11 de novembro de 2010

O PLANETA REGENTE DO ANO


Essa determinação se baseia, segundo a tradição astrológica, na existência de ciclos de 36 anos governados por diferentes planetas.

O primeiro ciclo, acredita-se, foi governado por Saturno (ano 1 a 36), o segundo correspondeu a Vênus (ano 37 a 72), o terceiro a Júpiter (ano 73 a 108); o quarto a Mercúrio (de 109 a 144); o quinto a Marte (145 a 180); o sexto à Lua (de 181 a 216); o sétimo ao Sol (do ano 217 ao 252). O oitavo ciclo correspondeu novamente a Saturno depois do qual tornaram a se repetir as mesmas regências a cada ciclo de 36 anos, tal qual a ordem indicada anteriormente.

Assim, no século vinte, o ciclo de 1909 até 1944 foi regido por Marte; o ciclo da Lua começou com a entrada do sol no signo de Aries em março de 1945 e se estendeu até março de 1980, para em seguida dar lugar ao ciclo do Sol (1981-2016).

Tendo em mente essas informações vamos ver como se estabelece o regente do ano. O primeiro ano de cada ciclo é governado pelo regente do ciclo. Em seguida cada ano tem seu próprio regente segundo a seguinte ordem: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua.

Segundo essa teoria, a influência cíclica do planeta se estende através de todo ciclo; enquanto a influência do planeta regente anual vale somente durante o ano. Por isso, 1981 que inicia o ciclo solar de 36 anos tem como regente anual o mesmo Sol. De modo conseqüente, 1982 foi regido por Vênus; 1983 por Mercúrio e 2000, a partir de 21 de março, será regido por Júpiter.

Segundo essas concepções o planeta imprime sua característica ao ciclo e ao ano que rege. Desse modo:

-o ciclo de Saturno se caracteriza pela seriedade, pela frugalidade e pelo essencial;
-o de Júpiter pela religiosidade, o crescimento e a expansão;
-o de Vênus favorece a beleza, a harmonia e arte;
-o de Marte as competições, as lutas e as guerras;
-Mercúrio o comércio, as comunicações e as trocas intelectuais;
-a Lua os sentimentos, a mulher, o povo; e, finalmente,
-o Sol a inteligência, as grandes lideranças, a espiritualidade.
(Texto: Cid de Oliveira )

A ALQUIMIA MÍSTICA


'Sabei que os filósofos, por previdência' - escrevia o misterioso Basílio Valentim - ' escreveram várias coisas como o fim de que os ignorantes, que apenas queriam ouro ou prata, não abusassem...'

Ora, existe uma concepção puramente mística da alquimia, segundo a qual as frases sucessivas da preparação da Pedra Filosofal, as operações 'químicas', descrevem na realidade as sucessivas purificações do ser humano na sua procurado conhecimento esclarecido.

'Nem todos os alquimistas' - escreve um dos maiores escritores da Maçonaria moderna, O. Wirth - 'se deixavam enganar pelos seus símbolos. Chumbo significava para eles vulgaridade, pesadez, falta de inteligência e Ouro precisamente o contrário. Iniciados, desinteressavam-se dos bens perecíveis, dos metais ordinários que fascinam os profanos. Referiam tudo ao homem, que é perceptível, e em quem o chumbo é realmente transmutável em ouro'.


O simbolismo alquímico não se aplica pois, à matéria, mas às operações espirituais. As imagens representam a evolução do ser interior. A matéria sobre a qual é preciso trabalhar, é o próprio homem:

'Tu és a própria matéria da Grande Obra' (Grillot de Givry) e a Pedra Filosofal designa o fim da iniciação: o homem transformado. A alquimia não é senão a purificação do ser, que tornará o homem capaz de alcançar o supremo conhecimento: o homem que, renunciando a toda a sensualidade e obedecendo cegamente à vontade de Deus, chegou a participar da ação que as inteligências celestes exercem, já possui por isso a Pedra Filosofal; jamais lhe faltará nada, todas as criaturas da Terra e todas as forças do Céu lhe estão submetidas'.

O 'Mercúrio Filosófico' é ao mesmo tempo o princípio da vida universal da Natureza e o da redenção pela ascece. A própria teoria do homunculus tem um sentido oculto: é um símbolo do nosso novo nascimento, da ressurreição espiritual do homem pela iniciação; da mesma forma que muitos organismos vivos parecem nascer de matéria em putrefação, da mesma forma o homem é capaz de se elevar da sua corrupção habitual.
(Extraído do livro: 'A Alquimia' de Serge Hutin)