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24 de junho de 2015

CULTO AO DEUS MITRA

Deidade de origem índo-iraniana e caldaica (vinculado a Varuna, o Céu, e formando em ocasiões casal com Ahura-Mazda, o deus salvador, em sua luta com Ahrimán, o aspecto tenebroso da criação), Mitra foi adotado por Roma como um de seus principais númenes tutelares, até o ponto de ser considerado como o "protetor e sustento do Império".

É de destacar que a época de seu maior apogeu (entre os séculos I e IV) coincide com o florescimento das doutrinas herméticas, gnósticas e neoplatônicas alexandrinas, com as quais o mitraísmo teve sem dúvida seus contatos, beneficiando-se de muitas de suas ideias.

Contatos que também existiram com o cristianismo incipiente, como o demonstram as numerosas analogias entre as figuras de Mitra e de Cristo, já observadas por alguns pais da Igreja, como Justino e Tertuliano.

Sua festa principal se celebrava no 25 de dezembro, dia do solstício de inverno, coincidindo assim com o nascimento do "sol invencível" e vitorioso das trevas (dies natalis Solis invicti Mitra).

Segundo a lenda, Mitra nasce da "pedra" (petra genitrix) à beira de um rio, portando em suas mãos a espada e a tocha, símbolos associados à Justiça e à purificação pelo fogo e pela luz da Inteligência.

Trata-se, pois, de uma deidade eminentemente solar (os gregos chegaram a vinculá-lo com o próprio Apolo, e também com Hércules), o que está claramente indicado na própria raiz mir constitutiva de seu nome, que significa "sol".

Assim o testemunha o imperador Juliano (iniciado nos mistérios mitraicos pelo filósofo neoplatônico e pitagórico Máximo de Éfeso) quando se dirige a Mitra nestes termos:

"Este Sol, que o gênero humano contempla e honra desde toda a eternidade, e cujo culto faz sua felicidade, é a imagem viva, animada, razoável e benfeitora do Pai Inteligível".

Outro significado de seu nome é o de "chuva", mas entendida em seu aspecto de "orvalho" vivificador, símbolo do descenso das influências espirituais.

Num antigo hino iraniano se diz que Mitra está sempre desperto e vigilante, observando cuidadosamente todas as coisas. Vai à chamada dos débeis, e seu poder é empregado sempre a favor do gênero humano.

Mitra é, efetivamente, o amigo e protetor dos homens, o que lhes infunde as virtudes heroicas: o valor, a força interior, a lealdade, a fraternidade, e como deidade intermediária entre o mundo superior e o inferior, é também (tal qual Hermes) o guia que os conduz em sua ascensão para a origem através das esferas planetárias.

Neste sentido, assinalaremos que entre os romanos os mistérios de Mitra se dividiam em sete graus, em correspondência com a escala planetária, mas disposta na ordem seguinte:

Lua, Vênus, Marte, Júpiter, Mercúrio, Sol e Saturno.

Ditos graus recebiam os nomes de Corvo (Corax), Oculto –ou Noivo– (Cryphius), Soldado (Miles), Leão (Leo), Persa (Perses), Correio –ou Companheiro– do Sol (Heliodromus), e por último Pai (Pater).

Os três primeiros constituíam um período de preparação, durante o qual o adepto devia morrer para sua condição anterior, o que está claramente expressado pelo Corvo, cuja cor escura simboliza precisamente a fase de nigredo ou morte alquímica.

Durante esse período, era instruído pela "força forte das forças" e pela "Reta incorruptível", instando-lhe a um "persistir da potência da alma numa pura pureza".

Os mistérios culminavam com a obtenção do grau do Pai, através do qual –como hierofante (pater sacrorum, pater patrum) e chefe da comunidade mitríaca– atingia-se o Princípio incondicionado, morada dos Bem-aventurados, "aonde já não existe um aqui ou um ali, senão que é calma, iluminação e solidão como num oceano infinito".

Os ritos se celebravam em cavernas e criptas subterrâneas chamadas mitreums, que constavam de dois níveis, um superior e outro inferior, representando respectivamente o céu e a terra.



Nessas criptas se encontravam figurados os símbolos fundamentais da cosmogonia hermética: os círculos planetários, a roda zodiacal, e os ciclos dos elementos, onde o fogo aparecia como o principal agente purificador. Em cima do altar, encontrava-se a efígie de Mitra no momento de imolar com sua espada o touro primordial ("Mitra tauróctono"), cujo sangue vertido em terra a fecundava, surgindo dela o trigo e o "pão de vida", alimento de imortalidade.

Como manifestação da potência geradora da natureza, este animal é também o símbolo dos influxos lunares e telúricos, que determinam a existência do mundo inferior, e que no homem se expressam através de sua ânima ou energia vital.

É dita energia, em seu estado de "pedra bruta", que Mitra "doma" e "sacraliza" quando cavalga o touro, direcionando-a num sentido superior, até convertê-la no motor ou fogo sutil que faz possível a transmutação e a regeneração.

Texto: Federico Gonzalez

3 de agosto de 2010

A ALQUIMIA DE JOHN DEE


John Dee - (1527 - 1608), foi um matemático, astrônomo, astrólogo, geógrafo e conselheiro particular da rainha Elizabeth I. Devotou também grande parte de sua vida à alquimia, adivinhação, e à filosofia hermética.

Um inventário das posses de Dee mostra que ele foi um estudante de todas as artes e ciências. Ele tinha as obras completas de Platão e Aristóteles, bem como uma grande coleção de escritos Estóicos, Epicuristas, neo-Platônicos e Renascentistas. Estavam também representados os antigos poetas e dramaturgos, assim como os últimos trabalhos de matemática, engenharia e tecnologia.

Ele coletou um vasto número de manuscritos sobre filosofia e ciência medievais e todo o material que pôde encontrar sobre magia e pensamento Hermético. Embora ele considerasse os teólogos Protestantes dogmáticos e auto-justificadores, ele coletou as obras de Lutero junto com as de Calvinistas e as incluiu entre Agostinho, Lactâncio, Boécio, Ramón Lull, Nicolau de Cusa e Erasmo. Ele possuía manuscritos hebreus sobre a Kabbalah e uma cópia do Corão.

Acreditava que a matemática (que considerava misticamente) era central ao progresso da aprendizagem humana. A centralidade da matemática na visão de Dee tornava-o mais moderno do que Francis Bacon, embora alguns estudiosos acreditem que a matemática foi propositadamente ignorada por Bacon por causa da atmosfera anti-ocultista do reino de James I. No entanto deve-se entender que a compreensão de Dee do papel da matemática é radicalmente diferente de nossa visão contemporânea.

Em 1558 Dee imprimiu o Propaedeumata Aphoristica (Uma Introdução Aforística) e a dedicou a Mercator, com o motto: Qui non intelliget, aut taceat aut discat (Que quem não entende ou se cale ou aprenda).

Convencido de que o cosmos é tanto construído como entendido de acordo com o número, Dee combinou a melhor matemática de sua era com uma revisão crítica da astrologia, em uma tentativa de apresentar a ciência dual da astronomia-astrologia sobre uma nova base. Sugerindo uma conexão íntima entre a ótica (propagação, magnificação e reflexão da luz) e a harmônica (a ciência Pitagórica da proporção), Dee argumentou que influências astrológicas poderiam ser usadas pelo sábio de modo terapêutico.

Embora os planetas irradiassem incessante influência sobre a Terra, o poder e a natureza destas influências dependiam das relações mutáveis entre os planetas e do meio em que caem seus raios. De um ponto de vista prático, isso significava para Dee que o conhecimento preciso das propriedades ocultas das substâncias, das conjunções celestes e do uso de espelhos parabólicos para focalizar e concentrar os raios permitiria aos magos alterar estados físicos e psíquicos nos seres humanos, afetando assim os movimentos da Natureza.

De um ponto de vista teórico, Dee reconhecia que o tamanho, movimento e distância dos planetas eram relevantes para seus efeitos em qualquer tempo dado. Ele mostrou que ao todo são possíveis 25 mil conjunções diferentes, e uma vez que este enorme número impedia uma investigação empírica sobre qualquer possível resultado, ele apontou para um entendimento Pitagórico da geometria e da aritmética como uma chave para a resolução de todas as combinações.

Para Dee, a "astrologia vulgar" era tão moralmente aviltante como falsa. A astrologia é um aspecto da matemática, ela mesma um ramo da filosofia, que é a arte de viver corretamente. Uma vez que o sol é tanto a fonte física de luz e vida como um símbolo da Deidade manifesta, enquanto a Terra era o foco das influências celestes, a teoria heliocêntrica de Copérnico tem grande valor metafísico e o ponto de vista geocêntrico de Ptolomeu é astrologicamente útil. Dee não via conflito entre estas concepções, pois elas se dirigem para fins distintos, e as descobertas de uma poderiam ser aplicadas no aperfeiçoamento da outra.

Dee estudou com muito cuidado a tradução dos Elementos de Euclides feita por Sir Henry Billingsly, corrigindo passagens difíceis e acrescentando anotações e diversas provas novas.

Para a edição de 1570 ele compôs um Prefácio Matemático, que de uma vez declarava sua visão da matemática como uma ciência filosófica, seu motivo para publicar matéria erudita no vernáculo (em vez do latim usual) e suas originais premissas a respeito das ciências matemáticas. A Deidade manifesta e mantém o mundo através do número.

"A numeração, então, para Ele era a criação de tudo. E sua contínua numeração de todas as coisas é a sua conservação na existência... A constante lei dos números... está enraizada nas coisas naturais e sobrenaturais, e está prescrita para todas as criaturas, sendo guardada inviolavelmente".

Para Dee a matemática se divide em aritmética, que trata dos números e suas propriedades, e geometria, a ciência das magnitudes. O termo "geometria", contudo, tem uma excessiva conotação terrestre, e Dee sugeriu em troca "megetologia".


"... não se arrastando no chão e arregalando os olhos com varas, réguas ou linhas, mas elevando o coração acima dos céus por linhas invisíveis e raios imortais, encontrando reflexos da luz incompreensível, e produzindo assim alegria e perfeição inenarráveis".

A matemática é a chave para abrir os mistérios dos três mundos - terrestre, astral e celeste - e a base para a astronomia e a astrologia, para a antropografia (a análise matemática do homem) e estática (a análise do movimento e da inércia), bem como para todas as ciências teóricas, experimentais e aplicadas. A matemática fornece as correlações de todas as forças e formas no homem e na Natureza.

"Podemos nos aproximar do interior, da profundeza e da visão de todas as distintas virtudes, naturezas, propriedades e Formas das criaturas. E também ir mais longe, subir, escalar, ascender e atingir (com as asas da especulação) em espírito, para contemplar o Espelho da Criação, a Forma das Formas, o Número Exemplar de todas as coisas numeráveis, tanto visíveis como invisíveis, mortais e imortais, corpóreas e espirituais".

A Heptarchia Mystica é Magia Planetária independente e moderadamente complexa, similar em estilo porém não em conteúdo a vários Grimorios Solomonicos da época. Os documentos de sua apresentação podem ser encontrados em Misteriorum Libri Quinti de Dee.

Através da matemática Dee esperava prover uma base para unificar todas as ciências em um corpo unificado e coerente de conhecimento, que incluiria a ética, a psicologia e a ciência da espiritualidade. Para Dee a matemática não era simplesmente uma matéria a ser dominada, mas antes um modo de vida a ser consumado na ofuscante luz da Deidade.

Dee pensava que a ciência e a matemática eram dignas de estudo por causa de seu valor intrínseco e prático, mas ele consagrou sua vida a elas porque estava convencido de que um verdadeiro entendimento delas forneceria os subsídios para uma religião global de amor e tolerância, os correlatos sociais do aprendizado e do silêncio. Embora não visse esta sua visão realizada, sua vida é um testemunho de seu poder e a validação de seu potencial.

John Dee: MONAS HIEROGLYPHICA - tenta simbolizar a homogeneidade do Universo e do Criador. O cosmos é representado pelo "Ovo da Águia", que não é exatamente circular quando considerado de um ponto de vista heliocêntrico. Dentro dele se encontram as grandes forças duais representadas pelo sol e pela lua, a primeira sendo criativa e iluminadora, e a segunda material e reflexiva.

Elas se conjugam porque o poder solar não pode criar sem um substrato, e o veículo lunar não pode ser produtivo sem o alimento do sol. Assim, as hierarquias solar e lunar são mutuamente interdependentes, embora o sol seja invariavelmente a força causativa e superior.

O ponto no centro do sol é o ponto de onde derivam todas as linhas e círculos (uma vez que uma linha não pode ser escrita sem pontos), e, portanto é a semente do hieróglifo desdobrado. Esta é a primeira e mais elevada manifestação da atividade divina, e por isso é o Um.

A cruz representa o ternário criativo como duas linhas e sua intersecção. Também representa o quaternário material através de quatro linhas se irradiando de um centro comum e produzindo quatro ângulos retos, que representam os quatro elementos, as quatro direções e os quatro reinos visíveis da Natureza (mineral, vegetal, animal e humano).

Os dois semicírculos abaixo da cruz constituem o signo zodiacal de Áries, o signo do fogo inicial e o começo de tudo que é terrestre. Tomados juntos, estes símbolos fornecem uma imagem da estrutura dinâmica da Natureza nas escalas cósmica e humana, e um meio para a autotransformação que conduz à verdadeira magia, que é a posse da sabedoria como uma arte e uma ciência.

Traçando linhas de conexão e círculos de formas diferentes, a pessoa pode localizar os símbolos dos sete planetas sagrados (Lua, Vênus, Mercúrio, Sol, Marte, Júpiter e Saturno) e com isso a força sétupla da Natureza invisível. Usando estas chaves a pessoa tem como base para meditação os princípios necessários para a transmutação alquímica de sua própria natureza reduzindo-a a matéria-prima ou fluido no ovo, e modelando-o em formas novas.

"Sei perfeitamente bem que tem havido certos homens que, através da arte dos escaravelhos, dissolveram o ovo da águia e sua casca com pura albumina e com isso fizeram uma mistura de tudo... Com isso quero dizer que se completou a grande metamorfose do ovo... Quem se dedica sinceramente a estes mistérios verá com clareza que nada pode existir sem a virtude de nossa Mônada hieroglífica."

De Haptarchia Mystica que, em síntese, é um sistema de ocultismo prático, escrito em colaboração com Edward Kelly. Esse sistema mágico, chamado de "enoquiano", passou a fazer parte, em tempos relativamente recentes, dos ensinamentos de algumas escolas mágicas - por exemplo, a Golden Dawn.

Os documentos de sua apresentação podem ser encontrados no Misteriorum Libri Quinti de Dee.

6 de julho de 2010

A ALQUIMIA DE NEWTON

Sir Isaac Newton (1643 — 1727) estudou a filosofia de Descartes, Gassendie Boyle. Álgebra e geometria analítica de Viète, Descartes e Wallis. A mecânica descrita por Copérnico e Galileu atraíram Newton. A partir destas leituras, o talento de Newton começou a despontar.

Newton dedicou muitos de seus esforços aos estudos da alquimia. Escreveu muito sobre esse tema, fato que se soube muito tarde, já que a alquimia era totalmente ilegal naquela época.

O gênio científico de Newton emergiu de repente quando uma epidemia de peste fechou a Universidade pelo verão de 1665 e ele teve que retornar a Lincolnshire. Lá, em um período de menos de dois anos, ele começou avanços revolucionários em matemática, ótica, física, e astronomia.

O seu primeiro contato com caminhos da alquimia foi através de Isaac Barrow e Henry More, intelectuais de Cambridge. Em 1669 escreveu dois trabalhos sobre a alquimia, Theatrum Chemicum e The Vegetation of Metals. Outras publicações foram feitas por Newton sobre a alquimia. Todas profundamente importantes.

A alquimia não é distante da física. Os alquimistas buscavam abranger todos os segredos do universo de forma, como chamamos hoje, holística. Eram excelentes observadores do mundo físico, o qual tentavam entender e explicar o seu funcionamento, com um olhar alternativo para o universo. Newton compreendeu que, se desejava levar a Física adiante, precisaria também observar e reinventar o universo, com atenção de um místico e criar uma nova narrativa. Logo, para ele, a alquimia não era uma diversão, mas a sua musa inspiradora.

Em 1719, Newton foi eleito como o terceiro Grão Mestre da Grande Loja de Londres. Newton é tão conhecido dentro da Maçonaria inglesa que uma das mais tradicionais Lojas Maçônicas de Cambridge carrega seu nome, a “Isaac Newton University Lodge“.

Seus trabalhos maçônicos incluem um extenso estudo sobre a geometria do Templo de Salomão, a ponto de William Blake, outro ocultista e alquimista de extremo renome, tê-lo chamado de “Geômetra Sagrado” em seus textos.


Newton é aclamado e conhecido, o co-inventor do cálculo infinitesimal, junto com Leibniz, o cientista que provou que a luz branca resulta de uma mistura de cores, explicou o arco-íris, construiu o primeiro telescópio reflector e a lei da gravidade universal que rege os movimentos dos planetas, dos cometas e das marés.

Isaac Newton foi quem mais defendeu a existência da "quintessência" em suas teorias e discussões sobre os conceitos de matéria e energia. Muitas vezes, Newton deixou transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos materiais e nas formas de energia. Ele admitia que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, chamava essa essência desconhecida pelo sugestivo nome de "espírito da matéria".

"Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta. (Isaac Newton)"

O pai da ciência moderna, Isaac Newton, tinha um pé no racionalismo e outro no misticismo e deixou um legado revolucionário no campo da astronomia, da física e da matemática. Seus trabalhos conduziram à moderna física óptica e à formulação das três leis do movimento que geraram a lei da gravitação universal e lançaram os fundamentos do cálculo infinitesimal.

O princípio da gravitação universal, por exemplo, que explica toda a mecânica celeste e a dança dos planetas em torno do Sol, colocou abaixo o pensamento filosófico vigente até o século XVII, eliminando a dependência da ação divina. Tal ousadia já valeria uma investigação do poder inquisitorial da Igreja, mas Newton não foi queimado na fogueira. Isso porque poucos sabiam que ele era uma figura muito mais ousada, sendo um interessado místico, secreto estudante rosacruciano, além de ser maçom, e que também pesquisava metodicamente a alquimia e a astrologia.

Os seus manuscritos, finalmente disponíveis para uma análise crítica, excedem de longe os seus escritos sobre Física, e constituem um manancial precioso que está a revolucionar a imagem convencional do grande génio inglês a que os manuais nos tinham habituado.


O Newton alquímico já havia sido identificado reconhecido pelos seus biógrafos, já que tais como outros cientistas da sua época, como Robert Boyle, assumiam o interesse pela “magna arte” que iria ela própria transmutar-se na Química moderna.

O inventário feito até gora atribui a Newton mais de um milhão de palavras escritas sobre alquimia, apoiada numa biblioteca com cerca de 50 volumes de tratados da especialidade.

O sábio inglês calculava mesmo que a decifração dos segredos operativos da alquimia lhe poderiam fornecer o código da linguagem divina, o segredo do Logos da Criação.

Newton entendia que o seu trabalho perseguia o essencial de uma tradição secreta de sabedoria, a "prisca sapientia", que remontava às origens da história humana, suspeitando mesmo que os Antigos haviam já intuído a famosa lei do quadrado inverso da distância que o seu génio acabaria por descobrir.

O mundo preferiu não ouvir a definição de Newton dada pelo célebre economista, em 1942, após ter comprado, em um leilão, os manuscritos de Newton e descoberto, atônito, o intenso interesse do cientista pelo mundo oculto e de que forma isso foi responsável por suas descobertas científicas mais importantes. Disse Keats:

“Ele sempre foi considerado um cientista rígido, adepto ferrenho do empirismo e ninguém podia acreditar que pudesse ter idéias alheias à corrente científica tradicional. Mas ele tinha, em segredo, um outro campo de estudo, a alquimia, com o qual queria desvendar os segredos do Universo, em vez de por meio da matemática e da ciência. Os Principia, em especial, são prova disso“.

Os seus manuscritos de natureza teológica revelam um Isaac Newton inequivocamente próximo das doutrinas arianistas, formuladas no século IV por Arius, um sacerdote de Alexandria, que propunha uma cristologia original em que Deus e o Filho não eram co-eternos, sendo Jesus o filho de Deus mas não igual a Ele. Resulta daqui uma posição anti-trinitária, contra a Igreja Romana, acusada por Newton de forjar uma heresia a partir do Concílio de Niceia e sob inspiração do bispo Atanasius.

John Keats não perdoava Newton por ele “ter destruído toda a poesia do arco-íris“, fazendo, talvez, a primeira crítica ao excessivo racionalismo científico, do qual Sir Isaac, desde então, foi entronizado como o mais ortodoxo ícone.

Mas, em verdade, longe de ser o primeiro representante da idade da Razão, ele foi, em verdade, “o último dos magos, o último dos babilônios e dos sumérios, a última grande mente que viu além do mundo visível e racional, com os mesmos olhos daqueles que iniciaram a construção de nossa herança intelectual“, como o definiu outro inglês, Keynes.

Os manuscritos teológicos e alquímicos de Newton, à luz da crítica histórica em curso, permitem antever um homem brilhante e intuitivo, persistente nas suas convicções mais profundas, mas também receoso de uma eventual publicitação dos seus sentimentos e convicções mais ocultas.

A decifração destes novos documentos atestam que o próprio labor científico de Isaac Newton visava consolidar, no fundo, a imagem de um Universo gerido por leis determinadas por uma entidade transcendente, tal como se deduz do “escólio” da sua obra mais aclamada, os Principia Mathematica, de 1687. Um Universo dotado de um espaço infinito que o matemático identificava com o “sensorium Dei”, mas que não se confundia de modo algum com o panteísmo.

5 de julho de 2010

HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL, O DRUIDA


Da mesma maneira que os xamãs incorporam os espíritos ancestrais, os grandes sacerdotes druidas não apenas incorporavam os Deuses em seus rituais, mas também estudavam estas interações entre o Plano Material e o Plano Espiritual.

Com o advento da Igreja católica, estas práticas ficaram cada vez mais secretas e mais restritas, sob pena de fogueira; e muitos dos conhecimentos ocultistas da antiguidade tiveram de se refugiar nas Ordens Secretas, especialmente sob a proteção Templária e Rosacruz.

O Sagrado feminino, a intuição e a mediunidade foram esmagadas e permaneceram em dormência até o Renascimento. Neste período, qualquer manifestação de mediunidade era vista como “coisa do demônio” e passível de fogueiras e exorcismos.
Existem diversos casos na literatura medieval que retratam casos de mediunidade como sendo “possessão demoníaca” e afins. O mundo permanecia (passado?) em uma Idade das Trevas.

Nascia em Lyon a 3 de Outubro de 1804 Hippolyte Léon Denizard Rivail, um professor, pedagogo e escritor francês que se notabilizou como o codificador do chamado “Espiritismo”, denominado “Doutrina Espírita”.

Nascido numa antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.
Fez os seus estudos na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdun, na Suíça (país protestante), tornando-se um dos seus mais distintos discípulos e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.

Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração.

Era membro de diversas ordens, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema “Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?”.

Assim como Pestalozzi, Leon Denizard fazia parte da Maçonaria, pertencente à Grande Loja da França. Profundo conhecedor de Astrologia (tanto pelo rito que fazia parte e pelo grau que tinha, bem como pelo contato e estudo com Camille Flammarion, um dos maiores astrônomos franceses de todos os tempos, fundador em 1887 da Sociedade Astronômica da França, podemos aferir que os conhecimentos de Leon em astrologia e astronomia eram enormes).

Camille Flamarion era tão seu amigo que fez o discurso durante o enterro de Kardec. Para os espíritas que acompanham este texto terem uma idéia da importância de Flamarion para o espiritismo, procurem nos textos da Gênese, uma das obras básicas do Kardecismo, o texto “Uranografia Geral – Estudo do Espaço e Tempo”, pelo médium CF. CF são as iniciais de Camille Flamarion.

Cético e estudioso, Léon teve contato com os estudos a respeito das “mesas girantes” em 1855, paralelamente a cientistas e ocultistas como Sir William Crookes (membro do Royal College of Chemistry, pai da Espectrologia), Alfred Russel Wallace (um dos precursores da teoria da evolução das espécies), John Willian Strutt (prêmio Nobel da física de 1904), Michael Faraday (físico, que apesar de não ser ocultista também estudou estes fenômenos – valeu Kentaro!), Oliver Lodge (membro da Royal Society, inventor do telégrafo sem fio), entre muitos outros. Interessante notar que as pessoas que estudavam seriamente estes fenômenos eram cientistas importantíssimos, ganhadores do Nobel de Física e outros pesquisadores voltados para áreas da física e da química.

FArei apenas a referência a alguns textos e quem estiver interessado em aprofundar cada aspecto, continua a leitura através do site espírito.org.

A Manifestação dos Espíritos sobre a Matéria, através da vontade (Thelema) dos seres espirituais, combinados com a energia plasmada do médium, rompem a barreira entre os campos vibracionais e permitem manifestações no Plano Material. A partir disto, surgem as famosas “mesas girantes” que são uma manifestação grosseira desta força, suficiente apenas para erguer as mesas no ar e fazê-las girar.

A partir das manifestações grosseiras (que também são a origem de barulhos em casas ditas “mal assombradas” e outros fenômenos), surgem os estudos a respeito de Manifestações Inteligentes (ou seja, pancadas rítmicas, respondendo a perguntas como “sim” ou “não”, barulhos indicando princípios rudimentares de comunicação entre Planos e assim por diante). Neste sentido, ele também estudou a criação de ruídos, movimentos e suspensões e aumento e diminuição do peso dos corpos.

Na segunda etapa, estudaram as manifestações físicas espontâneas, ou seja, a criação de ruídos mais específicos, arremessos de objetos e fenômenos de transporte, bem como as manifestações visuais, aparições e aparições dos espíritos de pessoas vivas.

Estudaram também os lugares assombrados, linguagem dos sinais, tiptologia alfabética, escrita direta e pneumatofonia.

Na área da psicografia, estudaram a psicografia indireta, através de cestas e pranchetas, e a psicografia direta, através dos médiuns.

O capítulo XIV do seu “Livro dos Médiuns” trata especificamente das mediunidades, listando as 72 mediunidades diferentes, entre elas os médiuns de efeitos físicos, elétricos, sensitivos, audientes, falantes, videntes, sonambúlicos, curadores, pneumatógrafos, etc. Entre os médiuns escreventes, temos os médiuns mecânicos, intuitivos, semimecânicos, inspirados e de pressentimento e assim por diante. Recomendo que vocês leiam os dois livros básicos (Livro dos Espíritos e Livro dos Médiuns).

Léon adotou o pseudônimo de Allan Kardec, uma de suas encarnações passadas como druida, e é considerado o fundador do Espiritismo, uma das filosofias que eu considero mais sérias.

Termino a matéria citando o professor Waldo Vieira e um livro fantástico chamado 700 Experimentos de Conscienciologia (1994) onde, com o auxílio de laboratórios, foram feitas diversas experiências dentro do método científico para comprovar e estudar os fenômenos parapsicológicos. Hoje o IIPC é um dos institutos mais sérios no estudo destes fenômenos de forma científica e laica.

No Brasil, o espiritismo acabou adotando um pouco do viés religioso e cristão ao invés de sua proposição original científica. Infelizmente o sincretismo religioso, os misticóides da dita “Nova Era”, os charlatões, transformaram a palavra “espiritismo” em uma mixórdia tão grande que os espíritas originais precisam se denominar “Kardecistas” para evitar confusões, tamanha a quantidade de loucuras que inventaram por ai.

Enquanto isso, neste curral chamado Brasil, os coletores de dízimos fazem a festa com suas charlatanices de desencapetamento, exorcismos da madrugada, óleos de Jerusalém, água do Rio Jordão e afins, deixando a ciência e o ocultismo sério como pequenos oásis neste imenso mar de créu.
(Texto: Marcelo Del Debbio)

30 de junho de 2010

COLAR RITUALÍSTICO DE NAPOLEÃO


Colar ritualístico que pertenceu a Napoleão Bonaparte, Imperador da França enquanto atuava como Mestre da jurisdição da Ordem Rosacruz situada em Paris.

Napoleão Bonaparte (1769-1821) foi Grande Mestre da Ordem Rosacruz na França.

As abelhas, símbolo tradicional da família Bonaparte, representam a busca pelo conhecimento e pela Verdade.

Este colar foi dado a Harvey S. Lewis em 1926.

14 de junho de 2010

HERMES TRISMEGISTUS II

Como “escriba e mensageiro dos deuses”, no Egito Helenístico, Hermes era tido como o autor de um conjunto de textos sagrados, ditos “herméticos”, contendo ensinamentos sobre artes, ciências e religião e filosofia – o Corpus Hermeticum – cujo propósito seria a deificação da humanidade através do conhecimento de Deus. É pouco provável que todos esses livros tenham sido escritos por uma única pessoa, mas representam o saber acumulado pelos egípcios ao longo do tempo, atribuído ao grande deus da sabedoria.

Segundo Clemente de Alexandria, eram 42 livros subdivididos em seis conjuntos. O primeiro tratava da educação dos sacerdotes; o segundo, dos rituais do templo; o terceiro, de geologia, geografia, botânica e agricultura; o quarto, de astronomia e astrologia, matemática e arquitetura; o quinto continha os hinos em louvor aos deuses e um guia de ação política para os reis; o sexto era um texto médico.

Também é creditado a Hermes Trismegistus, “O Livro dos Mortos” ou “O Livro da Saída da Luz” e o mais famoso texto alquímico – a “Tábua de Esmeralda”.

Os escritos Herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas. Estes escritos contêm o aspecto teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico.

O período bizantino é marcado por outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegistus e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Hermeticos, apesar dele se distanciar da magia.

A prática da magia, entretanto não está distante das práticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise é a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o Hermetismo lá floresceu e, portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Herméticas: filosófica e magia.

Os ensinos de Hermes-Toth chegaram à atualidade baseados em escassos documentos que constituem o “Kabalion“, “A Tábua da Esmeralda“, “Pistis Sophia“, “Corpus Hermeticum“, e alguns outros papiros. Naturalmente, o acervo de ensinamentos de Toth estão contidos em muitos outros documentos que foram preservados e mantidos sob a guarda de Ordens Iniciáticas.

Trata-se de documentos originais e cópias que foram preservados do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Entre os documentos preservados existem aqueles que deram base ao desenvolvimento da Alquimia.

As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro Kabalion que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Kabalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra Kabbalah, que em hebraico, significa recepção. De acordo com Hermes Trismegistus:

- Lei do Mentalismo
O universo é mental ou Mente. Isso significa que todo universo fenomenal é simplesmente uma criação mental do TODO… Que o universo tem sua existência na Mente do TODO.

Uma outra maneira de dizer isso é: “tudo existe na mente do Deus e da Deusa que nos ‘pensa’ para que possamos existir. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.”

“O Universo e toda a matéria são consciência do processo de evolução.”

Minha opinião é que toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, o universo consciente, que “pensa”. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contem todo o conhecimento. É claro que não estamos conscientes de “todo o conhecimento” em qualquer momento dado, por que seria uma tarefa exorbitante manuseá-lo e processá-lo e ficaríamos loucos no processo.

Os cinco sentidos do cérebro humano atuam tanto como filtros como fontes de informação. Eles bloqueiam uma considerável soma de informação caso contrário seriamos esmagados por informações que nos bombardeiam minuto a minuto como sons, cheiros e até idéias, não seríamos capazes de nos concentrarmos nas tarefas especificas em mãos. Mas sob condições corretas de consciência podemos moderar, ou até desligar o processo de filtração, com a consciência alterada, o conhecimento universal (Registros Akáshicos) torna-se acessível.

- Lei da Correspondência
“Aquilo que está em cima é como aquilo que está embaixo.”

Essa lei é importante porque nos lembra que vivemos em mais que um mundo.
Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e nem tempo.

A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.

O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas. Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos.

Na menor partícula existe toda a informação do Universo. A Lei da Correspondência, em conjunto com a Lei da Causa e Efeito, é a explicação para o funcionamento perfeito do Tarot e da Astrologia, bem como de todos os outros oráculos.

- Lei da Vibração
“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”

No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas subatômicas, tudo é movimento.

Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento.

A Lei da Vibração rege toda a comunicação entre espíritos e matéria, bem como a conjuração de elementais, devas, exus, orixás, anjos Enochianos e qualquer outro tipo de serviçal astral. Também rege os princípios de atração e repulsão entre indivíduos, a harmonia e as egrégoras.

- Lei da Polaridade
“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”.

A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo e o negativo da corrente elétrica são uma mera convenção. O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o amargo. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

- Lei do Ritmo
“Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação”

Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão da energia cinética para potencial e da potencial para cinética. Os opostos se movem em círculos.

É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez no sentido inverso. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação.

- Lei do Gênero
“O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação”

Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. É semelhante ao principio com o principio animas animus que Carl Jung e seus seguidores popularizaram, ou seja, que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico, nenhum ser humano é 100% homem ou mulher, e isso é até astrologicamente explicado, uma vez que todos somos influenciados por todos os signos (uns mais, outros menos), e metade do zodíaco é feminino, enquanto que a outra metade é obviamente masculina (Esse é mais um argumento que suporta a igualdade entre Deus/Hochma e Deusa/Binah dentro das Esferas da Kabbalah).

Em todas as coisas existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de Yin e Yang.

- Lei de Causa e Efeito
“Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos e a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.

Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos e é muito mais cômodo deixar os acontecimentos ao “acaso” ou ao “divino”. Também é conhecido como Lei do Karma.

11 de junho de 2010

HERMES TRISMEGISTUS I


“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”

Vários autores e filósofos em todas as épocas teceram variadas interpretações a respeito da definição de "magia". Entretanto, os elementos-chave de todas as definições existentes parecem concordar em apenas um ponto: Magia (ou Magick) envolve o uso da mente humana para causar uma alteração: Mudança no mundo, mudança do próprio indivíduo, mudança para com os outros.

Aleister Crowley definiu mágica como “a Arte ou Ciência de causar uma mudança. Para que esta ocorra em conformidade com a Vontade”. Doreen Valiente define magia como “a ciência do controle das forças secretas da natureza”. Scott Cunningham chama a magia de “o movimento de energias naturais para criar uma mudança necessária”. Mas é Margot Adler que tem a definição que considero ser a mais interessante de todas. Ela diz:

“Magia é uma palavra conveniente para toda uma coleção de técnicas, todas as quais envolvem o uso da mente. Neste caso, veremos que todas estas técnicas envolvem a mobilização da confiança, vontade e emoção, direcionadas a partir do reconhecimento da necessidade, do uso das faculdades da imaginação, principalmente através da habilidade de visualizar, a fim de entender como outros seres funcionam na natureza para que possamos usar este conhecimento de forma a atingir os fins necessitados”.

Magia, portanto, é um instrumento da mente e, como tal é mental por natureza. Magia é um meio através do qual a vontade (Thelema), a emoção (Emotionem) e a imaginação (Imaginatio) criam uma mudança verdadeira no mundo físico.

Como, porém, pode um instrumento mental e não físico criar uma alteração no mundo físico e corpóreo? A resposta está na Verdade de que o universo em si mesmo é Mental por natureza e que a mente é a chave para abrir os poderes do Cosmo.

“Substância” pode ser definida como aquilo que está por dentro de todas as manifestações exteriores. Atrás de toda aparência exterior neste mundo e em todos os outros mundos, deve existir uma realidade substancial. Um imenso Panteão de deuses e deusas mostra-nos como o homem tentar dar nome a esta realidade substancial.

Como John Barnes afirmou certa vez, “O Todo é a Realidade Substancial que está escondida em todas as manifestações de vida. O Todo é a Grande Avó -Avô que criou a si mesmo, que sempre existiu e que irá existir para sempre”.

Uma das chaves para entender como o Universo funciona nos foi dada por Hermes-Toth, também conhecido como Hermes Trismegistus. Algumas pessoas o consideram um deus, outras um grande iniciado, e algumas ainda acreditam que este nome represente uma das primeiras Ordens Iniciáticas do Antigo Egito e Grécia, cujos trabalhos de seus Iniciados perduram até os dias de hoje, através da ciência conhecida como Hermetismo. Você pode ler sobre Thoth no texto do dia 10.06, “Enoch” , aqui no Ponte Oculta.


Hermes também é tido como uma das mais importantes divindades gregas do Panteão Olímpico. Considerado o mais jovem dos deuses, ele é o protetor de todos os viajantes e ladrões, é o mensageiro dos deuses, responsável por levar a palavra dos deuses até os mortais (qualquer semelhança com Prometeu ou Lúcifer NÃO é mera coincidência).

Hermes é o deus da eloqüência, ao lado de Apolo, é o Deus dos diplomatas e da diplomacia (que era chamada de Hermeneus pelos gregos) e é o deus dos mistérios e interpretações (da onde vem a palavra Hermenêutica). Além disto, era um dos únicos deuses que tinha permissão para descer ao Hades e partir quando desejasse. Todos os outros (incluindo Zeus) estavam sujeitos às leis de Hades.

Hermes tinha vários símbolos, mas os mais tradicionais eram as sandálias com asas, o caduceu (que curiosamente representa a Kundalini, duas serpentes enroscadas em um cajado) e a tartaruga (de cujo casco ele criou a primeira Lira). Como inventor de diversos tipos de corrida e também das lutas, Hermes era considerado o patrono dos atletas.

Finalmente, era tido como o inventor do Fogo (em alguns textos anteriores a Prometeu) e considerado um deus pregador de peças, que adorava aprontar com seus irmãos (isto desde seu nascimento, quando a primeira coisa que fez quando aprendeu a andar foi roubar os bois de Apolo e esconde-los). Hermes era patrono dos alquimistas, magos e filósofos.


Para os romanos, Mercúrio surgiu da fusão do deus Turms (Etrusco) com as características de Hermes grego, em aproximadamente 400 AC. Mercúrio tornou-se assim o deus do comércio (em muitos países o símbolo do Caduceu é usado para indicar administração e não medicina), das estradas e das relações de diplomacia. Mercúrio não era tão popular entre os romanos como Hermes era entre os gregos, sendo considerado um deus menor dentro do Panteão romano.

Mercúrio era patrono do comércio, transportes, sucesso, magia, viagens, apostas, atletas, eloqüência, mercadores e mensageiros.

Em razão de sua eloqüência e inteligência privilegiada, Mercúrio está associado na Kabbalah à oitava esfera (sephira), chamada Hod (explendor). Hod representa a razão pura, a lógica, a matemática, o ceticismo e os desertos dos códigos rígidos e cartesianos, em contraste com Netzach (Vênus) que representa a Emoção Pura.

Hod está associado ao Planeta Mercúrio, ao metal mercúrio, ao incenso de sândalo, Mastic e Storax, à cânfora, lavanda, lírios, marjoran e mirtila e ao caduceu. Seu elemento é o Ar.

Hod influencia os Caminhos Shin (31), a Inteligência Perpétua, conectando a Razão ao Plano Material, servindo de filtro entre as idéias que permeiam o mundo material e o que pode ser aproveitada delas (este é literalmente o caminho do despertar dos céticos), Resh (30), o Sol, que conecta a Razão ao Plano Astral, perfazendo a segunda trilha que um mago deve percorrer na consciência, usando a razão de maneira questionadora no Plano Astral, Peh (27), a Torre, o caminho turbulento que conecta a esfera da Razão Pura à esfera da Emoção Pura.

Imaginar este estado de consciência é como colocar um fanático cético com um fanático religioso para discutir. Mais cedo ou mais tarde, a estrutura vai rachar ao meio.

Da conexão entre Hod e Tiferet (Sol) há o Caminho 26, Ayin, o Diabo, o caminho da iluminação através da razão ou através do Caminho da Esquerda, como vocês já devem ter ouvido falar por aí.

O famoso “Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei” e finalmente, o caminho 23, Mem, que liga a Razão às planícies de provação de Marte/Geburah, simbolizando a estagnação do Enforcado.

Hermes Trismegistus é a tradução em latim e significa “Hermes, o três vezes grande”.
Trata-se do nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Toth ou Tehuti, identificado com o deus grego Hermes. Ambos eram os deuses da escrita e da magia nas respectivas culturas.
(Continua)

25 de maio de 2010

JACQUES DE MOLAY


Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, uma pequena e próspera região em Haute Saone, França, no ano de 1244. Quase tudo o que temos conhecimento sobre sua vida se deve aos registros templários posteriores à sua entrada na Ordem e muito pouco se sabe a respeito de sua infância ou adolescência.

Se você começou a ler esta série agora, eu recomendo que leia antes os artigos sobre a Primeira Cruzada, sobre a Segunda e Terceira, sobre a Quarta Cruzada e os Cátaros, sobre a Quinta, Sexta e Sétima Cruzada pelo ponto de vista Templário, postados anteriormente.

Aos 21 anos de idade, Jacques DeMolay foi iniciado na Ordem dos Cavaleiros Templários. Até então, os Templários eram uma organização sancionada pela Igreja Católica Romana, com a função de proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre, um importante porto da cidade no Mar Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das Cruzadas e conquistou um nome de valor e heroísmo.

Apesar das derrotas sucessivas para os mamelucos, a situação das Ordens de Cavalaria na Europa estava muito boa. Muitos nobres e príncipes enviaram seus filhos para serem Cavaleiros Templários e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular em toda a Europa.

Tradicionalmente, o filho mais velho permanecia junto aos reis porque era o herdeiro, o filho mais novo era mandado para a Igreja para fazer parte do clero e aos irmãos do meio, não havia outra saída que não fosse se alistar nos exércitos e tentar conquistar o seu próprio pedaço de terra. Muitos deles conseguiam doações substanciais de suas famílias para a causa Templária (ou hospitalaria ou teutônica) e aos poucos, a Ordem ergueu um complexo de riquezas que a tornou uma das organizações mais poderosas de todo o Planeta.

Em 1298, Jacques DeMolay foi nomeado Grande Mestre dos Cavaleiros, uma posição de poder e prestígio. Jacques DeMolay assumiu o cargo após a morte de seu antecessor Teobaldo Gaudini no mesmo ano (1298) e durante uma crise sem precedentes nos territórios ocupados pelos muçulmanos.

Jacques DeMolay passou por uma difícil posição pois as cruzadas haviam falhado miseravelmente em todos os sentidos e os ataques mamelucos estavam tomando cada centímetro do deserto, forçando os cavaleiros a recuarem cada vez mais. Nas últimas batalhas antes de sua posse, os mamelucos haviam tomado algumas cidades e portos vitais dos Cavaleiros Templários e os Hospitaleiros, restando apenas um único grupo do confronto contra os Sarracenos.

Enquanto Jacques e os outros marechais tentavam conseguir reforços na Europa, os Cavaleiros Templários começavam a se reorganizar. Eles foram forçados a se exilarem na a Ilha de Chipre após a queda do Acre, em 1291, esperando pelo público geral para levantar-se em apoio à outra Cruzada.

Demolay conseguiu acordos com o papa Bonifácio VIII, com Edward I (da Inglaterra), Jaime I (de Aragão) e Carlos II (de Nápoles) que garantiriam suprimentos e novos homens. A Igreja, porém, desejava que as Ordens Templária e Hospitalaria se fundissem em uma só organização, apesar de protestos dos dois Grãos Mestres. Jacques atendeu a dois encontros no Sul da França com líderes da Igreja e dos Hospitalários a respeito deste assunto, sem chegarem a um acordo.


De 1299 a 1303, Jacques permaneceu no Chipre, planejando um contra-ataque aos Mamelucos com a ajuda das tropas cristãs, as forças armênias e um novo aliado: os Mongóis. Ghazan, o general mongol de Ikhanate, propôs uma aliança franco-mongólica para expulsar os mamelucos da Síria e do Egito. Durante gerações os mongóis tentaram, sem sucesso, expulsar os mamelucos para poderem ficar com aquele pedaço de terra e a aliança com as cavalarias cristãs parecia uma boa idéia.

A coalizão conseguiu uma vitória na batalha de Wadi-al-Khazandar, em dezembro de 1299, enquanto Jacques e o rei Henrique II de Jerusalém comandavam uma frota de 16 navios que realizavam ataques paralelos nas costas egípcias, enfraquecendo as defesas mamelucas.

Os Templários conseguiram dominar uma pequena base em Tortosa em 1300 mas os mongóis foram barrados e não conseguiram reforçar a posição em 1300, 1301 e 1302, quando as tropas mamelucas tomaram o castelo na Batalha deRuad, em 26 de setembro de 1302.
Enquanto isso, na Europa, continuava a pressão papal para que as duas Ordens se fundissem em uma.

Em 1305, o papa Clemente V, recém empossado, convocou os Grãos mestres para uma reunião na França para perguntar suas opiniões a respeito da fusão das duas ordens e da proclamação de uma nova cruzada. Demolay era contra a fusão das ordens já que, para ele, cada uma delas possuía missões diferentes. Também argumentava que precisariam de um movimento gigantesco para fazer frente aos mamelucos, já que pequenas tropas seriam apenas alvos fáceis para os exércitos muçulmanos.

Em 6 de junho, os dois Grãos Mestres foram oficialmente convocados para irem até Poitiers para uma reunião, mas esta reunião acabou adiada por duas vezes, por conta de uma doença do papa.

Nesse meio tempo, o rei Felipe, o belo, estava atolado em dívidas com os Templários por conta de sua guerra contra a Inglaterra. Ele estava enchendo o saco do papa para que Clemente unisse as duas ordens sob uma bandeira e que ele, Felipe, ficasse como Rex Bellator (Rei Guerreiro). Além destas palhaçadas, Felipe estava arrumando encrencas com o papado ao ameaçar taxar as Igrejas na França.

O papa Bonifácio VIII tentou excomungar Felipe, mas foi encontrado morto em circunstâncias misteriosas logo antes de assinar seu decreto. Seu sucessor, Benedito VIII, tentou contestar o rei, mas acabou morto, envenenado. Clemente, que era mais esperto que a maioria dos ursos, fez um acordo com o rei e abriu as pernas da Igreja Católica para os interesses da França. Ele chegou, inclusive a mudar o papado de Roma para Poitiers, na França, onde ficaria como um marionete do rei.

O Líder dos Hospitaleiros ficou detido na Terra Santa por conta de ataques contínuos a Rhodes, então Demolay ficou sozinho na França com o papa e o rei picareta.

Para mover seu plano astucioso, Felipe usou um nobre francês de nome Esquin de Floyran. O nobre teria como missão denegrir a imagem dos templários e de seu Grão Mestre Jacques DeMolay e, como recompensa Floyran receberia terras pertencentes aos Templários logo após derrubá-los.

Jacques conversa com o rei em 24 de junho de 1307 sobre a Ordem e se recusa a unir as duas potências. Em 14 de setembro de 1307, Felipe começa movimentar seus agentes contra os Templários em toda a França. Os agentes do rei avançam sobre os Templários e capturam suas fortificações, somando as riquezas que encontravam ao tesouro real.

O ano de 1307 viu o começo da perseguição aos Cavaleiros. Apesar de possuir um exército com cerca de 15 mil homens, Jacques Demolay havia ido a França para o funeral de uma Princesa da casa Real Francesa e havia levado consigo poucos homens, sendo esses todos nobres. Na madrugada de 13 de outubro (uma sexta-feira, de onde se originou a história de sexta-feira 13 ser um dia infame) Jacques DeMolay, juntamente a seus amigos, foram capturados e lançados nas masmorras pelo chefe real Guilherme de Nogaret.

Durante sete anos, Jacques DeMolay e os Cavaleiros sofreram torturas e viveram em condições subumanas. Enquanto os Cavaleiros não se dobravam, Felipe IV gerenciava as forças do Papa Clemente para condenar os Templários. Suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas à proteção de Felipe.

Após três julgamentos, Jacques DeMolay continuou sendo leal para com seus amigos e Cavaleiros. Ele se recusou a revelar o local das riquezas da Ordem, e recusou-se a denunciar seus companheiros.

Em 18 de Março de 1314, ele foi levado à Corte Especial. Como evidências, a Corte dependia de confissões forjadas, supostamente assinadas por Jacques DeMolay, mas em público, ele desmentiu as confissões forjadas. Sob as leis da época, a pena por desmentir uma confissão, era a morte.

O Conselho que começou em 1310 e se arrastou por quase dois anos, terminou com Jacques Demolay e Guy D’Auvergne sendo sentenciados a queimar em praça pública. Sua execução ocorreu em 18 de Março de 1314. Suas últimas palavras foram:

“Senhor, permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar. Perdoai, ó meu Deus, as calúnias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe. Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós. Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas. Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência. Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram.”

O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da guarda e conselheiro real Guilherme de Nogaret e, no dia 27 de novembro de 1314, morreu o rei Felipe IV com seus 46 anos de idade.

Em 2002, A Dra Barbara Frale encontrou uma cópia dos Pergaminhos de Chinon nos arquivos secretos do vaticano. Um documento que confirma explicitamente que o Papa Clemente Vhavia absolvido Jacques deMolay e outros líderes da Ordem, incluindo Geoffroi de Charney e Hughes de Pairaud. Ela publicou seus artigos no Journal of Medieval History, em 2004.

Um documento, apreendido pelas tropas de Napoleão depois de terem invadido a cidade de Roma, em 1809 e referido por Gérard de Sede descrevia o testemunho de um templário, de nome Jean de Châlons aludindo a “três carroças enormes puxadas por cinquenta cavalos que haviam saído, na quinta-feira, 12 de Outubro de 1307 (a véspera da prisão dos templários), do Templo de Paris, conduzidas por Hughes de Châlons, Gérard de Villers e cinquenta outros cavaleiros, transportando “totum thesaurum Hugonis Peraldi” (Hugo de Pairaud, o grande Visitador de França).

O mesmo templário teria afirmado que o conteúdo das três carroças teria sido embarcado no porto templário de La Rochelle e seguido em 18 navios da armada dos templários com destino desconhecido, mas que, certamente seriam paragens mais amistosas para a Ordem do que as de França…

Continua em breve com "O fim dos Templários e o começo da Maçonaria".
(Texto de Marcelo Del Debbio)

25 de outubro de 2009

O POPOL VUH


O Popol Vuh ou Popol Wuj (O nome quiché traduzir-se-ia como: "Livro do Conselho" ou "Livro da Comunidade"), é uma recopilação de várias lendas do k'iche's, um reino da civilização Maia ao sul de Guatemala; mais que um sentido histórico tem valor e importância no plano religioso. De fato tem sido chamado o Livro Sagrado ou a Bíblia dos maias k'iche's.

É uma narração que trata de explicar ou contar de alguma maneira a origem do mundo, a civilização e os diversos fenômenos que ocorrem na natureza.

Desconhece-se a existência de uma versão original do Popol Vuh, segundo Delia Goetz:
"Deveríamos supor que seria um livro de pinturas com jeroglíficos que os sacerdotes interpretavam ao povo para manter vivo o conhecimento da origem de sua raça e os mistérios de sua religião."

Segundo Fray Francisco Ximénez a primeira versão escrita foi elaborada em língua Quiché utilizando caracteres do alfabeto latino em meados do século XVI. Segundo ele dita versão permaneceu oculta até 1701, quando os maias quiché da comunidade de Santo Tomás Chuilá (hoje Chichicastenango, Guatemala) lhe mostraram a recopilação de suas histórias e mitologia.


Conteúdo do Popol Vuh:

I. Criação referida

1. Os deuses criam o mundo.
2. Os deuses criam aos animais e os condenam a se comer uns a outros.
3. Os deuses criam aos seres de barro, os quais são frágeis e instáveis.
4. Os deuses criam aos primeiros seres humanos de madeira, estes são imperfeitos e carentes de sentimentos.
5. Os deuses destroem os primeiros seres humanos, os quais se convertem em macacos.
6. Os deuses Gêmeos Hunahpú e Ixbalanqué destroem ao arrogante ser Vucub-Caquix, e depois a seus filhos Zipacná e Cabracán.

II. Histórias de Hunahpú e Ixbalanqué

1. Xpiyacoc e Xmucane engendram dois irmãos.
2. HunHunahpú e Xbaquiyalo engendram aos "gêmeos graciosos" HunBatz e HunChouen.
3. Xibalbá mata aos irmãos HunHunahpú e VucubHunahpú, pendurando a cabeça de HunHunahpú em uma árvore.
4. HunHunahpú e Xquic engendram aos "heróis gêmeos" Hunahpú e Ixbalanqué
5. Nascem os heróis gémeos e vivem com sua mãe e sua avó paterna Xmucane, competindo com seus meio irmãos HunBatz e HunChouen.
6. Os "Heróis Gêmeos" derrotam a Xibalbá, casa da penumbra, as facas, o frio, o jaguar, o fogo e os morcegos.

III. Creación de los hombres de Maíz. Descrição de comunidades.

1. Os primeiros quatro homens reais são criados: Balam-Quitzé,o segundo Balam-Acab, o terceiro Mahucutah e o quarto Iqui-Balam.
2. As primeiras quatro mulheres são criadas.
3. Tribos descendentes. Falam a mesma linguagem e viajam a TulanZuiva.
4. A linguagem das tribos confunde-se e estas se dispersam.
5. Tohil é reconhecido como um deus e exige sacrifios humanos.

IV. Listagem de gerações

1. Tohil convence aos senhores da terra através de seus sacerdortes mas seu domínio destrói o Quiché.

O CALENDÁRIO MAIA



O calendário Maia consiste em duas diferente contas de tempo que transcorrem simultaneamente: O sagrado, Tzolkin, de 260 dias, e o Civil, Haab, de 365 dias e o Conta Larga.

É um calendário cíclico, porque se repete a cada 52 anos maias. O de conta larga começa em 13 de agosto de 3114 a.c., e segundo as profecias maias, particularmente a sétima, indica que na data de 21 de dezembro de 2012 d.c., dará lugar a um novo ciclo.

A casta sacerdotal maia chamada Ah Kin, era possuidora de conhecimentos matemáticos e astronômicos que interpretavam de acordo com sua cosmovisão religiosa, os anos que se iniciavam, os vindouros e o destino do homem.

O calendário Tzolkin, que tem 20 dias (kins) combinados com treze numerais (algarismo), se combina com o calendário Haab de 18 meses (uinais) de 20 dias (kins) cada um e cinco dias adicionais, para formarem um ciclo sincronizado que durava 52 tuns ou Haabs, 18.980 kins (dias).

No calendário de conta larga, o sistema utilizado é basicamente o sistema vigesimal (base 20), e cada unidade representa um múltiplo de 20, dependendo de sua posição da direita a esquerda no número. Com excessão da segunda posição que representa 18 x 20, ou 360 dias.

Algumas inscrições maias do conta larga estão suplementadas pelo que se chama "Serie Lunar".

Outra forma de medir os tempos era medir os ciclos solares como equinócios e solstícios, ciclos venusianos que dão seguimentos as aparições e conjurações de Vênus no inicio da manhã e da noite. Muitos eventos neste ciclo eram considerados adversos e malígnos.

Os ciclos se relacionam com diferentes deuses e eventos cósmicos; o Quinto Sol representa o final do ciclo estelar associado a lua e o inicio do periodo conhecido como o Sexto Sol, associado ao regresso de Quetzalcoatl como novo Messias.

Os maias fundiram o calendário Haab com o Tzolkin em um ciclo superior chamado de "Roda Calendárica". A formação dessa roda se compõe de três círculos dá por resultado ciclos de 18.980 dias, então, um dos 260 dias do Tzolkin coincide com outro dos 365 dias do Haab.

O círculo menor está composto por 13 números, o círculo mediano pelos 20 signos dos vinte dias maias do calendário Tzolkin, e o círculo maior pelo calendário Haab com seus 365 dias.

Cada ciclo de 18.980 dias equivale a 52 voltas do Haab e a 73 voltas do Tzolkin. E ao término deste ciclo ambos voltam para o mesmo ponto. A cada 52 voltas do Haab se celebra a cerimônia do fogo novo ou "um século maia".

13 de outubro de 2009

AS PROFECIAS MAIA - II

A SEGUNDA PROFECIA MAIA
A 2ª profecia anunciou que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse solar de 11 de agosto de 1999. Naquele dia vimos como um anel de fogo que se recortava contra o céu, foi um eclipse sem precedentes na historia pelo alinhamento em cruz cósmica com o centro da terra de quase todos os planetas do sistema solar. Eles se posicionaram nos 4 signos do zodíaco que são os signos do 4 evangelistas, os 4 guardas do trono que protagonizam o apocalipse segundo São João. Além disso, a sombra que a lua projetou sobre a terra atravessou a Europa, passando por Corsovo, depois pelo Oriente Médio , Irã, Iraque e posteriormente dirigindo-se ao Paquistão e a Índia . Com a sua sombra ela parecia prever uma área de conflitos e guerras.


Os Maias sustentavam que apartir desse eclipse, o homem perderia facilmente o controle ou então alcançaria sua paz interior e tolerância evitando os conflitos, e viveremos uma época de mudanças, que é a ante-sala de uma nova era, a noite fica mais escura antes do amanhecer.

O fim dos tempos é uma época de conflitos e de grande aprendizagem, de guerras, separação, loucura que vai gerar por sua vez processos de sofrimento, destruição e evolução.

A segunda profecia indica que a energia que se recebe do centro da galáxia aumentará e acelerará a vibração em todo o universo para conduzir a uma maior perfeição. Isso produzirá mudanças físicas no sol e mudanças psicológicas no ser humano que mudará sua forma de pensar e de sentir. Serão transformadas as formas de relacionamento e de comunicação, os sistemas econômico-sociais de ordem e justiça, serão mudados as convicções religiosas e os valores que aceitamos hoje. O ser humano irá defrontar-se com seus medos e angustias para soluciona-los e assim poderá sincronizar-se com o ritmo do planeta e do universo.

A humanidade irá se concentrar no seu lado negativo e poderá ver claramente as coisas ruins que estão fazendo, esse é o primeiro passo para mudar de atitude e conseguir a unidade que permite o surgimento de consciência coletiva. Serão incrementados os acontecimentos que nos separam mas também os que nos unem, criando uma instabilidade emocional, o medo, a agressão, o ódio, as famílias em dissolução, os enfrentamentos por ideologia, religião, modelos de moralidade e nacionalismo.

Simultaneamente mais pessoas encontrarão a paz interior, aprenderão a controlar suas emoções, haverá mais respeito, serão mais tolerantes e compreensivas, encontrarão o amor e a unidade. Surgirão homens com altíssimos níveis de energia interna, pessoas com sensibilidade e poderes intuitivos para a salvação. Mas também surgirão farsantes que pretenderão obter lucro econômico as custas do desespero alheio.
Os Maias previram que a partir de 1999 começaria a era do “tempo do não-tempo”, uma etapa de mudanças rápidas necessária para renovar os processos geológicos, sociais e humanos.

Ao final do ciclo cada um seria seu próprio juiz, será quando o seu humano entrará no grande salão dos espelhos para analisar tudo o que fez na vida. Ele será classificado pelas qualidades que tenho conseguido desenvolver na vida, sua maneira de agir dia após dia, seu comportamento com o semelhante e com o planeta.

Todos irão se posicional segundo o que sejam, os que conservam a harmonia entenderão o que aconteceu como um processos de evolução no universo. Por outro lado, haverá outros que por ambição ou frustração culpará os outros ou a Deus pelo que acontecerá.
Serão geradas situações de destruição, morte e sofrimento. Mas elas também darão lugar ao mesmo tempo a circunstancias de solidariedade e respeito pelo semelhante, de unidade com o planeta e com o cosmos. Isso significa que o céu e o inferno estarão se manifestando ao mesmo tempo e cada ser humano viverá em um ou em outro dependendo de seu próprio comportamento. No céu com a sabedoria para transcender o que acontecerá. No inferno para aprender com a dor e com o sofrimento. Duas forças inseparáveis, uma que entende que tudo no universo evolui para a perfeição, que tudo muda, outra envolta em um plano de materialismo que só alimenta o egoísmo. Na época da mudança dos tempos, todas a opções estarão disponíveis e praticamente sem censura de nenhum tipo e os valores morais serão mais frouxos que nunca para que cada um se manifeste livremente como é.

A 2 profecia afirma que se a maioria da população muda seu comportamento e se sincroniza com o planeta serão neutralizadas as mudanças drásticas que serão descritas nas seguintes profecias. Devemos estar conscientes de que o ser humano sempre decide seu próprio destino especialmente nesta época, as profecias são apenas advertências para que tomemos consciência da necessidade de mudanças de rumo para evitar que isso se torne realidade.

A TERCEIRA PROFECIA MAIA
A terceira profecia diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta provocando mudanças climáticas, geológicas e sociais de magnitudes sem precedentes e a uma velocidade assombrosa.Os maias disseram que esse aquecimento se dará por vários fatores. Alguns deles pelo ser humano, que por sua falta de sincronismo com a natureza só poderá produzir processos de autodestruição. Outros fatores serão gerados pelo sol, que ao acelerar sua atividade pelo aumento da sua vibração, produzirá mais irradiação aumentando a temperatura do planeta.

Cada um de nós, de uma forma ou de outra, ajudamos a desflorestar o planeta ou a contaminá-lo. Com nossos automóveis, jogando lixo nas ruas ou parques públicos, contribuímos para que o clima do planeta volte-se contra nós. As mudanças já estão acontecendo, mas como estão acontecendo muito lentamente nos adaptamos a elas e nem as percebemos. O processo global de industrialização que teve lugar no século XX mudou dramaticamente a atmosfera com suas emissões de gases tóxicos.A chamada chuva ácida, um subproduto da queima de carvão ou derivados de petróleo e emissões de sulfetos e óxidos de nitrogênio das indústrias tem lugar no mundo todo e concentra-se nas áreas urbanas, corroem os monumentos e pontes, destrói a pintura externa, os bosques, causam danos à vida marinha e aos solos cultivados, transforma a água potável em tóxica e reduz a visibilidade.

A poluição oriunda das fábricas afeta violentamente o ambiente. Em milhões de lugares no planeta ainda se cozinha a lenha, criando fogueiras que emitem grandes quantidades de fumaça, cinzas, vapor d’água e gás carbônico (CO²).Tudo isso deu lugar ao aparecimento do efeito estufa, pois a concentração de CO2 que ficam flutuando na atmosfera e reagem quimicamente com dióxidos aumentando a temperatura. O ar que respiramos está cheio de partículas de monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO2) e metano (CO3) produto resultante da combustão da gasolina no motor de milhões de automóveis e de milhares de usinas térmicas e de geração de eletricidade.

A depredação de selvas parra terras de cultivos ou para ampliar as cidades tornou-se uma prática comum. Os bosques que purificam o ar ao transformar gás carbônico em oxigênio, são incendiados.O ser humano não é consciente do mal que está causando ao planeta, nem que é preciso plantar para repor a vegetação que consome.

O planeta transformou-se em um grande depósito de lixo. Enviamos contêineres com resíduos radioativos para o fundo do mar, carregamos navios inteiros com substancias não-degradáveis. As variações climáticas, conseqüência das relações danosas do ser humano e das mudanças do comportamento do sol, produzem uma alteração das chuvas, diminuem sua intensidade, quantidade e regularidade. O aumento da temperatura produzirá fortes ventos, furacões e tufões. Os furacões são tormentas gigantescas e violentas, um redemoinho de destruição e morte. São chamados de FURACÃO em homenagem ao deus do mal dos aborígines do Caribe. O furacão Mithi e os fenômenos associados ao El-niño são evidências da tendência para grandes desastres causados pelo clima.

O sistema hídrico é fundamental, pois cerca de 70% da superfície do planeta está coberta por água. Com o aumento da temperatura, diminui a umidade relativa do ar que trará como conseqüência menos nuvens e maior exposição ao sol, agravando assim o problema, assim será evaporada a água dos solos, produzindo muitas secas e grandes incêndios em todo o planeta, o falto d’água produzirá grave inconveniente à vegetação, reduzindo seu crescimento e diminuindo consideravelmente o tamanho das colheitas. Ao reduzir-se a quantidade de água das chuvas, diminuirá também o fluxo dos açudes e lagos, criando sérios problemas à fauna da terra.

Tudo isso causará um forte impacto na economia, haverá desabastecimento e muitos produtos que dependem do clima como a água, as folhagens, os cereais, os pescados e a geração de energia elétrica terão aumentos vertiginosos de preço, serão épocas de racionamento de eletricidade, de fome e descontentamento social, aumentará o numero de pragas, insetos e doenças tropicais como a malária. O comportamento do ser humano será crucial para suportar o aumento geral da temperatura causada pela sua própria conduta inconsciente e depredatória.

4ª PROFECIA MAIA
A 4ª profecia Maia diz que o aquecimento do planeta, causado pela conduta antiecológica do ser humano e por uma maior atividade do sol, causará o derretimento do gelo dos pólos. Se o sol aumentar seus níveis de atividade acima do normal haverá uma maior produção de ventos solares, mais erupções maciças desde a coroa do sol, um aumento na irradiação e um incremento na temperatura do planeta.

Os Maias se basearam no giro de 584 dias do planeta Vênus para efetuar seus cálculos solares. Vênus é um planeta facilmente visto no céu, pois sua órbita está entre a terra e o sol. Eles deixaram registrado em seu “Códici drede” que a cada 117 giros de Vênus marcado a cada vez que o planeta aparece no mesmo ponto no céu, o sol sofre fortes alterações e aparece grandes manchas ou erupções do vento solar, advertiram q a cada 1.872.000 kines, ou seja, 5.125 anos são produzidos alterações ainda maiores e que quando isto ocorrer o ser humano dever estar alerta, é o presságio de destruição e mudanças.

No “Códicedrede” também figura o numero 1.366.560 kines que tem a diferença de 1 katun (20 anos) como um numero que aparece no Templo da Cruz. No Templo da Cruz, em Palenque está entalhado o numero 1.359.540 kines, a diferença que ele tem anotado no “Códicedrede”é de 20 anos ou 1 katun, é um período de tempo que eles chamavam de “Tempo do não-tempo” e é o que estamos vivendo desde 1992. As mudanças da atividade do sol serão maiores posto que as proteções que temos em todo o planeta estão ficando mais fracas.

O escudo eletromagnético que temos que nos protege está diminuindo em sua intensidade. A produção de ozônio na ionosfera que impedia a chegada dos raios ultravioletas a terra diminuiu e já apareceram alguns buracos enormes sobre os pólos permitindo a chegada dos raios do sol à superfície do planeta.

A atividade do ser humano está alterando a composição da atmosfera. O chamado “efeito estufa” que impede a saída do calor e aumenta a temperatura. Todos os fenômenos ao ocorrer simultaneamente produzirão modificações no clima e um aumento da temperatura nos mares e derreterá mais rapidamente o gelo nas calotas polares. Isso causará aumento do nível dos mares produzindo inundações nas terras costeiras, modificação morfológica dos continentes onde vivemos.

Os Maias previram que esta seria a forma como o planeta s limparia e teria muitas áreas verdes por todas as partes, o aumento da temperatura já começou, relatórios científicos de diversas fontes confirmam, estudos realizados oea Universidade de Colorado concluem que as geleiras e picos nevados de todo o mundo estão diminuindo seu volume notavelmente, como resultado do aumento geral da temperatura do planeta.
O maior pico nevado na áfrica, o monte Kenia, perdeu 92% de seu massa, os picos nevados do monte Quili-manjar sofreram redução de 73%, na Espanha e, 1980 havia 27 picos nevados, esse número foi reduzido para 13. Nos Alpes europeus e no Cáucaso na Rússia diminuíram 50%.


Na Nova Zelândia e nos montes entre a Rússia e na China houve redução de 26%, os cálculos preliminares dos estudos dizem que se as mudanças continuaram no mesmo rítimo em 50 anos não haverá picos nevados em nenhuma parte do mundo. Na Antártida a situação é ainda mais grave, o pico está se derretendo a partir do centro e não a partir das bordas. É sabido que quando um lago gelado começa a derreter ele sempre o faz a partir de seu centro. A temperatura na Antártida aumentou 2,5°C nos últimos 25 anos e está aparecendo vegetação em locais onde antes não havia nada mais do que gelo.

Mais de 50% da população mundial vive perto do mar, por isso milhões de pessoas serão afetadas e deslocadas de seus lares. 1998 estabeleceu recordes de altas temperaturas, que ficaram dentre as mais altas dos últimos 600 anos. No entanto um aumento da temperatura como este que vem ocorrendo não muda rapidamente os níveis de água em todo o planeta, será um processo que levará vários anos.

A única coisa que poderia muda-los seria uma mudança súbita na posição da crosta terrestre sobre seu núcleo central. Isso já ocorreu varias vezes no planeta ao mudar a posição dos pólos.

Sabemos que muitas coisas que não queremos que aconteçam e que causam grandes tragédias, acabam acontecendo. Devemos nos concentrar em produzir resultados positivos de nossas ações e ao mesmo tempo crescer com as dificuldades que encontramos. Devemos assumir a vida e tomar as decisões de maneira consciente, devemos abrir os olhos às possibilidades que possam nos trazer e mundo em que todos culpam os outros pelo que acontece. Todas as profecias procuram uma mudança na mente humana, pois o universo está gerando todos esses processos para que a humanidade se expanda pela galáxia compreendendo sua integridade fundamental com tudo que existe.

5ª PROFECIA MAIA
A 5ª profecia dz que todos os sistemas baseados no medo sob as quais está fundamentada a nossa civilização se transformarão simultaneamente com o planeta e com o ser humano, dando lugar a uma nova realidade de harmonia. O ser humano está convencido de que o universo existe so para ele, que a humanidade é única expressão de vida inteligente e por isso age como depredadora de tudo que existe.

Os sistemas falharão para que o seu humano enfrente-se a si mesmo para que ele veja a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar no caminho da evolução que nos levará a entender a criação. Neste momento, praticamente todas a economias d mundo estão em crise, e foi desencadeada uma onda especulativa em todas as partes.
Em apenas 1 dia, 1 trilhão de dólares muda de mãos nos mercados financeiros internacionais. 15% de queda nos mercados fazem desaparecer o equivalente a uma riqueza anula de todas as fabricas dos E.U.ª juntas.

Desde 1995, a economia mundial não é mais dominada pelo intercambio de automóveis, aço, trigo e outros bens e artigos reais, mas pelo intercambio de dividas, ações e títulos de credito, isto que dizer, de riqueza virtual com a qual é muito fácil especular. A síndrome do cartão de credito tornou-se um mal comum, o seu humano assume uma divida superior ao que ganha pondo sua economia pessoal na corda bamba, isso se reflete em todos nos níveis. A especulação em torno do capital financeiro levou a uma situação econômica mais delicada que a de 1929, antes da queda da bolsa de valores em 1930. Quase todas as economias do mundo então com problemas, especulações financeiras e os salva-vidas do governo com dinheiro de bancos que estão à beira da falência, dificultam ainda mais todo esse processo. Existem então situações de alto risco no sistema econômico, e no sistema de controle de informações e se a isso se acrescentarmos o aumento na atividade do sol que pode causar danos irreparáveis nos satélites, a situação se complica.

Com as labaredas solares, recebemos uma dose incomum de raios ultravioleta que espandem a atmosfera superior diminuindo a pressão que existe sobre os satélites que estão a baixas altitudes. Isso fará com que ele diminuam a sua órbita para outra muito mais rápida e perderemos assim o contato temporal com eles - na melhor da hipóteses- e serão interrompidas todas as comunicações por satélite no planeta, também pode acontecer que os 19.000 objetos que transitam na órbita da terra ao receber a dose alta de eletromagnetismo do sol tenham seus componentes eletrônicas danificados e deixem de funcionar para sempre.

Ao afetar-se a ionosfera, pela emissão de raios solares, produzem-se alterações em todas as comunicações de radio e televisão, porque é nesta camada que são transmitidas e refletidas as diferentes freqüências. Portanto, a economia e a comunicação são sistemas frágeis e interconectados com todos os outros. A rede elétrica é especialmente sensível às labaredas solares, como ocorreu durante 9hs em todo o Kebeque em 1989.

O sistema de eletricidade é a coluna vertebral de nossas sociedades contemporâneas, se um falhar, falharão um atrás do outro como pedras de dominó derrubando consecutivamente todos os sistemas. Dizem que um sistema é tão forte quanto o mais fraco de seus componentes ou elos.

Imaginemos como reagiria a nossa sociedade à todos esses acontecimentos simultâneos. A comida ficaria escassa; as comunicações seriam impossíveis; a trafego enlouqueceria em todas as cidades, a economia ficaria paralisada; a maioria de nós perderia o juízo e teria inicio a uma desordem civil que pela quantidade de pessoas envolvidas ultrapassaria as expectativas e os controles civis e militares do governo. Essa situação de descontrole total modificaria para sempre todos os sistemas da sociedade.

Os sistemas religiosos baseados em um Deus que infunde medo também entrariam em crise. Surgiria um único caminho espiritual comum a toda a humanidade que terminará com todos os limites estabelecidos entre as diferentes formas de ver Deus.
O novo dia galáctico é anunciado por todas as religiões e cultos como uma época de luz, paz e harmonia para toda a humanidade. É claro então que tudo que não produza este resultado deve desaparecer ou transformar-se, a nova época de luz não pode ter uma humanidade baseada na economia militar de imposição de verdades pela força.

6ª PROFECIA MAIA
A 6ª profecia fala que nos próximos anos aparecerá um cometa cuja trajetória colocará em perigo a própria existência do ser humano. Os maias viam os cometas como agentes de mudanças que vinham para por em equilíbrio o movimento existente para que certas estruturas se transformem permitindo a evolução da consciência coletiva. Todas as coisas têm um lugar que lhes corresponde, todas as circunstancias, até mesmo as mais adversas, são perfeitas para gerar compreensão sobre a vida, para desenvolver a consciência sobre a criação. Por isso o ser humano está constantemente enfrentando situações inesperadas que geram sofrimento a ele, é um modo de conseguir que ele reflita sobre sua relação com o mundo e com os outros. Assim ao longo de muitas experiências em muitas vidas ele entenderá as leis naturais da razão e da criação.

Para os maias, Deus é a presença da vida em todas as formas e sua presença é infinita. O cometa - Ajenjo como era chamado – de que fala a profecia foi também anunciado por varias religiões e culturas, por exemplo, na bíblia, no livro das revelações onde recebe o nome de “Absinto”, se o cometa aparecer é possível que sua trajetória o leve a se chocar com a Terra ou então que por meios físicos ou psíquicos conseguiremos desviar sua trajetória.

Os cometas sempre fizeram parte do sistema solar, milhares de resíduos atravessam, cruzam, vão e voltam, periodicamente e inclusive se chocam com os planetas que se movem sempre tranqüilos em suas órbitas regulares ao redor do sol.

A comunidade científica aceita que a 65 milhões de anos, no cretáceo terciário, um cometa caiu em Chicxulub, na península de Yucatan, no Atlântico. Causando a extinção dos dinossauros. Sua cratera com 180 km de diâmetro tem altas concentrações de Irídio – elemento muito raro na terra, mas, muito comum nos asteróides.

Associou-se o aparecimento de asteróides à momentos difíceis como a que coincidiu com a erupção do vulcão Vesúvio que destruiu Pompéia e Herculano no ano 79 d.c. ou com a queda do rei Harold por Guilherme, O Conquistador na Inglaterra e 1066 que foi registrada no Tapete de Beyeux; causaram pânico coletivo com o Halley em 1910, naquela época presumiu-se que a sua cauda era de gás venenoso (o cianureto) e foram vendidas milhares de pilulas para que as pessoas se protegessem dele. Foram também causadores de suicídios coletivos com os dos 39 membros da “Porta do Céu” em 1997, que acreditavam que o enorme cometa Hali-Bopp, com 40km de diâmetro vinha buscá-los.
Os cometas sempre geraram controvérsias, mas nunca tanta como em 1456 quando reapareceu o cometa Halley que foi considerado como um agente do diabo e deveria ser expulso do céu, sendo excomungado pelo Papa Calípso III.

Foi Isaac Newton que descobriu que a gravidade mantêm os planetas girando em órbitas definidas em torno do sol e Edmond Halley, seu contemporâneo, utilizou esses cálculos para determinar as órbitas dos cometas, anunciando que a cada 76 anos o cometa Halley regressaria. Por esse motivo ele leva seu nome.

Os cometas também causaram desastres regionais como na Sibéria, sobre a rio Tungeska, em asteróide de aproximadamente 50m de diâmetro explodiu no ar em 1908, destruindo instantaneamente 2km de um bosque totalmente denso. Alguns aproximaram-se bastante da terra como o comenta Iras-araque-aukoque, aproximou-se a 6 milhões de km da terra e poderia ter causado um dano maior do que se explodissem, simultaneamente, todas as bombas atômicas existentes.

Os maias sempre estudaram e registraram os eventos do céu, seu alerta for prevenir os seres humanos do perigo de não conhecerem as órbitas e os períodos de grandes resíduos que se cruzam com a trajetória da terra. Eles sabiam que para o homem moderno, descobrir com antecedência em asteróides tão grandes que pudessem causar sua extinção e então desviá-lo seria uma das maiores façanhas da historia humana e o fato crucial que nos uniria como espécie.

Antigamente a esfera celeste era o domínio dos deuses, com o aparecimento inesperado de um objeto desconhecido que dominava a noite era motivo de medo e misticismo, por isso os maias construíram observatórios dedicados a estudar os fenômenos, eles queriam entender seus movimentos imprevisíveis no céu especialmente depois de terem estabelecido as posições dos planetas e das estrelas.

O perigo eminente nos obrigaria a construir um nível de cooperação mundial, a estabelecer um sistema de comando e controle acima dos paises e uma estrutura de comunicação mundial, seria a única maneira pela qual os paises abririam mão de sua soberania a um pais como as nações unidas, dando origem a um governo mundial para o bem comum. Seria um caminho para aprender a transcender a separação que é a base de nossa sociedade.

7ª PROFECIA MAIA
A 7a profecia nos fala do momento em que o sistema solar, em seu giro cíclico, sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela nos fala que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, a luz emitida desde o centro da galáxia sincroniza todos os seres vivos e permite a eles concordar voluntariamente, com uma transformação interna eu produz novas realidades e que todos os seres humanos têm a oportunidade de mudar e romper suas limitações através do pensamento.

Os seres humanos que voluntariamente encontrarem seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, levando sua freqüência de vibração interior do medo para o amor poderão captar e se expressar através do pensamento e com ele florescerá o novo sentido.

A energia adicional do raio emitido por Runacku (centro da galáxia) ativa o código genético de origem divina nos seres humanos que estejam em alta freqüência de vibração, este sentido ampliará a consciência de todos os seres humanos gerando uma nova realidade individual, coletiva e universal.

Uma das maiores transformações ocorrerá em nível planetário, por que todos os homens conectados entre si como um só todo, darão nascimento a um novo ser na ordem galáctica. A reintegração das consciências individuais de milhões de seres humanos despertará uma nova consciência, na qual todos entenderão que fazem parte de um mesmo organismo gigantesco.

A capacidade de ler o pensamento entre os humanos revolucionará totalmente a civilização, desaparecerão todos os limites, terminara a mentira para sempre porque ninguém poderá ocultar nada, começará uma época de transparência e de luz que não poderá ser ocultada por nenhuma violência ou emoção negativa.

Desaparecerão as leis e controles externos como a policia e o exercito porque cada ser se fará responsável por seus atos, não será preciso implementar nenhum direito ou dever pela força. Será formado um governo mundial e harmônico com os seres mais sábios e evoluídos do planeta, não existirão fronteiras nem nacionalidades, terminarão os limites impostos pela propriedade privada e não será necessário dinheiro como maneira de intercambio, serão implementadas tecnologias para
o controle da luz e da energia e com elas se transformará a matéria produzindo de maneira simples todo que for necessário dando um basta à pobreza para sempre. A excelência e o desenvolvimento espiritual serão o resultado de seres em harmonia que reduzam a atividade com o que vibram mais alto, ao agir assim eles expandirão sua compreensão sobre a ordem universal.

Com a comunicação através do pensamento haverá um supersistema imunológico que eliminará as baixas vibrações do medo produzidos pelas enfermidades, prolongando cada vida dos humanos, a nova era não precisará da aprendizagem inversa, produzidas pelas doenças e sofrimento que caracterizaram os últimos milhares de anos da história.

Os serem humanos que consciente e voluntariamente encontrarem a paz interior entraram em uma nova época de aprendizagem pro contraste harmônico, a comunicação e a reintegração farão com que as experiências e lembranças individuais e os conhecimentos adquiridos sejam disponíveis sem egoísmo para todos os outros, será como uma internet em nível mental que multiplicará exponencialmente a velocidade das descobertas e serão criadas sinergias nunca antes imaginadas, terminarão os julgamentos e os valores morais que mudam com o tempo, como a moda, entenderemos que todos os atos na vida são uma maneira de alcançar uma maior compreensão e harmonia.
O respeito será o elemento fundamental da cultura, transformará o individuo e a comunidade e dará a humanidade a oportunidade de expandir-se pela galáxia.

As manifestações artísticas, as ocupações estéticas e as atividades recreativas comunitárias ocuparão a mente do ser humano. Milhares de anos fundamentados na separação entre os homens que adoraram um deus que julga e castiga irão se transformar para sempre. O seu humano viverá a primavera galáctica, o florescimento de uma nova realidade baseada na reintegração com o planeta e com todos os seres humanos. Neste momento compreenderemos que somos parte de um único organismo gigantesco e iremos nos conectar com a terra, uns com os outros, com nosso sol e com a galáxia inteira. Todos os seres humanos entenderão que os reinos mineral, vegetal e animal e em toda a matéria espalhada pelo universo em todas as escalas, desde um átomo até uma galáxia são seres vivos com uma consciência evolutiva.

A partir de 22 de dezembro de 2012, todas as relações serão baseadas na tolerância e na flexibilidade, porque o homem sentirá os outros seres como parte de si mesmos.