Devemos repetir nossa prática respiratória assinalada nos dois capítulos anteriores, à qual adicionaremos agora uma visualização singela, mas não menos efetiva.
Com os olhos fechados, trate de imaginar que a habitação, ou espaço, no qual nos dispomos a efetuar este exercício, vai se enchendo de uma fumaça de cor vermelha brilhante que emana suavemente de algum ponto dela.
Colocamo-nos, pois, em nossa postura costumeira, e enquanto relaxamos, começamos lentamente a perceber que esta fumaça, ou este ar vermelho brilhante, vem nos rodeando lentamente, e começamos a aspirá-lo, retê-lo, expulsá-lo e a ficarmos sem ele, à medida que vamos ritualizando as fases do exercício.
Em 1 absorvemos lentamente pelo nariz esta fumaça brilhante no tempo de pulsações que elegemos para nossa comodidade. Em 2 o retemos e nos inunda por completo. Em 3 o exalamos lenta e suavemente.
E finalmente em 4, ficamos totalmente vazios, até que por imperiosa necessidade voltemos a tomá-lo com suavidade e doçura, ao ritmo que nos impusemos.
24 de setembro de 2009
AS TRÊS GUNAS

Conquanto a Tradição Hermética constitui uma via do Ocidente para o Conhecimento, isso não significa que não guarde estreitas analogias com outras tradições que também manifestam o mesmo. Tal é o caso da tradição hindu, sua Teogonia e Cosmogonia. Dela queremos destacar os três Gunas, que representam energias ou princípios presentes em todas as coisas.
A primeira é Sattwa, assimilada à energia sutil e celeste, à qual se opõe Tamas, identificada com a atração gravitacional da densidade da Terra.
A força de uma é invertida com relação à outra. Mas ambas em um ponto se unem, complementando-se.
Sattwa e Tamas se encontram sobre um mesmo eixo vertical em diferentes níveis. E a distância média entre elas é o lugar em que se conjugam.
Esta identificação e neutralização dá lugar a uma terceira energia, gerada pela expansão da potência das outras duas, gestando um plano de irradiação horizontal, listras, que é a projeção das energias opostas do plano vertical, a qual junto com elas, e como princípios presentes em todas as coisas, no Cosmo inteiro, dará lugar ao Mundo.
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