14 de junho de 2010

RODA ASTROTAROLÓGICA-CABALÌSTICA II

A letra hebraica Vau condensa hieroglificamente o número 6 sendo seu significado o olho. Aquele que se estabelece entre a cegueira, a luz, as formas e as trevas, o exterior e o interior, o espírito e o mundo das ilusões.

Entre o macrosopus e os microssomos é que se construiu o Talismã deste arcano o grande hexaframa ou signo de Salomão. A letra da palavra sagrada significa gancho (ou unha) terceiro termo desta misteriosa trindade que tem íntima relação entre o Eu e o não Eu.


Se número de caminho na árvore é 16 (dez esferas) mais o número da letra, este caminho situa-se no trânsito da esfera 2 Chochmah, segunda esfera do triângulo supremo, que tem a coloração cinza do mundo material, e a quarta esfera Chesed de coloração azul.

Esta sephiroth achasse depois do grande abismo produzido pela queda. Este caminho entre sabedoria de Chochmah e a magnificente misericórdia de Chesed, tem coloração laranja = 2 – 4.

A letra Vau corresponde astrologicamente ao signo de touro (térreo) cujo planeta regente é Vênus. Baixo a quadriplicidade deste arcano maior encontra-se o rei de ouros e também o As – 4 e 7 de ouros (com seus correspondentes números de arcanos menores 41/44/47).

Estes números correspondem à dimensão viva da criação sendo feito: o pensamento, o rim direito e dada a liberdade de escolha.

Chesed o protetor, o pai carinhoso, o legislador governante do reino da paz, do universo manifesto que na idéia arquétipa e o resultado do abstrato. Onde toda a idéia criativa primeiramente se faz graças as mentes que atuam nesta esfera e Júpiter o benigno, na árvore evolutiva esta representado por Netuno o confuso), a parte inversa de todos os vícios sócias.

Esta descrição esclarece o porque esta carta e geralmente vista como a representação do homem entre o vício e a virtude; onde o anjo ameaça o vício com sua flecha em quanto o homem tem sua provação e tribulação.

Este gomo representa o arcano maior “O Carro” nome vulgar dado a esta carta representativa da vitória de quem escolhe o bem entre o grande dilema apresentado no arcano anterior. O nome científico é Carruagem de Hermes, carta que completa o primeiro grande centenário do Tarô.

A letra hebréia Zain determina o numero 7, sendo seui significado a espada, instrumento usado para lutar, dominar e vencer. O número de caminho na árvore é o 17 (dez de esfera e sete de valor numérico) caminho que possibilita aos santos serem fiéis tornando-os aptos a receberem o espírito santo.


Este caminho encontra-se situado entre as esferas 3 Binah e 6 Tiphereth, seu trânsito tem a coloração laranja, resultante e produto da beleza do centro do pilar do equilíbrio, onde reina, governando as seis esferas arquétipas que se antecedem ao reino das formas de Malkuth. A letra Zain corresponde astrologicamente ao signo aéreo Gêmeos sendo seu planeta regente Mercúrio , o principal indicador da inteligência e do raciocínio.

A quadriplicidade deste arcano tem como arcanos menores o e os As – 4 e 7 de espadas que correspondem aos números de arcanos 55/58/61.

Como anteriormente dito este números dimensões vivas da criação expressam: o andar, o pé esquerdo e a propriedade.

É importante deixar bem claro que as Sephiroth ou esferas são estados e não lugares.

Representante deste arcano maior denominado comumente com o nome de “ A Justiça”, produto do equilíbrio desta carta que tem o nome científico de Balança. A letra hebréia Heth significa perto daqui a idéia que tudo o que exige um esforço continuo tem como resultado estabelecer o equilíbrio entre a destruição das obras do homem, e a conservação das boas obras de Deus.

O número de caminho pelo qual transita este arcano é 18 (dez de esferas) mais oito do número da letra.

Neste caminho encontra-se a inteligência da afluência casa dos arcanos e dos sentidos ocultos, que descansam na sua sombra.,situa-se entre as esferas 3 (Binah) e 5 (Geburah), esta é a esfera da força da severidade, aquela que como virtude tem a “coragem” e como vício a “destruição”, o aspeto maléfico da astrologia, o elemento dinâmico da essência que desafia os obstáculos.

Este mal precisa ser compreendido sendo que e tão necessário como os outros estudos das outras sephiroth, já que estes processos cósmicos são importantes para a evolução .


Porém o mal e ignorado por D´s, já que este não se opõe a este como sentido de força, nunca esquecendo que se o bem se opusesse ao mal, este teria que usar uma força da mesma intensidade, e as forças opostas resultam em anulação. O bem jamais será anulado, porque o mal e finito e anulado pelo próprio mal.

A letra Heith corresponde astrologicamente ao signo aquoso de Câncer , sendo seu planeta regente Lua , aquela que preside a fertilidade. A quadriplicidade deste arcano tem como arcanos menores o Rei de Copas o As - 4 e 7 de copas que correspondem ao número de arcanos 69/72/75.

A letra Heith corresponde astrologicamente ao signo aquoso de Câncer , sendo seu planeta regente Lua , aquela que preside a fertilidade. A quadriplicidade deste arcano tem como arcanos menores o Rei de Copas o As - 4 e 7 de copas que correspondem ao número de arcanos 69/72/75.

A derivação arquetípica da creação fez: a visão, a mão direita, a repartição a multiplicação ou fertilidade, dimensões viva da criação. A iniciação desta carta se fundamenta no Salmo 119

Este segmento representa o arcano maior “O Eremita” nome comum dado a esta carta representativa da proteção das influências danosas e do isolamento em busca da sabedoria e da iluminação dos três, mundos: o mental, o astral e o material.

Esta carta tem o nome científico de Lux Oculta a luz de Hermes o três vezes grande. O signo do nono arcano é a letra hebráica Teth, que concentra hieroglificamente o valor numérico 9 nove, sendo seu significado "a serpente", símbolo do conhecimento na tradição hermética, e da força sexual que precipitou a queda e expulsão do éden (Daath).


Ela representa a libido transmutada e subliminada, sendo pela força da vontade e fé, que se ergue da área pélvica subindo pela coluna vertebral até formar a coroa dourada.

Ela é conhecida como Kundaline. Em hebraico, serpente se escreve nachosh, baixo a ciência da Gematria em seu estudo numérico determina o valor somatório de 358 (Nun 50 + Cheth 8 + Shin 300) este mesmo valor resultante na ciência que estuda a construção das palavras (Notaricon) determina que a palavra messias também tem o valor somatório 358 (Men 40 – Schin 300 – Yod 10 – Cheth 8) quando analisados os comparativos entre as duas palavras se chega a um ; o significado de Sephira é “visível- irradiante – numérico”.

O número de caminho na árvore é o 19 (dez de esfera e nove de valor numérico), sendo a trilha de sua coloração de cor amarela.

Este caminho encontra-se no trânsito das esferas Geburah de coloração vermelha, regida por Marte e Chesed de coloração azul regida por Júpiter. Estas duas esferas precisam trabalhar sempre juntas para equilibrar a força da batalha e a força do amor = 5 – 4.

A letra Teith corresponde astrologicamente ao signo ígneo de Leão cujo planeta regente é o Sol Na quadriplicidade deste arcano maior se encontram os seguintes arcanos menores: 2 - 5 e 8 de paus com seus correspondentes números de arcanos 28/31/34 mais a Rainha de Paus . Neste arcano foram criados: a audição, o rim esquerdo e a prudência.

Nome vulgar dado a esta carta representativa da necessidade, este arcano maior também chamado de Esfinge e de roda do tempo, linha sem começo nem fim, símbolo da eternidade.

Neste arcano é onde a esfinge se demonstra equilibrante e dominadora entre o Gênio do mal Tifon e o gênio do bem Hermanúbis (aquele que sobe). Esta roda que puxa alguns para cima e outros para baixo, nos inevitáveis altos e baixos da vida.

O décimo arcano também chamado (A Cabala) expressa a plenitude da palavra Tarô, na qual trocando de posição suas letras, permutação ou Temura, também indica as palavras ROTA-RATO-TORA (livro de lei hebraica).


A letra hebráica Yod, tem valor numérico 10, esta letra hieroglificamente representa o dedo indicador: aquele que sinala, mostra e toca.

Representando esplendidamente no afresco de Leonardo D´Vinci na Capela Cistina (no Vaticano). Seu caminho na árvore cabalística é o 20 (dez de sephiroth, mais dez do valor).

Este caminho dominado pela inteligência da vontade é aquele que precisa ser transitado por toda criatura antes de achar a existência da sabedoria.

O significado de sephiroth é visível irradiante, Numérico.Este caminho encontra-se no transito da esfera azul chesed (4) e a sexta esfera Tiphereth (6), isto é, entre a magnificente misericórdia e o produto da beleza e da harmonia, do equilíbrio, e da estabilidade / 4-6.

O valor numérico 10 representado pelo algarismo 1 (principio absoluto) e zero (que nada vale), a não ser quando se somente a uma ordem inferior e seqüencial, na qual se produz a elevação do tudo (10 -100, etc). Assim o absoluto 1 produz o universo 10 surgido do nada.

A letra Yod' corresponde astrologicamente ao signo de Virgem, sendo seu planeta regente Mercúrio. A quadriplicidade deste arcano tem como arcano menor a "Rainha de Ouros".Terra e os arcanos 2-5-8 de ouros que corresponde aos Nº° 42/45/48, e suas dimensões expressam o trabalho, a mão esquerda e a ordem.
(Continua)

DEUSES E A KABBALAH II


ISIS

É a deusa suprema do panteão egípcio; a grande mãe, a grande deusa, a criadora da vida. Junto com Osíris e Hórus, fazia parte da trindade sagrada dos deuses egípcios.

As lendas diziam que suas sacerdotisas eram capazes de controlar o clima prendendo ou soltando seus cabelos. Seus sacerdotes conheciam como ninguém as artes de trabalhar com metalurgia. Assim como nas culturas anteriores, o culto à deusa-mãe que representava as forças da natureza era muito difundido. Ísis era a deusa da sabedoria, detentora de todos os poderes mágicos dentro nas iniciações das Pirâmides (o chamado “Véu de Ísis”).

Ísis era casada com seu irmão osíris e ambos governavam o Egito. Enquanto Osíris estava espalhando suas idéias de civilização pelo mundo, Isis governava o Egito. Porém, seu irmão Seth era um deus violento e invejoso e queria o trono para si. Quando Osíris retornou a Menphis, Seth convocou 72 auxiliares e o convidou para um banquete. Durante o jantar, ele mostrou um belíssimo baú e disse que qualquer pessoa que coubesse dentro dele seria seu dono. Osíris coube perfeitamente, mas Seth e seus seguidores fecharam o baú com chumbo derretido e jogaram a caixa no Nilo.

A caixa chegou à Fenícia, onde uma árvore de Tâmaras cresceu ao seu redor. Mais tarde, quando esta árvore foi cortada e levada para fazer um pilar de um templo no palácio do rei, o odor da árvore era tão maravilhoso e diferente que a história acabou chegando até os ouvidos de Ísis e Seth.

Seth chegou primeiro ao baú e despedaçou o corpo de Osíris em 14 pedaços, que espalhou pelo Egito. Quando Ísis conseguiu chegar até o baú, ficou desesperada e começou a procurar pelas partes de Osíris por toda a terra, até que conseguiu recuperar todas as partes de seu amado (exceto seu falo, que havia sido devorado por um caranguejo) e levá-lo para os pântanos da deusa cobra Buto.

Ali, utilizando-se de magias de Thoth e Anubis, Ísis conseguiu reanimar a essência de seu amado tempo suficiente para gerar um filho (sem contato sexual), chamado Hórus. Ísis era considerada uma deusa-virgem até então, de onde pode-se dizer que Hórus nasceu de uma Virgem.

Hórus simboliza a criança do solstício de Inverno; a esperança que o sol mais uma vez surgirá após o tenebroso inverno.

Em seguida, Ísis realiza os ritos de embalsamar, preparando Osíris para a viagem ao Próximo Mundo. Ísis e Hórus permanecem no pântano de Buto até que Hórus esteja forte o suficiente para desafiar seu tio Seth.

Quando estava em idade adequada, foi chamado um conselho dos deuses e Hórus pediu a eles que recuperasse o trono que era seu por direito. Todos os deuses votaram para que o trono permanecesse com Seth, exceto Toth (a Razão). O trono permanecia com Seth.

Ísis começou a proferir maldições e Seth ficou furioso, ameaçando matar um deus por dia até que os deuses decidissem a seu favor. Para evitar maiores problemas, Rá ordenou que a votação fosse movida para um santuário em uma Ilha e deu instruções ao barqueiro Ani para que nenhuma mulher cruzasse aquelas águas.

Ísis, então, decidiu usar um estratagema: transformou-se em uma linda donzela e, disfarçada, subornou Ani para que a levasse até a ilha de santuário de Seth, onde o seduziu com sua beleza. Quando Seth estava prestes a cair em sua sedução, Ísis contou a ele que era uma viúva com um filho, cuja herança em gado havia sido tomada injustamente por seu tio estrangeiro, e perguntou o que ela deveria fazer para ajudar o filho da viúva. Seth disse a ela que o filho dela era o verdadeiro herdeiro.

Ísis foi, então, até o conselho dos deuses onde contou a todos o que havia acontecido e, dado que o julgamento foi proferido pela própria boca de Seth, os deuses não tiveram alternativa, senão entregar o trono a Hórus.

Seth pediu, então, que o trono fosse disputado em uma batalha entre os dois e o conselho concordou. A partir de então, os dois deuses combatem, sendo responsabilidade de Toth velar para que haja sempre equilíbrio entre as estações.

Ísis era considerada uma deusa LUNAR. Ao contrário de suas predecessoras, que eram divindades solares, a partir do Egito as deusas femininas que possuem as atribuições sexuais e de fertilidade passam a adquirir atributos lunares. Isto se deve em parte à associação do ciclo menstrual feminino (de 28 dias) com os ciclos lunares e, em parte, com a tomada do poder pelo patriarcado, que elevou o Sol à categoria de deus masculino dominador todo-poderoso.


AFRODITE

De acordo com a Teogonia, de Hesíodo, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos/Saturno, que atirou os genitais cortados de Urano ao mar, que começou a ferver e a espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros (“espuma do mar”), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos.

Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos.

Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas.

Segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam mas, pela falta de atenção deste, que estava sempre envolvido com os trabalhos encomendados pelos deuses, Afrodite começou a trair o marido com Ares.

Suas festas eram chamadas de “Festas Afrodisíacas” e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram consideradas prostitutas sagradas, que representavam a própria Afrodite, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa.

Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matriarcal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista cada vez mais como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal.

Afrodite/Vênus representa as paixões incontroladas, o espírito deixado levar pelo sentimento, as forças primordiais do SENTIR, incontroláveis. Vênus simboliza a emoção pura. O desejo, ciúmes, amizade, amor, ódio, luxúria, a arte, inspiração, etc… todos os sentimentos que não podem ser controlados pela Razão são de domínio de Vênus.

Tudo o que não pode ser contabilizado, quantificado ou racionalizado pertence à Esfera de Vênus, a esfera de Netzach.

EOSTRE

Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.A lebre (não um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada.

A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março.

Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.