIATURA XV




A nossa Mônada viajora, depois de percorrer inimagináveis evos é, finalmente, elevada à categoria de Indivíduo. Doravante pensará, decidirá e agirá por sua exclusiva vontade. De conduzido, passa a condutor.

Este coroamento aconteceu quando as forças centralizadoras, o sentimento de Egoísmo, passaram a atuar naquela consciência que se iniciava no reino Humano, criando-lhe o campo psíquico gravitacional para dentro do qual se convergiriam tudo o que lhe fosse de exclusivo interesse.

Daí, dissemos naquela oportunidade, que se estruturava o EGO, de cujas extremadas atitudes temos o termo Egocêntrico.

Entretanto, aperfeiçoar-se nesse novo ciclo que começava não seria assim tão simples, pois que, se as vivências iniciais objetivavam a consolidação total do Ser Individualizado, os instrumentos utilizados para tal, a força centralizadora, não poderia ser usada indefinidamente. No futuro, do relativismo humano, essa polaridade centralizadora teria de ser invertida.

Dentro desse planejamento, foi assim que a Mônada usando seu primeiro corpo humano deu partida à essa fantástica viagem usando o passaporte de Indivíduo.

Naquele início de uso das vestimentas do corpo humano, os únicos recursos que a Mônada possuía para controlar tal corpo eram os reflexos instintivos oriundos dos reinos anteriores. Em razão dessa escassa disponibilidade de atributos, a vida física se compunha das sociedades que chamamos de primitivas e selvagens

A figura ilustra essa personagem que está demonstrada em três etapas.

1 - Ativo na vida física. 2 - Corpo físico morto. 3 - Em corpo Astral no plano Astral.

O indivíduo está representado na feição de indígena para que melhor caracterize seu aspecto primitivo.

Essa criatura, então, para aquele inusitado início de povoamento das regiões secas do planeta era o que de melhor se dispunha.

Portanto, a sociedade em si não era primitiva. Era, apenas, a condição possível naquele tempo, tanto quanto nossa era atual, que a consideramos moderníssima, daqui a cinquenta mil anos será vista como primitiva.

O nobre instrutor espiritual Emmanuel, em livro de sua autoria, por título A Caminho da Luz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, citando as condições iniciais da vida humana no planeta, conta que a face da Terra se tornara uma "grande oficina".

Os executores de todo o planejamento para dotar o planeta de seres inteligentes, tiveram seus percalços, e os resultados iniciais foram de corpos "monstruosos". Mas prosseguiu-se nas tarefas planejadas e, após aperfeiçoamentos aplicados aos corpos Astrais daqueles principiantes, logrou-se os melhoramentos estéticos que, com o passar das eras, chegaria ao que vemos, e usamos, hoje.

Emmanuel esclarece ainda que os aperfeiçoamentos aplicados aos corpos Astrais dos principiantes deram-se no plano Astral, nos intervalos entre reencarnações.

Naquele período, portanto, embora dentro da planificação geral pré-estabelecida, na face da Terra tudo ainda era um ensaio, se comparado com os dias atuais, onde, no trabalho de criação das formas, exercitavam-se os estagiários do Cristo Planetário.

Um adendo: Dissemos que a vivência daquela época era um ensaio, comparando-se com os nossos dias, nos consideramos seres completos, e que nossa civilização é plena em seus desenvolvimentos. Contudo, não ignoramos que os nossos dias também são ensaios, comparando-os com os dias dos milênios porvindouros. Afinal, a evolução é infinita e ininterrupta.

Voltemos ao tema. O indivíduo daquele período, em suas atitudes era pouco mais que um animal, da classe dos irracionais, embora a conformação fisiológica já fosse a humana.

Nesse viver pouco expressivo, novamente repetimos, se compararmos com o de nossos dias, a criatura em suas atividades só atendia os imperativos da fome, da reprodução da espécie e da defesa contra os perigos comuns, e não poucos, de um mundo ainda cheio de conturbações geológicas, e dos ataques dos animais ferozes que se contavam em quantidades imensas.

Pois bem, tinha, então, esse homem primitivo um viver simples que, contudo, eram as experiências evolutivas possíveis dele viver.

Entretanto, quando findava sua vida no corpo físico, (etapa 2 da figura 21A), e se transpunha ao plano Astral, continuava um tímido, (etapa 3 da figura), não compreendendo nada do que se passava, e quase não percebendo a mudança de plano de vida.
Naquele pasmo, permanecia inteiramente inativo, quase que em hibernação.

Como seu interesse continuava voltado à vida física que perdera, passava a maior parte do tempo ligado ao ambiente selvagem que deixara.

Portanto, havia passado por uma desencarnação mas não se libertara da atração da vida física. É assim que na figura o representamos. Sentado e pasmado, ali está ele no plano Astral. E, obviamente, está ele, ali, em corpo Astral.

Sobre o perispírito, ou corpo Astral, nesta fase inicial do viver no reino Humano, algumas particularidades podem ser citadas.

Novamente recorreremos a Emmanuel, agora em seu livro ROTEIRO, também psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Ele conjectura, indagando sobre o tempo em que a "Natureza Divina" consumiu para fazer surgir na face da Terra este corpo que serve ao gênero Humano. E na mesma linha de raciocínio objetiva saber o quanto, de tempo, se estruturará o "organismo da Alma".

Valioso questionamento porque se mal damos importância ao fenômeno da associação de dois gametas que fazem surgir um corpo humano, tomando isso como banalidade, pois que não sabemos valorizar o corpo e a Vida, como iremos entender o fenômeno da Alma como ente pré, e pós, vida Física ?

Nessa digressão, e perguntas, esquematiza-se a sequencia evolutiva dos corpos, demonstrando que há uma íntima relação entre o desenvolvimento de um e a repercussão que atinge o outro.

Que poderá ser favorável, ou não, a um desenvolvimento consentâneo com o planejamento geral da criação, pois que tudo se encadeia no cosmo.

Trocando em miúdos, tudo o que se vive no corpo físico, alimentação, sentimentos e emoções, que evidentemente influenciam sua constituição morfologia, repercute no corpo Astral, igualmente influenciando a constituição dele. Mas isso é assunto sendo detalhado nas séries O Inevitável Despertar e Reconstrução, que, em tempo sequente será divulgada.

Quanto ao que íamos dizendo, vimos nas apostilas precedentes, reino Elemental, a constituição inicial do perispírito, ou corpo Astral, que André Luiz denominou de protoforma humana. Pois bem, dali vem a partida para dar início à primeira encarnação.

Uma vez isso acontecido, a primazia sobre o desenvolvimento passa a ser do corpo físico, porque a individualidade está a percorrer o arco ascendente do fluxo irresistível de vida. Lembram-se ? - "Subindo" do Físico ao Astral, deste ao Mental, etc, evolutivamente, tanto na intelectualidade quanto nas formas de manifestação.

Desta maneira, dos trechos de Emmanuel, obtemos a conclusão de que o corpo Físico evolve em forma primeiro que o Astral e o Mental. À proporção que evolve, pela repercussão favorável sobre aqueles, como já se disse acima, promove a consolidação do corpo Astral, e, concomitantemente, do corpo Mental.

Nesse início, comparando-se com o hoje, o corpo Físico é grosseiro; o corpo Astral é um informe ovoide, e o corpo Mental é um informe ovoide evanescente. Desenvolvem-se, tomam mais consistência a partir da vida física.

Portanto, um encadeamento de cujas ações num plano, num determinado momento, depende a "felicidade formativa e evolutiva" de todos os demais corpos.

Agora, reportando-nos ao fato desses indivíduos permanecerem muito quietos no plano Astral, no intervalo entre uma encarnação e outra, Emmanuel, no mesmo capítulo 4 de seu livro Roteiro, enunciado acima, nos conta, como já dissemos noutro parágrafo, que por serem primários na vivência da individualidade, o retorno ao plano Astral, e a permanência ali, se torna como uma hibernação. Não sabem como lidar naquela dimensão.

Isso comprova que o corpo Astral do indivíduo iniciante nas atividades humanas pouco oferece de versatilidade. Sua consistência é algo lerda. Porém, além das informações acima, não poderíamos deixar de comentar, aqui, um brilhante trecho de André Luiz, contido em seu livro Evolução em Dois Mundos, psicografado por Francisco Cândido Xavier - sempre ele - que inegável legado histórico-moral Chico deixou para nossa civilização - uma gratidão eterna é pouco pela sua dedicação - livro esse editado pela Federação Espírita Brasileira, que á página 89, explicita que aquele principiante, embora durante sua vida humana se expresse como valente a enfrentar todos os perigos daquele mundo primitivo, contudo, ao desencarnar, se revela "qual menino aterrado".

O ambiente Astral ao qual retorna lhe parece inteiramente estranho. Por causa disso, em corpo Astral, permanece fixado à região física que deixou, ansiando por retornar a esta na condição de humano, outra vez.

E assim se comporta porque lhe falta o principal, um corpo Astral já bem mais constituído. Falta-lhe "suprimento espiritual" condizente.

Portanto, aí está a nossa Mônada viajora em suas primeiras experiências na face da Terra envergando um corpo Humano. Se a experiência é brutal, comparando-se com as vivências futuras que a esperam, todavia é a necessária, e possível, para ofertar o despertamento da consciência frente um corpo tão mais complexo, o humano, e um ambiente tão mais amplo a exigir-lhe decisões sempre diferenciadas das anteriores. Isto é, não mais a repetição dos instintos, mas o acordar da inteligência.

Depois de evos que se contam em milhões de anos terrestres, depois de não poucas encarnações junto às sociedades que denominamos de primitivas, nossa Mônada juntou recursos que lhe proporcionaram uma consistência mais sólida do corpo Astral.

As experiências vivenciadas despertaram-lhe a atenção, a criatividade e apuraram-lhe as sensações. Enfim, o fenômeno da inteligência humana começava a se fazer visível no ambiente terrestre. A hostilidade do mundo primitivo ia sendo dominada.

Com toda essa transformação, que de resto acontecia com a sociedade de modo geral, levava à mudança dos costumes. O relacionamento entre os indivíduos se tornava mais estável e tomava outras características. Não é mais aquele bruto.

A figura 22A mostra um indivíduo que podemos classifica-lo de o homem da era moderna.

Como vimos, também aqui fazemos uma representação em três etapas: 1 - Ativo e organizando-se na vida física; 2 - Com o corpo físico já devolvido à terra, devido a morte; 3 - No plano Astral.

Em tudo, muito diferente daquele indivíduo visto no caso anterior. Agora, seus interesses são outros.

Além disso, alargou-se, desmesuradamente, seus horizontes imaginativos. Sua fonte de pensamento agora gera um fluxo contínuo e enriquecido pelo raciocínio analítico.

O que veio proporcionar isso foi o concomitante desenvolvimento do corpo Mental, ocasionado por reflexo direto ao desenvolvimento do corpo Astral. Referência que fizemos, quando comentamos trecho de autoria de Emmanuel contido no livro Roteiro.

Assim, pois, o homem da era moderna está municiado com o mais poderoso instrumento transformador do mundo: o pensamento crítico e inventivo. De posse desse manancial inesgotável, mesmo que sendo mal usado, desenvolve atividades sociais e técnicas das mais variadas formas. Tornou-se, por isso, um inquieto e insaciável, sempre em busca de novidades.

Podemos dizer que seu conjunto formado pelos corpos Físico, Astral e Mental, está permanentemente eletrizado por intenso fluxo mental, daí o aumento de atividades. Exatamente o oposto do que acontecia ao homem primitivo.

Esse fator de contínuo despertamento e interesses, faz com que, mesmo estando no plano Astral, suas atividades não cessem. É o que vemos na figura 22A, etapa 3.

Com o desencarne e a transferência definitiva ao plano Astral, lá ele continua dedicando-se às atrações que lhe são adequadas. E como sabemos que o mundo Astral é vasto em possibilidades, logo, não lhe faltará o quê fazer. Com isso, mais expansão adquire seu raciocínio e maior adestramento nas habilidades.
Nesta nova fase um outro acontecimento merece destaque: Na fase anterior, a primitiva, como os interesses do indivíduo só estavam centrados no acanhado mundo da selva em que vivia, ao desencarnar, seu corpo Astral permanecia fixado à colônia de seu povo.

Em razão disso, a atração por nova vida física o trazia de volta a esta, com pequeno intervalo entre uma encarnação e outra. Isto é, o tempo de permanência no plano Astral, entre uma encarnação e outra, era curtíssimo. Talvez, uns poucos meses.

Nesta nova modalidade de viver, com a dilatação dos interesses, e descobrindo que tanto na vida Física quanto na Astral há muito que aprender e fazer, os intervalos entre encarnações se tornaram mais prolongados.

Obviamente a duração desses intervalos não segue uma regra genérica. Ela é específica a cada indivíduo, tendo-se em conta os acontecimentos que envolvem as motivações de sua encarnação.

O fato, porém, de intervalos entre encarnações durarem algumas dezenas, ou centenas, de anos terrestres, não significa perda de tempo. Em todo esse período, por mais prolongado que seja, estará utilizando-o em atividades que proporcionarão o seguimento de sua evolução. Isso, naturalmente, considerando-se o Ser interessado nessa elevação, pois, como também é sabido, aqui e lá existem os desinteressados de tudo. Aqueles que não sentem atração por saber mais e produzir melhor, em termos espirituais.

Todavia, para aquele indivíduo que já se inteirou dos objetivos da vida, o intervalo entre vidas Físicas se torna de um aproveitamento mais completo. Como resultado disso, seu psiquismo se torna mais dinâmico, seus corpos Astral e Mental mais consistentes, belos e ágeis.

A esse estado de desenvolvimento, aqui na Terra, chamamos de homem intelectualizado. Aquele que sabe fazer uso de seu pensamento para criar e transformar todas as coisas. Os mistérios vão desaparecendo ante sua pertinácia na busca de definições. Mesmo que, no auge dessa busca não saiba fazer uso humanitário e fraterno de todas as suas descobertas.

Contudo, nenhum desses avanços deve ser desprezado, pois até do mecanismo dos encontros bélicos, das guerras, a sabedoria Universal sabe tirar proveito. Um deles, por exemplo, o ensejo de aproximação dos povos, miscigenando-os. Não que a guerra seja desejável. Longe disso, porém, como tem sido inevitável em consequência da incúria humana, uma vez que acontece, procura-se, dela, extrair algo de útil em caráter de universalidade. E disso tudo resulta a gradual cessação dos preconceitos separatistas, que é o objetivo final para se atingir o igualitarismo na Terra.

Essa é a razão de a Terra, nessa era de mundo moderno e apesar de tantos povos, estar se transformando numa aldeia global. Os povos estão mais próximos. Só faltam cair as barreiras das fronteiras políticas, pois as geográficas vão sendo, imperceptivelmente, anuladas pela movimentação das gentes e dos interesses comerciais. E, observa-se, para chegar a essa aproximação consensual total entre os povos falta muito pouco.

Esse processo transformativo, embora imperceptível, dado que ele é lento e a vida humana na Terra é, proporcionalmente, curta, pode ser melhor comentado usando-se a figura seguinte.


Na etapa "A" vemos as forças aglutinantes, comandadas pelo sentimento de Egoísmo, em sua ação de consolidação do indivíduo. Esse processo de consolidação do indivíduo não prossegue indefinidamente. Num dado momento de sua existência cósmica ele cessa. Para. Mas surge outro impulso de sentido e direção contrários.

Está em ação o irresistível fluxo ascendente de vida, e sua potencialidade faz inverter a polaridade das forças que atuam sobre o indivíduo. Entra ele na etapa "B", representada na figura. As forças que agora interagem são de tendência expansiva. Partem do indivíduo direcionando-se ao, e buscando o semelhante.

O nome desta nova tendência é sentimento de Fraternidade. Por força deste vai esmaecendo a tendência de pensar só em si, e cresce a vontade de estar junto aos outros. Com eles conviver e, pacificamente, seguirem na senda da evolução.
Referindo-se a esse transformismo, Pietro Ubaldi, no livro A Grande Síntese, capítulo 89, fala do que ele chama de "Evolução do Egoísmo".

A citação de Pietro é basilar e merece ser reproduzida. Diz ele: "Assim como no direito, a força evolve para a justiça, também o egoísmo evolve para o altruísmo. (...) A evolução opera então a demolição progressiva do egoísmo. (...)" (Grifos do original) (página 357) (Livro editado pela Livraria Allan Kardec Editora).

Indo mais além, Ubaldi demonstra que a fraternidade é uma força não só oponente ao egoísmo, mas o resultado direto da transformação natural deste. Faz essa demonstração numa frase em tudo curiosa, ao mesmo tempo em que insofismável, dizendo:

"O Altruísmo nada mais é do que um egoísmo mais amplo" (página 359) - Calma, não se espantem, ele vai explicar o porquê disso.

Segundo ele, o altruísmo é um ato de "Reunir em torno de si, como seus semelhantes, um número cada vez maior de seres (...)" (página 359 de A Grande Síntese) - Realmente, numa análise mais profunda, tal qual se viu Ubaldi inserido, temos de admitir que está correta a forma como ele define a transformação do egoísmo em altruísmo.

A razão é simples, por ter transformado o egoísmo em altruísmo, o indivíduo quer sentir junto a si um número cada vez maior de semelhantes. Esse desejo vem do compreender que a separatividade entre os Seres, que na fase do egoísmo, ilusoriamente, ele sentia, não existe.

Compreende que como todos os demais, ele é, também, só uma partícula do grande e único corpo Cósmico, e que se houvesse a separatividade entre as partículas, que se elas pudessem se isolar umas das outras, como nós os humanos fazemos até nossos vizinhos de rua, então esse corpo se desintegraria, e desapareceria no... NADA.

Como o NADA não existe, então, mesmo contrariadamente a início, o indivíduo passa a sentir a Unidade formada por todos os Seres. Sente-a. Desaparece-lhe a ilusão da separatividade. Tomado de boa vontade, volta-se aos seus semelhantes. Volta-se à sua condição de partícula sadia do único corpo cooperando com a vitalidade do mesmo. Recuperou-se, não é mais a partícula cancerígena.

Sobre essa ilusória ideia da separatividade até a ciência já deu as mãos aos ensinamentos das vetustas religiões orientais, que a tal circunstância dão o nome de Maya.

Numa espetacular descoberta científica o físico francês Alain Aspect, e sua equipe, recentemente, mais precisamente no ano de 1982, constataram que as partículas, como os elétrons, estão capacitadas de se comunicarem umas com as outras, de forma instantânea, mesmo que se encontrem separadas por bilhões de quilômetros. Diz o grande físico:

"De alguma maneira uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo".

Ora, uma descoberta dessa nada mais é do que a derrubada do que se imaginava existir, que seria a separatividade entre seres. Não existindo a separatividade entre as partículas, mesmo que grandes distâncias as separem, não pode existir a separatividade entre os indivíduos, pois que seus corpos são constituídos por partículas.

Tem mais; cada partícula sabendo o que as outras estão vivenciando, e, por que não dizer, influenciando-se, significa que cada Ser "sente", subliminarmente, o que os outros vivenciam, e mutuamente se influenciam.

Por isso os místicos já nos ensinaram que enquanto houver, mesmo que seja uma só pessoa na Terra que esteja a sofrer, todas as demais não se sentirão felizes. E toda a Natureza sofrerá. E reagirá a essa dor.

Pensem, então, porque na atualidade, 2005, vemos a sociedade humana tão conturbada, e a Natureza revidando em esforços por ensinar a esta mesma sociedade os meios de correção.

Como podem ver, há muito mistério e muitos desvios, até em nossos sentimentos. O que nos parece tão banal, ou natural, porque são expressões que nascem em nosso íntimo, quando, porém, se exteriorizam, podem fazê-lo de forma mascarada. Difícil dizer, portanto, onde está a autenticidade relacionada ao altruísmo.

Mas isso é questão de fôro íntimo de cada pessoa. É ela que gera o sentimento, será ela que dará conta aos registros cármicos. Não nos cabe, portanto, qualquer julgamento, e nem pretendemos uma tal atitude.

Quanto à exposição de nosso tema, egoísmo e fraternidade, muito mais poderia ser citado dessa magnífica obra, A Grande Síntese, contudo, não nos alongaremos tanto. Até porque, ao leitor consciente de sua busca será proveitoso consultar o próprio livro, tirando, por si, as próprias conclusões.

Consideramos que o que foi citado dá para compreender que tudo ao entorno da criatura é o efeito da Lei do Progresso que em seu bojo a vai levando ao encontro de outra sistemática de vida. Sua adaptação a novo passo na existência.

(Texto: Luiz Antonio Brasil- continua )