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17 de janeiro de 2011

CICLOS PLANETÁRIOS E IDADES


Tudo no mundo funciona em ciclos. Assim como as estações do ano, as fases da lua e as marés seguem movimentos periódicos, os planetas se deslocam ciclicamente, simbolizando, no macrocosmo, as fases da vida humana (microcosmo).

A idade e o amadurecimento tem uma íntima correspondência com os ciclos planetários e, apesar de cada ser humano reagir de forma diferente a estes ciclos, podemos delimitar as fases de desenvolvimento como entrada na adolescência, vida adulta, crise da meia idade, dentre outras.

Para determinar estas fases, a astrologia tem como base o estudo do mapa natal dos indivíduos e os trânsitos astrológicos, ou seja, o movimento dos planetas em cima deste mapa natal. Como os astros se movimentam em ciclos periódicos e geralmente invariáveis, pode-se determinar qual a idade que, por exemplo, um planeta em trânsito fará oposição a um planeta natal de uma pessoa.

Para a análise das fases do desenvolvimento de cada um, são usados os ciclos dos planetas mais distantes, que levam mais tempo para dar uma volta completa no Sol, ou, falando em termos astrológicos, para fazer uma revolução. Júpiter, quinto planeta do sistema solar, por exemplo, leva 12 anos para efetuar uma volta completa em torno do Sol, percorrendo um signo por ano. Por isso, os astrólogos identificam nas pessoas uma importante fase de Júpiter aos 12 anos, 24 anos, 36 anos e assim por diante, que é a época em que o planeta passa no mesmo ponto onde estava na hora do nascimento daquela pessoa. Também são levados em conta outros aspectos que o planeta em trânsito forma com o planeta natal, como trígonos, quadraturas e oposições.

A mesma técnica é usada em relação a Saturno, que dá uma volta em torno do Sol a cada 29 anos, Urano, 84 anos e Netuno, 164. Plutão é mais difícil de ser analisado, já que tem uma órbita bastante irregular, passando às vezes 20 anos em um signo e 10 anos em outro.

Cada período da vida de um indivíduo é distinto e requer habilidades, posturas e atitudes condizentes com este momento. Não há nada mais triste do que estar inadequado a idade que se está vivendo. Tudo isso deveria vir naturalmente, se o homem estivesse em harmonia, em sintonia com seus processos biológicos, psíquicos e mentais para encarar seus ciclos com naturalidade.

7 anos - Primeira quadratura de Saturno natal com Saturno em trânsito
Entre as inúmeras mudanças que as crianças atravessam durante seus primeiros anos de vida, as primeiras que podem ser observadas como verdadeiros indicativos do caminho para a fase adulta acontece por volta dos 7 anos, quando acontecem as primeiras transformações nos órgãos sexuais, tanto na menina quanto no menino, e o início da segunda dentição.


Trânsito de Saturno na idade de 7 anos:É nessa época que as crianças enfrentam a primeira quadratura de Saturno e têm que começar a encarar responsabilidades com que elas jamais se depararam. Saturno é limite, responsabilidade e, pela primeira vez na vida, as crianças devem se deparar com a dificuldade que envolvem estas características.

Neste período, começam os estudos de verdade, os exames e as notas. Uma eventual bobagem que a criança cometa não é mais encarada como uma ação de um ser inconsciente dos seus atos e aparecem cobranças em relação às suas responsabilidades. Durante esta fase, é natural que as crianças passem por épocas de insegurança, mas é a partir destas noções de dever e obrigação que começam a entrar na vida pública. Por isso, nesta época, a presença e o apoio dos pais é fundamental.

É nesta época que as crianças testam os seus limites face às autoridades e começam a compreender que o mundo é regido por leis que devem ser respeitadas e que estão acima das suas vontades. Falhas neste aprendizado de limites e respeito às autoridades podem acarretar num adolescente difícil, quando aos 14 anos ocorrer a primeira oposição de Saturno e as mesmas noções forem trazidas à tona novamente.

14 anos - A primeira oposição de Saturno: Ao completar 14 anos, o adolescente enfrenta a sua primeira oposição de Saturno em trânsito ao seu Saturno natal. As crises de desafio às autoridades e demarcações de limites são novamente trazidas à tona e provocam uma fase difícil na vida dos jovens.

Nesta época, os adolescentes crêem que os pais não sabem de nada e tudo é motivo para objeção. A permanente posição de rebeldia é intensificada pela quadratura de Saturno que influencia o jovem a adotar uma postura de questionamento em relação às autoridades e busca uma aceitação no grupo com que convivem, num sinal de reaparecimento da insegurança da infância. Os adolescentes mostram-se apaixonados pelo proibido, postura tal que refletirá o aprendizado de limite e autoridade que lhes foi passado pela primeira quadratura de Saturno, aos sete anos. As crianças que tiveram uma boa noção de responsabilidade nesta época, geralmente superam a crise da adolescência com maior facilidade.

Devido ainda à oposição de Saturno, o adolescente torna-se muito sensível à crítica e se sente sempre por baixo, o que procura disfarçar demonstrando arrogância. Ele se crê pressionado por todos os lados, pelos pais, escola, amigos, namoradas. É uma época de atitudes extremas, seja de revolta ou de passividade. É muito comum também neste período o confronto com a figura paterna, conflito este que é bem ilustrado no mito de Saturno.

21 anos - A segunda quadratura de Saturno: A época em que se atinge a maioridade legal constitui outro período em que somos forçados a encarar a nossa responsabilidade. Não por coincidência, aos 21 anos de idade, Saturno em trânsito entra novamente em quadratura com o Saturno natal, a exemplo do que ocorre aos sete anos de idade.

É um período em que tudo que nos oprime, todo tipo de autoridade parece voltar a funcionar como obstáculos da liberação final para a vida adulta. Os jovens se sentem impedidos de enfrentar a vida de adulto por uma série de empecilhos como a falta de formação, de preparo, dinheiro, as pressões familiares, todos eles simbolizados por Saturno. É tempo de desafio e os jovens de 21 anos estão dispostos a enfrentar todo o tipo de risco para conseguirem sua realização. Muitas vezes, uma crise provocada pela quadratura de Saturno leva os jovens a atravessarem períodos de dúvidas a respeito de suas escolhas - como opção de curso universitário ou a profissão pela qual optou - e não encontram espaço no mercado de trabalho.

É neste período também que as pessoas têm grandes aspirações e necessidades, que estão cansados dos longos anos de escola, faculdade, família, mas não têm ainda um retorno financeiro satisfatório para se tornarem totalmente independentes dos pais. É nesta idade em que o relacionamento com a família pode voltar a ser conturbado, como aconteceu aos 14 anos, quando volta um desejo de se contrariar os pais como forma de busca por espaço próprio.

A partir dos 21 anos, os jovens passam a ser vistos como adultos pela sociedade e passam a estar legalmente sob a sua própria tutela. Mas a libertação do seio familiar é algo muito mais complexo do que uma determinação legal e o jovem precisa aprender a ficar cada vez mais sozinho e por sua própria conta, o que não é nada fácil. Com esta nova crise espoletada por Saturno, o jovem sofre, mas é forçado a assumir de uma vez por todas os seus atos ou não encontrará espaço na sociedade.

28 anos - O retorno de Saturno: Entre os 28 e 30 anos de idade, ocorre o primeiro retorno de Saturno, ou seja, o planeta em trânsito se posicionará no mesmo local em que ele estava no momento de nascimento da pessoa e iniciará uma nova volta em torno do zodíaco.

Novamente, como em todo trânsito de Saturno, ocorre um doloroso rito de passagem, envolvendo responsabilidades, desta vez maiores do que nunca. A partir deste período, muitas coisas que antes eram parte de uma gama de opções se tornam definitivas. É o momento de determinar o que vai dar impulso aos próximos 28 anos e tudo o que é decidido tem sua repercussão e conseqüência.

Este período representa também o fechamento sobre todo o passado de dependência familiar, uma liberação final de tudo que ligava às servidões da infância e da adolescência, uma aquisição definitiva de autonomia. É o ponto final do caminho de relaxamento de responsabilidades dos pais sobre os filhos.

Aos 28 anos, as pessoas começam a se preparar para inverter os papéis. Nesta época, surge a necessidade crescente de se fundar um lar, ter filhos, educá-los e progredir profissionalmente. É a chegada definitiva da certeza da sua responsabilidade em relação aos outros, em que se procura gerar confiança em que os cerca e se começa a pensar seriamente no futuro. É o primeiro contato com a sensação de que o tempo passa e que a velhice não tarda a chegar, por isso a intensificação das cobranças internas. Não é mais tempo para ilusões e sim para definições.

Nesta época, as pessoas começam a adquirir um senso de responsabilidade não apenas para si próprios, mas também para aqueles que o cercam. Começa-se a perceber que as suas decisões terão influência na vida daqueles que amam. Agora, e cada vez mais, são os pais que passam a ser seus dependentes, o que aguça o sentido de cumprir sem falhas a sua missão, que é uma tarefa solitária e de extrema importância para toda a família. Mas, ao mesmo tempo, Saturno que é sempre associado a processos de diferenciação, individualização e separatividade, leva os indivíduos a procurarem dar a seus filhos uma educação diferente da que receberam. Paradoxalmente, com a nova aproximação dos pais, as pessoas se deparam tomando decisões surpreendentemente parecidas às deles.

Nessa época, as pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar. Freqüentemente, aos 28 anos as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos. A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Todos estes aspectos são muito angustiantes porque abalam a auto estima de cada um.

O ciclo dos 28 anos de Saturno é completado quando se pode tomar nas mãos com segurança as rédeas e o controle da própria existência. Desligar-se do passado para apenas conservar dele as bases mais sólidas sobre as quais deve ser projetado e construído o futuro.

A CRISE DOS 40 ANOS: A chegada dos quarenta anos é conhecida como a entrada na meia idade. Se por um lado as pessoas não são mais jovens, com a vida toda pela frente a ser explorada e descoberta, também não são velhos em vias de aposentadoria e em busca de sossego. Freqüentemente, a entrada neste período não se dá de forma tranqüila e suave, mas ao meio de muitas crises, separações e definições de rumo de vida.

A famosa crise da meia idade, que dura alguns anos ou até mesmo a década inteira, pode provocar separações de casais, infidelidade, crises de consciência, insatisfação com o trabalho e, entre outros contratempos, o aparecimento de um novo sentimento que ainda não se mostrava presente: o medo da morte.

O período comprimido entre 40 e 46 anos é um dos mais importantes da vida e a astrologia procura explicar esta época, identificando uma série de aspectos planetários dissonantes, que podem indicar alguns esclarecimentos sobre estes duros anos.

Dos 36 aos 40 anos - Plutão em quadratura com Plutão: Outra configuração importante pela qual as pessoas passam com a aproximação dos 40 anos é a primeira quadratura do Plutão natal com o Plutão em trânsito. A idade precisa em que começa a quadratura pode variar entre 36 e 40 anos, já que Plutão é um planeta de órbita irregular.

O que este aspecto de quadratura vem ativar é o primeiro despertar contundente para questões relacionadas à morte e à regeneração. Aos quarenta anos, as pessoas começam a perceber cada vez mais que não são eternas, adquirindo a sensação de já terem ultrapassado a metade do seu caminho na vida.

A ação primordial de Plutão é de DESTRUIR para RECONSTRUIR, colocando diante de nós as conseqüências de nossas atitudes e erros. É um trânsito relacionado com ajuste de contas, um período em que suas ações anteriores serão refletidas em conseqüências. Muitas vezes, privilégios são perdidos e posições de destaque são revertidas, formando um mal que pode vir para o bem, se as perdas forem encaradas como uma espécie de limpeza de campo para abrirem espaços a renovações.

É nesta idade que a perda do emprego é mais fortemente sentida. Em épocas de desemprego, as gerações mais velhas possuem cargos de confiança que dificilmente perdem neste estágio da carreira e já estão caminhando para a segurança da aposentadoria. As gerações mais novas têm mais chances de conseguir um emprego. As pessoas de quarenta anos encontram maiores dificuldades e, se não tiverem poder de reação para reverter o quadro, dificilmente conseguem superar a situação. Esta dificuldade para se reerguer é reforçada pelo trânsito de Plutão, que coloca os indivíduos em posição paralizante, em que ele se sente, ao mesmo tempo, impotente e vítima das circunstâncias, como se a solução dos problemas fugissem da sua capacidade de resolvê-los. Mas deve-se perceber que estas dificuldades não são insuperáveis, elas geralmente implicam numa destruição com regeneração.

Como Plutão é um planeta de trânsito lento, ele tem grande influência em relação às gerações. Uma quadratura de Plutão, como esta que se forma aos 40 anos, pode significar conflito com outras gerações, o que se observa freqüentemente em relação aos pais e seus filhos adolescentes. É nesta época que o jovem passa a tomar papel de destaque e os indivíduos da geração de 40 anos passam a se sentir atropelados pelos que chegam com novas situações e valores para os quais a sua geração não estava preparada.

Dos 40 aos 42 anos - Urano oposto a Urano: Por volta dos 40 anos, um novo ciclo de vida se inicia. Sem razão aparente, as pessoas começam a enfrentar crises de consciência e têm acessos de revolta, muitas vezes violenta. Aparece nos que chegam a esta idade uma vontade de mudar a vida por completo e de voltar a ser o adolescente que foi. É um período extremamente perigoso, em que as pessoas podem sofrer transtornos profundos se as atitudes a serem tomadas não forem pensadas com cuidado.

É geralmente na vida conjugal que se vivem as maiores crises, devido ao desejo de maior independência e renovação. Mas às vezes, o que muitos falham em enxergar, é que estes conflitos internos não precisam necessariamente acabar em separação. Em muitas ocasiões, apenas uma mudança de ares acalma o desejo por algo novo. É inegável que muitos casais que atravessam esta crise não conseguem escapar ilesos e acabam encarando uma separação inevitável.

A degradação nos relacionamentos é expressada no aspecto de oposição do Urano natal com o Urano em trânsito, que está associado ao diferente, àquilo que parece ser o inverso da personalidade natural daquela pessoa. A oposição também faz com que se procure a companhia dos mais jovens, para conseguir uma sensação de liberdade e vivenciar um pouco a falta de compromissos. Os pais que têm filhos adolescentes, sentem-se fascinados e ao mesmo tempo irritados com a fase atravessada por eles, muitas vezes até invejando inconscientemente a independência e audácia que possuem, enquanto eles próprios estão enfrentando impulsos semelhantes. Por esse motivo, é bastante comum encontrarmos pessoas na faixa dos quarenta tendo romances com jovens da idade dos seus filhos, representando uma sensação tentadora de reencontro com a própria juventude. Também é despertada uma crescente preocupação com o corpo, aparência e forma física, características associadas à capacidade de amar.

Mas as paixões repentinas podem acontecer sem serem sentimentais, ligadas a uma pessoa, mas sim a uma coisa ou um hobby. Surge uma fascinação repentina por carros, política, uma arte ou um esporte, que antes não despertavam nenhum interesse. Não são raras as vezes quando estas novas manias representam algo que a pessoa não pôde ter durante a adolescência, por repressão familiar ou qualquer outro fator externo e que ressurgem 25 anos depois.

A vida profissional também é afetada pela oposição do Urano natal com o Urano em trânsito. Experimenta-se um sentimento de saturação, de rotina enfadonha, de irritação com os hábitos e repetições das pessoas no ambiente de trabalho. Os horários são os mesmos, o caminho para o trabalho é o mesmo e o desejo por mudanças passa a se tornar insuportável. Por isso, é importante procurar reciclar-se com cursos e estudos, não só para aprimorar o desempenho no trabalho, mas para que haja algo novo a ser aplicado no dia a dia.

O que não se percebe é que todo o esforço com a aparência, status ou dinheiro deveria ser dividido também para tratar de reformas internas, de libertação interior. Que tipo de liberdade é esta, se uma pessoa é prisioneira de sua aparência externa? A liberdade real acontece justamente quando ela reivindica outros tipos de valores, livrando-se da pressão do julgamento dos outros. A atitude importante a ser tomada quando se atravessa esta quadratura de Urano é inverter a situação de "exigências automáticas", aprender a se libertar destas pressões e não lutar contra elas.

44 anos - Saturno oposto a Saturno: Por volta dos 44 anos, as graves dissonâncias enfrentadas no início dos 40 começam a atenuar-se e os indivíduos encontram-se mudados de alguma maneira. Eis que inicia-se o último grande trânsito desta fase, que é a oposição do Saturno natal com o Saturno em trânsito. É uma época de fadiga emocional e existencial. Depois de tantos confrontos, as pessoas têm a sensação de exaustão e derrota. É de fato o limite da crise dos quarenta, que alcança o final de uma fase da vida, mas que aponta para outra.

A configuração saturnina costuma incitar o fechamento sobre nós mesmos e a sensação de pessimismo e más conseqüências vindouras. Temos tendência a dramatizar e agravar as tensões em vez de procurar reduzí-las. A auto-cobrança também aumenta sensivelmente e as exigências externas, que já parecem excessivas, são reforçadas pelas exigências feitas pelos próprios indivíduos em questão e nada parece dar certo.

Para lidar com este trânsito e superá-lo sem maiores inquietações, é preciso entender que Saturno trata de limites. Se as coisas que o cercam estão limitando a sua vida, você precisa impor um limite a essas coisas, priorizar assuntos, separando o imprescindível daquilo que você pode ignorar. Muitas vezes, fazemos cobranças sobre nós mesmos a respeito de assuntos que não deveriam nos inquietar tanto e sem percebermos, acabamos estressados sem razão. Se você tinha planejado fazer uma macarronada com molho de tomate para o jantar, por exemplo, mas não deu tempo de passar no supermercado para comprar o tomate, o que se deve fazer é um molho branco e não se inquietar ou sair às pressas para fazer compras. É uma época de reconhecer as limitações e ser humilde para pedir ajuda.
(Márcia Mattos - Astróloga)

10 de dezembro de 2010

DIREÇÕES PRIMÁRIAS


A origem das direções do ponto de vista histórico, está contida no Tetrabiblos, de Claudio Ptolomeu (150 d.c) de forma explícita, e nos antigos papiros gregos de Vetius Valens, anteriores à Ptolomeo, (Otto Neugebauer "Greek Horoscopes") de forma rudimentar, mas muito característicos. Em seus primeiros séculos, eram chamadas apenas de "direções", ou seja, curso de movimento. Após longos séculos, com o advento da invenção das direções por translação (direções secundárias), ela ganhou seu codinome: Primárias.

O termo "Primárias" se refere à primeira classe de interferências em importância, depois do mapa natal. Segundo os Gregos, a tradição ensinada pelos Caldeus, a mecânica natural do mundo faz com que soframos constantemente as interferências provenientes do meio ambiente, incluindo a dos astros. Desta forma, a interferência do instante do nascimento não seria o único momento de diálogo com o meio cósmico. Esta interferência já estaria ocorrendo desde o útero materno, se intensificaria próximo ao instante do nascimento, se tornaria máxima nos primeiros minutos e iria enfraquecendo ao logo dos anos, devido à adaptação ao meio. Em suma: quanto mais se afasta da origem, mais fraco o efeito.

Direções primárias são formadas pelos movimentos que os corpos celestes fizeram em relação ao plano do horizonte, o meridiano do lugar e os luminares pelo sistema horizontal de referências (mundano naquela época, daí o nome direções mundanas) devido à rotação da terra em torno de seu eixo. Se estudam todos os deslocamentos anteriores à aproximadamente seis horas anteriores e posteriores ao nascimento, supondo um indivíduo que viva noventa anos (devido ao fato de que em primárias, quatro minutos de tempo, eqüivalem a 1 ano de vida). Eis o que se investiga em Primárias. Sempre as comparamos com o radical, que possui a maior interferência.

O espelho nada mais do que uma tabela de cálculos de direções. De forma engenhosamente construída, ela contem as direções de toda uma vida, podendo-se consultá-las depois de construída com muita facilidade, sem necessidade de cálculos complexos. Nada tem a haver com "Espelho que revela a alma" ou "reflexo do ego transcendente". Nele estão contidos informações astronômicas que permitem ao astrólogo a rapidamente calcular um importante período da vida de um indivíduo.

Existem alguns problemas práticos para dominar este assunto:

1) é necessário conhecer o mínimo de Astronomia esférica para isto. Um estudo de sistemas de referência irá ajudar no caso, principalmente o horizontal. Como a Astronomia deixou de ser ensinada em muitas escolas, este se tornou um primeiro obstáculo.

2) A falta de didática. Os textos de direções primárias escritos, são dirigidos a alunos avançados de uns séculos atrás. Como os mesmos tinham uma razoável cultural geral, não necessitavam de muitas explicações básicas.

3) Os textos se tornaram raros. A maior parte deles estão esgotados ou fora de catálogo. A língua pode ajudar a complicar as coisas quando se descobre que a maioria esmagadora de textos está em Espanhol, Inglês e principalmente em Francês.

4) O cálculo . Este é um dos inimigos antigos das primárias. Mas posso lhes assegurar: estes dão menos trabalho do que imaginam. Hoje, desenvolvi algorítimos para computadores PC que resolvem o problema do tempo para calcular, mas entendê-los ainda é muito importante, inclusive para a interpretação.

Se dá o nome de "Diretas" ao movimento do céu nas primeiras horas posteriores ao nascimento. Por exclusão óbvia, deve-se entender "Conversas" por movimentos anteriores ao nascimento. Utiliza-se os nomes análogos em secundárias (que são extensões das primárias). Progredida, para os primeiros dias após o nascimento e pré-natais, para os dias imediatamente anteriores ao nascimento.

As direções mais importantes, se referem aos aspectos sobre o MC a Asc natais, bem como o Sol e Lua. As direções de planetas à planetas são consideradas de segunda classe em importância. Sempre se deve prestar mais atenção aos movimentos do Sol, da Lua e dos ângulos.

Qual seria então a hierarquia de interferência segundo os fundamentadores da Astrologia ?

1) Mapa Natal (Primeiros 4 minutos) 2) direções Primárias (primeiras 6 horas) 3) direções Secundárias (primeiros 90 dias) 4) Trânsitos (primeiros anos) 5) cartas complementares (Revolução Solar, Lunações , e trânsitos de disparos)

Direções primárias não são realmente um bicho tão assustador. São antes trabalhosas. São para pessoas que já estudam astrologia há muitos anos. Uma espécie de manjar do conhecimento Astrológico. Para se entendê-la de forma abrangente, incluindo-se os cálculos, bastam uns três meses com um bom professor que disponha de um planetário ou um soft de Astronomia e um bom material didático, ou seja alguém que conheça o caminho das pedras. Para estudá-la, é preciso ter alma de arqueólogo: colecionar obras raras, descobrir quem são os estudiosos do assunto e acima de tudo ter muita paciência. E os resultados ? Nenhum outro método é tão eficaz como elas. É só ler as opiniões dos grandes astrólogos do passado, e obviamente praticá-las. Logo se irá descobrir que sete cabeças são criadas mais pela ausência de informação do que pelo fato do tema ser exclusivo para iniciados.

"Os Mistérios tem como pai a incapacidade humana de preservar suas conquistas intelectuais e como mãe, a preguiça em desvendá-los".

13 de novembro de 2010

RODA ASTROTAROLÓGICA-CABALÌSTICA VI

Os Arcanos Maiores do Tarot ilustram, quando em sequência, a "Jornada do Herói", uma espécie de codificação mitológica que narra desde o ato da criação até a evolução humana ao Divino.


Além disso, os Arcanos Maiores trazem simbolismos não só no nome, mas nas ilustrações. Em geral, cada detalhe representa algo, um aspecto relacionado ao significado mais profundo da carta - que é usado para o autoconhecimento. Creio que seja por isso que muitas cartas de Tarot de versões diferentes conservam tantas semelhanças.

Os arcanos maiores do tarot, representam cada um, um caminho na árvore da vida (otz chiim). Já os arcanos menores representam as sefiroth. Por exemplo: os quatro setes do baralho representam quatro aspectos da sétima sefira (netzach).

Como o tarot, a cabala e o hermetismo são intrinsecamente interligados significado da carta invertida representa, nos arcanos maiores as qliphas e nos menores os túneis.

As "Qliphoth" são uma espécie de sefiroth invertidas (se as sefiroth são emanações da perfeição "de deus" as "Qliphoth" seriam o inverso disso). Tem um tópico neste blog sobre este assunto.

Todo ponto tem seu contra ponto. Toda luz tem sua sombra, para realçar o contraste.

Existe a árvore da vida e existe a árvore da morte.
Existe a cabala e existe a goecia.
Existem as sephiroth e existem as Qliphoth.
Existem os caminhos da sabedoria e existem os túneis da degeneração.

A “Árvore da vida” tem os 22 caminhos e as 10 sefiroth (os 32 caminhos da sabedoria) e a "Árvore da Morte" (a arvore da vida "invertida") possui os 22 túneis e 10 Qliphoth.

Todos os seres derivam do nome de DEUS, o "SHEMHAMPHORASH". Como vivemos em um mundo de dualidade, ele se desdobra em um feixe de luz e sombras, pois toda parte tem uma contra-parte oposta, gerando dessa forma 72 ANJOS e 72 DEMÔNIOS.

Na verdade, segundo a teoria das Leis Herméticas, esses 72 seres seriam um só, divididos em dois.

Esse nome de Deus, o SHEMHAMPHORASH é essencialmente um nome que se divide em dois aspectos:

- "LVX" (Árvore da Vida)
- "NOX" (Árvore da Morte)

Em LVX há 72 anjos e em NOX 72 demônios.

A Árvore da Vida é relacionada à Cabala e é representada pelas 10 Sephiroth (fluxos de energia) - Sephiroth é o plural de sephira

A Árvore da Morte é relacionada à goecia, e é representada pelas 10 Qliphoth.


A imagem em branco, é a representação da árvore da vida, cada um dos círculos é uma sephira, as linhas que os ligam são os caminhos (repare que são 22 linhas).

Veja que a árvore da vida reflete uma sombra atrás dela, formando uma figura idêntica, porém na cor preta. Essa é a representação de Nox, a árvore da Morte.

Cada um dos círculos da árvore é uma Qliphoth, e as linhas que os ligam são os túneis.

Cada carta do tarot, foi criada baseado nos caminhos da sabedoria da árvore da vida. As 22 cartas do tarot esquematizam a jornada do Louco em sua evolução, e cada uma delas foi feita para representar um caminho específico da Sabedoria. Some-se isso ao fato de que cada carta do Tarot equivale a uma letra especí¬fica do alfabeto hebraico.


Concluímos que, cada um dos 22 caminhos da sabedoria possui:

- um número que o identifica
- uma letra que o define.
- uma carta de tarot que o representa.

- Com o número o identificamos,
- Com a letra o diferenciamos,
- com a carta do tarot que o representa o interpretamos.

Para se entender o significado de cada caminho da sabedoria, basta interpretar a carta do tarot que ele representa. Eis a importância do Tarot e de seu estudo.

11 de novembro de 2010

O PLANETA REGENTE DO ANO


Essa determinação se baseia, segundo a tradição astrológica, na existência de ciclos de 36 anos governados por diferentes planetas.

O primeiro ciclo, acredita-se, foi governado por Saturno (ano 1 a 36), o segundo correspondeu a Vênus (ano 37 a 72), o terceiro a Júpiter (ano 73 a 108); o quarto a Mercúrio (de 109 a 144); o quinto a Marte (145 a 180); o sexto à Lua (de 181 a 216); o sétimo ao Sol (do ano 217 ao 252). O oitavo ciclo correspondeu novamente a Saturno depois do qual tornaram a se repetir as mesmas regências a cada ciclo de 36 anos, tal qual a ordem indicada anteriormente.

Assim, no século vinte, o ciclo de 1909 até 1944 foi regido por Marte; o ciclo da Lua começou com a entrada do sol no signo de Aries em março de 1945 e se estendeu até março de 1980, para em seguida dar lugar ao ciclo do Sol (1981-2016).

Tendo em mente essas informações vamos ver como se estabelece o regente do ano. O primeiro ano de cada ciclo é governado pelo regente do ciclo. Em seguida cada ano tem seu próprio regente segundo a seguinte ordem: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua.

Segundo essa teoria, a influência cíclica do planeta se estende através de todo ciclo; enquanto a influência do planeta regente anual vale somente durante o ano. Por isso, 1981 que inicia o ciclo solar de 36 anos tem como regente anual o mesmo Sol. De modo conseqüente, 1982 foi regido por Vênus; 1983 por Mercúrio e 2000, a partir de 21 de março, será regido por Júpiter.

Segundo essas concepções o planeta imprime sua característica ao ciclo e ao ano que rege. Desse modo:

-o ciclo de Saturno se caracteriza pela seriedade, pela frugalidade e pelo essencial;
-o de Júpiter pela religiosidade, o crescimento e a expansão;
-o de Vênus favorece a beleza, a harmonia e arte;
-o de Marte as competições, as lutas e as guerras;
-Mercúrio o comércio, as comunicações e as trocas intelectuais;
-a Lua os sentimentos, a mulher, o povo; e, finalmente,
-o Sol a inteligência, as grandes lideranças, a espiritualidade.
(Texto: Cid de Oliveira )

5 de outubro de 2010

RODA ASTROTAROLÓGICA-CABALÌSTICA V

LUA:
De acordo com este segmento configurado na análise do livro do esplendor, este arcano comumente chamado de “A Lua ” é representativo das “dificuldades”. Enquadra-se seu nome científico “crepúsculo” no sentido dado a esta misteriosa carta que vislumbra a condição sinistra e desfavorável com que o homem sem visão interior pode-se deparar, e no perigo oculto das trevas para aquele que falsamente se sustenta na matéria e nas suas paixões, sendo o ponto final do espírito totalmente materializado.


Nas sua manifestação evolutiva a letra TZADE que corresponde a uma inteligência ou espírito arquétipo da criação, simboliza o pensamento fixo em algum propósito, vontade, ordem, sugestão.

Neste mundo visível, regido pela divina sabedoria é que nesta letra hebréia se encontra uma ordem de anjos protetores, tendo como atributo divino o “Justo”.

O valor numérico é 90, seu significado hieroglífico, casa, ou teto: uma protege, outra limita astrologicamente este arcano.Quando escrita no último lugar o valor numérico da letra vale 700.

Corresponde ao signo aéreo de Aquário, aquele que torna uma decisão determinada, dominando sua emoções em prol do bom futuro. Seu governante é Saturno, o maléfico das energias concentradas, onde o esforço de uma nova era se sustenta na influencia de Urano (aquele que produz as mudanças positivas).

Estes dois planetas tem influência definida sobre os seres humanos, sendo que, se a fatalidade nos reserva o futuro, a vontade individual pode modificar o que ela preparou através da força oposta, a Providência Divina.

Dentro da quadriplicidade deste arcano maior se encontram os seguintes arcanos menores:

- o cavaleiro de espadas ou ar de numero 53 e
- os arcanos menores 3-6-9 do mesmo naipe, que corresponde aos seguintes números de arcanas menores: 57/60/-63.

O caminho da árvore é o 12 (10 de esfera mais 2 na ordem numérica alfabética).

Entre o caminho de BINHAH e GEBURAH foram criados a Deglutição, o Esôfago e a Sombra. Este caminho de coloração laranja no mundo material.

Encontra-se situado entre as esferas 1 e 5, sendo da luz e da imagem da magnificência e o lugar onde precedem as visões.

Quando pronunciado o nome sagrado e mentalizada sua coloração no caminho 18 , atua na pituitária posterior.

Aquário 21/1 a 19/2 - Ar Significado do Arcano Maior
Individualista / rígido (18) Dificuldade / Problemas Físicos
Livre / solitário
Saturno (antigo regente) Significado do Arcano Menor
Resistência (57)3 de espadas – deglutição - sufoco
Urano ( novo regente ) (60) 6 de espadas – esôfago / obstáculos
Inovação (63) 9 de espadas – sombra / perigo oculto
Cavaleiro de Espada ( 53 )
Imposição / Inesperado

SOL:
A décima nona carta do tarô é comumente chamada do “Sol” e representa o nome científico “Luz resplandecente”.


Este arcano representativo da “felicidade” ao mundo não contaminado pela queda, aquele que através das descobertas obtém a felicidade do casamento com o bem, a iluminação.

Deixa de ser a luz refletida do arcano anterior e passa a ser a luz criadora de Deus que se espalha no mundo dos elementos, no corpo dos homens e no reino mineral.

Transcendência evolutiva depositada na sabedoria do escolher da vida e no ouro dos filósofos é a verdadeira pedra filosofal.

Na evolução, este Arcano se exprime no caráter da letra KOPH que simboliza o “instrumento cortante ou machado” aquele que divide o mundo material da queda do mundo da ascensão, esta letra simboliza a compreensão, a arma, a voz, a lei.

Seu valor numérico no plano da encarnação 29 ( dez de esfera mais dezenove de ordem alfabética ) é quando escrita em ultimo lugar vale 500.

Astrologicamente este arcano está abaixo do signo de peixes, signo aquático que corresponde à substância astral, aquele que influencia, desprende-se das dependências do passado, objetivando o futuro.

Seu governante planetário é Júpiter aquele que com a confiança e a crença se associa a algo maior que o eu.

Na nova era seu regente é Netuno,que impulsiona o ser a livrar-se das limitações do próprio eu e do mundo material, necessitando libertar-se e sentir-se unido em fusão completa com o todo. O caminho pelos quais podem os homens chegar aos centros ocultos se fundamenta na Inteligência natural dos arcanos e a perfeição da natureza.

O fundamento da santidade está situado entre a esfera vencedora da morte NETZACH (7) e MALKUTH (10) esfera do Reino da Natureza Sua colocação no transito é verde esmeralda.

Este arcano enquadra dentro de sua quadriplicidade o Cavalheiro de Copas e também os arcanos menores 3,6 e 9 de copas, correspondente aos Arcanos Menores 71,74,77, do elemento água. Nestes arcanos são criados o Riso,o Baço do Corpo e da Luz.

Quando pronunciado o nome divino atua sob o sistema locomotor do lado esquerdo, sua cor é o vermelho púrpura.

Esta carta fecha o círculo externo das clavículas zodiacais de Salomão correspondentes às doze letras simples do alfabeto hebraico.

A partir deste Arcano teremos os sete arcanos planetários fundamentados das sete letras “duplas” do alfabeto. Esta denominação do ponto de vista etimológico é devido a sua pronuncia dupla.

A consideração esotérica das influências planetárias são polarizadas em virtudes ou defeitos, exemplo disto é Júpiter e sua benevolência positiva e seu orgulho negativo.

Peixes 20/2 a 21/3 – Água Significado do Arcano Maior
Bondoso / Manso (19) felicidade / Casamento

Júpiter ( antigo regente ) Significado dos Arcanos Menores
Confiante / Direito (71) 3 de copas – Riso / Falsas Ilusões
Urano ( novo regente ) (74) 6 de copas – Baço / Lembranças
(77) 9 de copas – Luz / Desejo de Fugir
Cavalheiro de Copas (67)
Nova Amizade / Abuso de Confiança

Este vigésimo Arcano maior comumente chamado “O Julgamento” e cientificamente de Juízo Final , onde a espada de dois gumes dá a vida a quem se torna espada ; ou a morte, a quem não entra em sua justiça. Cada ser deverá um dia medir forças com ela, nisto consiste o julgamento.

Os significados nos planos do Arquétipo, do homem e da natureza são; “o movimento”, “a respiração” e o” reino vegetal”.

Este arcano impera a letra RESCH que significa hieroglificamente “A cabeça do homem”. Cabeça que contém a unidade psíquica, a faculdade de escolha, do pensar, de sentir, de querer e dos sentidos neurológicos.


Vejam que o estado vegetativo de um ser humano resume-se basicamente em perder a cabeça, os seus sentidos neurológicos e seus movimentos periféricos; face do julgamento no poder que nos impulsiona para o caminho da evolução, das lições cármicas aprendidas no tempo e da transcendência, fonte de atração divina. Este é um dos caminhos do retorno é da transformação astral.

O regente planetário deste arcano é “Saturno”, o planeta maléfico, aquele que por seu próprio impulso precisa defender sua estrutura e a integridade do Eu, sendo responsável em seu disciplinado esforço da aceitação, dos deveres em sua rigidez e frieza.

Esta letra com valor numérico de 200 foi criada por Ele no plano cósmico, predominando em sua combinação uma com a outra (isto é próprio da emanação de todas as letras da primeira (IOD) criou a Paz, o Sexto dia do ano e a Narina esquerda do ser humano.

O caminho na árvore da vida é 30, sua coloração é laranja, encontrando-se situado entre as esferas 8 (HOD), esfera da glória e repouso e 9 (YESOD), esfera do fundamento e fecundação.

Este trigésimo caminho é chamado Inteligência coletiva. Desta é que se fazem as análises astrológicas e suas especulações.

Quando devidamente observada a posição da árvore no corpo humano, este caminho percorrido no nome e cor atua na cura do sistema reprodutor especificamente a vesícula seminal, o ureter, o testículo e o ovário direito.

A letra hebraica do Arcano é ”RESCH”, seu peso numerológico é 200 e na representação dos sentidos material e espiritual.

A vigésima segunda carta do tarô em forma seqüencial, já que sua antecessora não tinha peso numérico por ser o Louco, o 0 (zero), representa o ponto mais elevado de todo o ar. Este grande arcano comumente chamado “O Mundo.

” O símbolo de Deus e a criação, representação absoluta do macrocosmos e do microssomos No macro com os quatro elementos da natureza e suas derivantes fogo-água, terra e ar.

“A coroa dos magos” nome científico desta carta se revela pela mais alta elevação que se obtém através das honras e o êxito da suprema fortuna, na graça e na reciprocidade.


Mas quando consultado o livro da criação, criou a letra e fez predominar a beleza e quando a coroou e combinou uma com a outra formou Júpiter no mundo. É o sétimo dia do ano. Claro que para os cristãos este dia seria o Domingo, mas para a tradição judaica (precedente a cristã), esse dia é o sábado.

Este sétimo dia da criação se confirma na língua portuguesa que certamente chama domingo ao primeiro dia e segundo dia, a “Segunda feira”. Comumente o espanhol considera o domingo o dia do descanso e do culto, o último dia no mundo ocidental, seu calendário reserva o primeiro dia lavoral ao (Lunes – Segunda feira – Monday). A Tradição cristã impera no dia a dia, mais não é a lógica demonstrando cabalisticamente seu erro numérico.

A letra hebraica do Arcano “TAV” é última do alfabeto, seu peso numerológico é 400 e na representação dos sentido material e espiritual da lógica língua de Moises. Significa a Abundancia, Proteção e a Cruz, o sinal dos sinais.

O símbolo é Júpiter, planeta da expansão e da benevolência, da confiança e da fé num poder superior.

Em alguns tratados herméticos este arcano tem a representação astrológica do sol, mais quando consultado o livro da criação Ele criou a letra a fez predominar na beleza e quando a corou e combinou uma com a outra formou Júpiter, no mundo o sétimo dia do ano e a vida do seu humano.

O caminho cabalístico deste arcano é 32 (10 de esfera e 22 de carta) corresponde a uma ordem de espíritos ou Inteligência adjuvantes dirigindo todas as operações e divisões dos sete planetas.

Quando devidamente mentalizado atua no sistema reprodutor , na medula sacra, ventre, bexiga, próstata, útero, anus, uretra (pênis-vagina) ilíaco.

Sua coloração vermelha escarlate e em conjunto com o pronunciamento do nome divino produz o milagre da cura nos centros emocionais e órgãos sexuais, este caminho encontra-se entre as sephira de YESOD (9) esfera do justo fundamento e MALKUTH (10) esfera da soberania do reino.
(Texto de Juan Carlos Cruz)

3 de outubro de 2010

CONSTELAÇÕES: ANDROMEDA



Em 1930, a União Astronômica Internacional dividiu o céu em 88 constelações com fronteiras precisas. Desta forma, cada direção no céu pertence necessariamente a uma (e apenas uma) delas. As novas contelações foram definidas e batizadas, sempre que possível, seguindo a tradição proveniente da Grécia antiga, e seus nomes oficiais são sempre em latim.

Cada Constelação possui suas próprias características, lendas em diversos países e estrelas principais com atribuições de sorte ou azar.

As Constelações são:
- Andromeda
- Antlia, a máquina pneumática
- Apus, a ave-do-paraíso
- Aquarius, aquário, o carregador de água
- Aquila, a águia
- Ara, o altar
- Aries, o carneiro
- Auriga, o cocheiro
- Bootes, o boieiro
- Caelum, o cinzel
- Camelopardalis, a girafa
- Cancer, o caranguejo
- Canes Venatici, os cães de caça
- Canis Major, o cão maior
- Canis Minor, o cão menor
- Capricornus, capricórnio, a cabra do mar
- Carina, a carena (ou quilha) do navio
- Cassiopeia
- Centaurus, o centauro
- Cepheus
- Cetus, a baleia
- Chamaeleon, o camaleão
- Circinus, o compasso
- Columba, a pomba


ANDROMEDA é uma constelação do hemisfério celestial norte. As três estrelas mais brilhantes dessa constelação boreal são Sirrah (alfa) e Mirach (beta), de magnitude aparente 2,06, e Almak (gama), de magnitude aparente 2,26. Estão quase em linha reta e eqüidistantes e encontram-se no prolongamento do quadrado de Pégaso. O objeto mais distante visível a olho nu, a Galáxia de Andrômeda (M31 ou NGC224), encontra-se na área dessa constelação.

Lendas:
Talvez o mais duradouro de todos os mitos gregos seja a história de Perseu e Andrômeda. a Andrômeda era bonita, a filha do patético rei Cepheus da Etiópia e da vaidosa rainha Cassiopeia , cuja ostentação não conhecia limites.

Os infortúnios de Andrômeda começaram, um dia, quando sua mãe alegou que ela era mais bonita do que as Nereidas, um grupo particularmente atraente de ninfas do mar. As Nereidas afrontadas decidiram que a vaidade de Cassiopeia tinha, finalmente, ido longe demais e pediram a Poseidon, o deus do mar, para lhe ensinar uma lição.


Poseidon enviou um monstro terrível (alguns ainda dizem uma inundação) para assolar a costa do território do rei Cepheus. Consternado com a destruição, seus súditos clamam por ação, cercado Cepheus recorreu ao Oráculo de Amon, buscando uma solução. Foi-lhe dito que deveria sacrificar sua filha virgem para aplacar o monstro.
Daí a culpada Andrômeda veio a ser acorrentado a um rochedo para expiar os pecados de sua mãe, que assistiu da margem com remorso.

O local deste evento é dito como a costa do Mediterrâneo em Jope (Jaffa), a moderna Tel-Aviv. Andrômeda estava amarrada no penhasco sobre as ondas, pálida de terror e chorando por seu final iminente. O herói Perseu surgiu oriundo da batalha contra a Górgona, e conseqüentemente a sua decapitação. Seu coração foi cativado pela visão da beleza frágil em perigo.

O poeta romano Ovídio nos diz em seu livro Metamorfoses que Perseu na primeira vez que a viu quase a confundiu com uma estátua de mármore. Só o vento despenteando os cabelos e as lágrimas quentes em seu rosto mostrava-lo que ela era humana. Perseu perguntou o nome dela e porque ela estava acorrentada. Andrômeda assustada, totalmente diferente em caráter de sua mãe vaidosa, não respondeu de primeira, ainda que à espera de uma morte horrível na boca do monstro. Ela teria escondido o rosto com modéstia em suas mãos, se não estivessem acorrentadas na rocha.


Perseu persistiu em seu interrogatório. Eventualmente, com medo de que seu silêncio pudesse ser interpretado como culpa, ela contou sua história a Perseu, mas rompeu com um grito quando viu o monstro através das ondas em sua direção. Perseu pede educadamente permissão para os pais de Andrômeda por sua mão. Logo, ele investe contra o monstro, matando-o com sua espada, libertou a menina desmaiada sob os aplausos entusiasmados dos espectadores e reclamou-a como sua noiva. Andrômeda, mais tarde, deu seis filhos a Perseu, incluindo Perses, antepassado dos persas, e Gorgophonte, pai de Tíndaro, rei de Esparta.

Diz-se que a deusa grega Atena colocou a imagem de Andrômeda entre as estrelas, onde ela se encontra entre Perseus e sua mãe, Cassiopeia. Apenas a constelação de Pisces, os peixes, a separa do monstro marinho, Cetus.

Sua cabeça é marcada pela magnitude da segunda estrela Alfa Andromedae, inicialmente compartilhada com o vizinho Pegasus. “De fato, no Almagesto, Ptolomeu listou essa estrela não em Andrômeda, mas sim em Pegasus, onde marcara o umbigo do cavalo, todavia ele admitiu que fosse “comum” listá-la na cabeça de Andrômeda”. A estrela é agora atribuída exclusivamente a Andrômeda, mas os ecos de sua dupla identidade vivem em seus dois nomes alternativos – Alpheratz Sirrah que vêm, respectivamente, do árabe al-faras, que significa “o cavalo”, e surrat, que significa “umbigo”.

A cintura da menina é marcada pela estrela Beta Andromedae, também chamado de Mirach, uma corruptela de al-mi’zar significado em árabe “o cinto” ou “tanga”. Ptolomeu a descreveu como “a mais meridional das três estrelas sobre o cinto”.

Seu pé esquerdo é marcado por Gamma Andromedae, cujo nome é escrito de diversas maneiras, Almach, Almaak ou Alamak, a partir da al-’anaq , referindo-se ao lince do deserto ou caracal que os árabes antigos visualizam aqui. Através de pequenos telescópios esta é uma bela estrela de cores contrastantes – amarelo e azul. A estrela descrita por Ptolomeu como estando no pé direito Andrômeda, agora está dentro das fronteiras modernas de Perseu, onde é conhecida como Phi Persei.


O objeto mais célebre na constelação é a grande galáxia espiral M31, posicionada no quadril direito de Andrômeda, onde é visível como um borrão alongado a olho nu em noites claras. M31 é uma galáxia espiral como a Via Láctea. A uma distância de cerca de 2,5 milhões de anos-luz, a Galáxia de Andrômeda é o mais distante objeto visível a olho nu. A descoberta deste objeto é atribuída ao astrônomo árabe al-Sufi.

Associações chinesas:
No sistema de constelações chinês, a forma de fenda formada por Beta, Mu, Nu, Pi, Delta, Epsilon, Zeta e Eta Andromedae, junto com outras estrelas ao longo da fronteira em Peixes, foi chamado de Kui, o mesmo nome também foi dado à décima quinta mansão lunar.O significado de Kui é um pouco intrigante. De acordo com uma interpretação, é “fazer com as pernas ou os pés”, possivelmente porque sua forma lembra aquela de um pé ou sandália (ou talvez sejam as pernas ou as patas traseiras do Tigre Branco). Alternativamente, também foi visto como um javali.

Gamma Andromedae e as dez estrelas próximas (incluindo Beta, Gamma e Delta Trianguli) eram conhecidas como Tianda jiangjun, representando o grande general dos céus e seus dez oficiais subordinados.Alpha Andromedae foi juntado com Gamma Pegasi para formar Bi, a parede leste do palácio do imperador, também pode representar a biblioteca privada do imperador.

Dez estrelas no norte e no centro de Andrômeda formam Tianjiu, um estábulo para os cavaleiros trocarem os cavalos em uma rota de correio a cavalo, mas a identificação das estrelas é incerta. Outras estrelas de Andrômeda ocidental eram parte de Tengshe, uma cobra ou serpente, que foi centrada em Lacerta.

29 de setembro de 2010

CASAS ASTROLÓGICAS


No primeiro nível da Astrologia, estão as casas astrológicas, que são linhas imaginárias que partem da terra, dividindo o céu em doze fatias. Cada uma destas partes representa um aspecto prático da vida. Confira o significado de cada uma delas.

AS - Ascendente - Impulso de Orientação, a "Aurora"

CASA I - Ser - Temperamento e Comportamento
CASA II - Ter e Fazer - Dinheiro e Segurança
CASA III - Aprender - Primeiros Estudos e Cotidiano

IC - Fundo do Céu - Impulso de Fundamentação "Nadir"

CASA IV - Sentir e Sonhar - Família e Lar
CASA V - Prazer - Criação e Filhos
CASA VI - Trabalhar - Direitos/Deveres e Saúde

DS - Descendente - Impulso de Complementação "Crepúsculo"

CASA VII - Associar - Casamento e Sociedades
CASA VIII - Transformar - Perdas e Heranças
CASA IX - Refinar - Filosofia e Religião

MC - Meio do Céu - Impulso de realização "Zênite"

CASA X - Aperfeiçoar - Profissão e Aprimoramento
CASA XI - Libertar (se) - Amigos e Potencialidades
CASA XII - Doar - Sacrifício e Caridade

CASA 1
Este é o primeiro setor prático da sua vida analisado pela astrologia, onde está simbolizado o seu TEMPERAMENTO e COMPORTAMENTO. O primeiro espaço do seu mapa fala do seu EU, do que é SER alguém neste mundo para você. Os planetas que estiverem nesta casa (se houver algum planeta) vão simbolizar quais os aspectos emocionais que atuam na sua personalidade; o signo ou os signos que passarem por ela indicam em qual conceito o seu temperamento se abastece, sendo o primeiro dos signos o mais marcante.

A primeira casa astrológica traz o sentimento básico do "eu existo" e o desejo de entrar na vida com o impulso de conquistar, com auto-afirmação e iniciativa. É aqui que podemos ler os símbolos relacionados à natureza da alma de uma pessoa, representados pelos planetas e pelo signo que estão nesta casa.

Tratando da sua identidade, a casa 1 está ligada ao "eu sou " e ao sentimento interno da existência. Ela representa a aventura que travamos em busca de nós mesmos e da nossa própria vida, no momento em que passamos a nos entender enquanto seres independentes.

Se a sua relação com você mesmo e a sua auto-estima não estiverem bem, por exemplo, o problema pode ser identificado em seu mapa astrológico dentro deste setor prático, através da posição de algum planeta ou de um aspecto vindo de outros setores da carta celeste. O trabalho da Astrologia é orientar em relação às formas de você aumentar os potenciais do seu temperamento, que estão simbolizados nesta casa, e superar as dificuldades. Como cada pessoa e única, a resposta para estas questões não pode ser generalizada.

O signo Ascendente é o início da casa 1.

CASA 2
Neste setor prático está simbolizada a forma como você lida com os bens materiais. É a casa do TER e do FAZER. É nela que se podem analisar quais as formas, trunfos e dificuldades que você possui para adquirir dinheiro, segurança material e também como você costuma aproveitar os bens que conquistou. Os planetas que estiverem na casa 2 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo) , falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

A casa II não se resume apenas a ganhos no sentido concreto e tangível, há muito mais a ser analisado. Nessa segunda etapa prática da vida, vamos construir nosso ganho, nossa segurança emocional. O Planeta que estiver ali, sinalizará a maneira com a qual vamos concretizar essa segurança.

Touro, o signo natural relacionado à Casa II, vai nos falar de como concretizar e objetivar a emoção, para assim, construirmos um patrimônio emocional, fazermos uma reserva, um estoque para os momentos de tempestades. Estamos falando da questão do apoio, da muleta, do abrigo em meio aos intempéries da vida.

O mundo é inseguro, um foco de tempestades. Encarnados neste planeta, sentimos sede, fome, sono. No físico, emocional, sentimos desgostos, tristeza e dor. Temos que nos abrigar! No caso do sono, um teto; no caso da sede, uma fonte de água.

Ao longo da vida vamos vendo o que pode ser feito, como podemos construir esse abrigo emocional, além do nosso abrigo físico, pois essa Casa é a da feitura emocional, nossa segurança em nível material. Precisamos nos abrigar para poder responder a tudo isso, mesmo que não se trate de uma riqueza, de uma opulência, mas de um mínimo onde ela teria que acontecer.

Às vezes, fazemos esforço emocional para ou por alguém. Pode ser que você tenha reservas suficientes e isso seja bom, mas se você sente uma fadiga emocional, então está gastando o que não tem. Não se deve fazer essa extravagância, pois mais tarde vai sentir falta. É hora de perceber o porquê de bancarmos "o bonzinho", o que estamos querendo ganhar com isso, que forma de "segurança" estamos construindo para nós mesmos, com esse tipo de comportamento.

A Segunda Casa representa aquilo que constitui a nossa segurança. Assim como existe uma poupança no físico, existe também o patrimônio emocional. O Planeta que estiver presente na Casa II vai nos dizer como construir esse abrigo. Seguem alguns exemplos:

Vênus - ela vai nos falar de uma feitura ligada à arte, com sensibilidade e emoção. Buscar, ver e descobrir o agradável numa relação, responder ao outro de forma agradável. Essa reciprocidade vai representar uma poupança emocional. As pessoas que têm Vênus nessa posição rodeiam-se com tudo que acham de bom gosto, elas têm bons olhos para a beleza física e material.

Marte - colocado nessa posição, pede agressividade e atos audaciosos visando conseguir dinheiro. Esse posicionamento pode ser contraproducente se suas maneiras são rápidas demais, querendo aproveitar de forma desejosa e ansiosa, o mundo material e o reino dos sentidos.

Palas - caso seja este planeta que estiver na Casa II, significa que para adquirir esta segurança, se estabelece uma luta. Tudo é tramado, tudo leva tempo, há uma guerra justa para que seja aumentado o seu patrimônio emocional.

Júpiter - geralmente há sucesso no campo material. A segurança para alguns pode estar ligada mais ao aspecto financeiro, enquanto que para outros pode significar possuir maiores conhecimentos ou crenças religiosas.

CASA 3
O terceiro setor prático do seu mapa fala do que você primeiro precisa APRENDER para seguir o seu percurso pela vida: como você troca informações, aprende com os que estão próximos de você... É nesta casa que dá também para avaliar a sua relação com seus irmãos, vizinhos e colegas. Os planetas que estiverem na casa 3 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos.

É difícil saber a hora de falar e de calar, a forma de dizer e também, dominar a arte de ouvir os outros e compreendê-los. Na Astrologia, Mercúrio simboliza a nossa capacidade de comunicação, as dificuldades e facilidades que temos de entrar em contato e aprender com as pessoas que passam por nossa vida. Será que você tem consciência de como anda administrando este setor da sua psique? Confira com a astróloga Graça Carvalho

MERCÚRIO:
Elemento : Ar ;
Polaridade : Masculina, positiva;
Eixo: Gêmeos/Sagitário;

Ritmo: Mutável. Casa III - Gêmeos ;
A trilogia de ar: Gêmeos, Libra e Aquário;

A energia do Ar é muito importante, corresponde à energia mental, do pensamento. As questões relativas ao ar se incluem na esfera da comunicação, dos relacionamentos, conhecimento, das idéias, da capacidade verbal, harmonia e da reconciliação entre os opostos. No mito, ele é Hermes e Mercúrio. É Hermafrodita, une os dois sexos em uma só energia, isto é, reúne partes que aparentemente estão separadas, mas que se complementam e se juntas, formam um Todo indivisível.

O primeiro contato com o elemento Ar nos leva a verificar a natureza de nossa comunicação, a aprendermos a nos integrar com as pessoas. Este será um tempo para nos dedicarmos a aprender mais sobre nós mesmos e aos contatos emocionais, que são os temas do Planeta Mercúrio.

Mercúrio é aquela energia que sentimos como a curiosidade, o interesse pelo aprendizado, o comércio, a oratória, enfim, toda essa energia que nos move para o "encontro" com o outro ou com os outros. Quanto mais cedo, melhor para aprendermos a observar o nosso movimento, o vai e vem que é peculiar àqueles que têm um Mercúrio em posição forte no Mapa e ficarmos atentos ao perigo de colisão que esta rapidez provoca, gerado por uma falta de sinalização. Essa energia de Mercúrio pode ser tão forte para alguns, fazendo até mesmo mudar de assunto durante uma conversa que o outro nem percebe e não entende mais nada. Ou, bons falantes, conversando horas sobre um assunto que acabaram de ouvir e nem sequer sabem do que se trata.

Um Mercúrio forte no Mapa nem sempre significa uma mente lógica, analítica, pensamentos organizados. Muitas vezes, quando por exemplo um Mercúrio na Casa I em trígono com Urano na Casa V, pode dar uma procissão de idéias, bastante criatividade, pensamento ágil, raciocínio veloz, mas também, bastante errática.

É importante verificar se nós estamos circulando ou atropelando, traumatizando. Vamos verificar com quem estamos falando, se estamos dando atenção ao que os outros falam. O que será que estamos derrubando nos outros? Será que não colocamos carga emocional demais? É através da observação que podemos tentar melhorar o contato.

Como é que eu faço o contato emocional? Que tipo de relação é gerada quando eu faço contato emocional com o outro, como eu estou equilibrando essa relação de ensinar e aprender, do ouvir e do falar, do viver. Essa relação tem que ser equilibrada, se fizer uma coisa a mais que a outra, desequilibra. Por isso, Gêmeos (regido por Mercúrio) é representado por duas colunas abraçadas e o mito conta a história de dois irmãos inseparáveis, Castor (mortal) e Pólux (imortal)*. Devemos estar atentos às duas situações comuns na energia mercurial: se é com muita força, com carinho, com criatividade ou com austeridade.

Entretanto, em termos de energia, mesmo sem saber especificamente qual a posição de Mercúrio em seu Mapa, você pode observar qual é a forma de circular e se comunicar, a maneira como você expressa esse planeta, como ele atua em você. É só observar que logo saberá. O objetivo do elemento ar e especificamente de Mercúrio é o da comunicação, do contato emocional. O que temos que observar é a forma como cada um entra em contato com as pessoas em nível de emoção. Com que carga emocional eu me aproximo das pessoas, de que forma eu me comunico melhor, que fator emocional interfere em minha qualidade de relacionamento? E como a Casa III (natural do signo de Gêmeos e do planeta Mercúrio) tem a ver com aprendizado, teremos que aprender e melhorar com essa circulação, porque não estamos sós em nível emocional.

CASA 4
A família é algo fundamental para o alicerce da sua vida emocional, mesmo que você já tenha saído da infância ou da adolescência. Saiba do que você precisa para lidar melhor com as suas raízes e construir o seu Lar de forma harmoniosa, através do significado da quarta casa astrológica.

O que deixa você em baixo astral? Você já parou para observar os seus altos e baixos? O que faz você mudar de humor? Qual a sua reserva emocional? O que lhe desencanta? Você é muito "desencantado" e está sempre confundindo as coisas? Já se perguntou o que realmente lhe encanta nessa vida? Essas observações fazem com que a gente se conheça melhor, fundamentando nossos sentimentos.

O setor do seu mapa do Céu que pode responder a estas perguntas é a Casa IV (leia sobre as casas astrológicas). Mesmo que você não tenha Mapa, não é difícil perceber, em seu cotidiano o que lhe faz perder a terra em nível emocional, o que lhe deixa em baixo astral, naquele mal estar que "fingimos" não saber o que é para não termos que encarar. E, principalmente, quando o assunto é família.

A Casa IV tem várias aplicações, além do psicológico, é a parte incontrolável dentro de nós mesmos. Normalmente as energias, mesmo conhecidas, são descontroladas, porque estão na Casa da meia noite e não recebem luz. Para entrar nesse reino, só através do sentir e do sonhar.

Observe como cuida de você mesmo: sente-se enraizado? Como se sente em relação à família? Raivoso, irado, magoado, carente? E o que você tem feito em relação a isso? Ou anda tão ocupado e preocupado com a carreira e os compromissos e passa a maior parte do tempo longe do lar? Às vezes estamos tão identificados com nossas atividades, com aquilo que vemos, que esquecemos de ver a nós mesmos, à nossa família.

A Casa IV representa aquele local que nós vamos quando estamos sozinhos, dentro de nós mesmos. Uma questão importante na casa IV é o ambiente em que vivemos. Que tipo de atmosfera criamos em nosso lar, o que atraimos para nós nesse ambiente, onde nos identificamos com ele. Essa ambientação só acontecerá realmente quando o "astral" estiver muito bom dentro da sua casa e ela for realmente um Lar, aqui significando família. A família é que torna possível essa ambientação, dentro desse plano se desenvolvem coisas que são necessárias, certas imagens fundamentais, por isso a família é muito importante no desenvolvimento de uma pessoa. Mesmo a pessoa estando independente, morando em outra cidade, haverá sempre alguma coisa para ser visto junto da família.

Este é o setor que simboliza o SENTIR e o SONHAR. É aqui que podemos ver a sua relação com a sua família, com o seu lar. Além das suas raízes emocionais, que estão em sua infância, na casa quatro você pode analisar onde e de que natureza é os "fantasmas" que foram gerados em seu passado. Os planetas que estiverem na casa 4 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

CASA 5
Todos precisam da alegria para viver bem. Você tem concentrado as suas energias para fazer com que seus dias sejam mais felizes? A sua capacidade de brincar, divertir-se, estar alegre e criar é analisada na Astrologia através da sua Casa V. É nela também que você pode conhecer o que te dá prazer e como são as suas criações. Confira com a astróloga Graça Carvalho.

A Quinta Casa Astrológica, relacionada ao signo de Leão e ao elemento Fogo, é o setor prático da sua vida. Nela você pode descobrir como tem curtido os seus dias, como "gosta emocionalmente" e reage quando encontra algo com que tem afinidade. Determinadas coisas na sua vida são capazes de produzir com você uma relação na qual existe um mútuo reconhecimento, onde as duas naturezas se absorvem, se enchem, se plenificam.

Todas as questões do seu prazer e da alegria podem ser vistas na Casa V. A alegria é algo de grande importância em qualquer parte da vida a nível emocional, já que quando você realiza algo com ela, o resultado é muito superior ao alcançado se a situação fosse inversa. A técnica empregada para realizar aquela atividade é diferente, há diferença no objetivo e termina havendo uma diferença de conseqüência. Você pode fazer muito para se dar um pouquinho mais de alegria. Basta um pouquinho a mais de prazer para que novos caminhos sejam abertos, tornem-se mais livres, desimpedidos. Com alegria, as coisas se esquentam e despertam.

Quando entramos frios nas situações, as coisas também estão de alguma maneira um pouco congeladas. A alegria é a capacidade de tirá-las do gelo e fazer com que adquiram uma velocidade toda especial. São nestes momentos que temos a impressão de que aquilo tudo está sorrindo. Você sabe a partir de quê, as coisas estão sorrindo para você e estão lhe alegrando?

Na casa cinco, a Astrologia analisa o que você precisa para viver alegre e com prazer. É aqui também que estão simbolizados os namoros e as diversões. Mas todo prazer deve produzir bons frutos: os filhos - tanto os de sangue quanto aqueles que nascem de suas idéias, como um livro ou um projeto - também são departamento da 5. Os planetas que estiverem nesta casa mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

Antes de chegar a essa verdadeira alegria, você precisa pensar também como é que anda centralizando as coisas emocionalmente, como você é capaz de brilhar. Se você centraliza a sua força, por exemplo, que é a energia representada por Marte, aquilo vai oferecer um prazer lhe tornando um herói. Aqui estamos discutindo a questão fundamental do sorriso, da alegria e do prazer e isso não é uma coisa achada, é algo que temos que nos carregar para poder atingir. Temos que considerar que existe uma cota de alegria que acontece ao acaso, tudo bem, que seja bem vinda. Mas existe a cota que é do nosso caso, o que "eu" posso fazer. É a história da centralização, eu tenho que centralizar algo, pois com essa cota, eu vou ter chance de obter aquela alegria.

Quando algo está no centro, a possibilidade de cair e se perder é bem menor do que aquela que está na beiradinha. Então, como você está centralizando suas energias em prol de uma vida mais alegre e mais saudável? Você está sabendo colocar no centro essas energias? Você está se concentrando em determinadas coisas que são importantes para o seu sorriso? Nas coisas que você gosta, com as pessoas que gosta, com as situações que podem lhe dar prazer? Como você centraliza isso, será que deixa de investir o necessário, ou entra em excesso? Temos que ter uma medida para que essa energia seja impulsionada e permita que as coisas aconteçam com prazer. Todos os signos de Fogo impulsionam: Aries, o primeiro, impulsiona pela própria natureza; o segundo de Fogo, Leão, impulsiona pelo prazer e Sagitário, o terceiro de Fogo, pela sabedoria. Os signos de Fogo são energias que arrastam e entusiasmam.

Exemplos: Quem tem Urano na Casa V, deve jogar o jogo emocional do prazer - o jogo de fazer o que gosta - brincar com a vida (no bom sentido), de forma infinita, significativa, porém, diferente. Esta pessoa brinca de inventar, sempre inventando alguma coisa, porque Urano é o inventor, é o criador. Para que a pessoa entre e participe desta festa, tem que ter um sentido, tem que ter um significado e naquele significado, ela tem que se sentir livre para poder criar.

CASA 6
Durante a sua vida, é preciso manter sempre a "casa" limpa, jogar fora todas as impurezas materiais e emocionais que andam obstruindo o seu caminho. A única forma de realizar esta tarefa é através do trabalho. O setor prático da Astrologia que analisa os seus potenciais e dificuldades nesta área é a Casa VI (leia mais sobre as casas astrológicas). Confira, com a astróloga Graça Carvalho, como realizar melhor esta faxina diária e livrar-se das impurezas que se acumulam durante a vida.

É nesta área do mapa que a Astrologia analisa o seu TRABALHO e sua saúde física. É o ponto de "limpeza" da sua vida, onde você precisa liberar todas as toxinas que contaminam a sua psique. Na casa seis está simbolizado o seu trabalho cotidiano, aquele que, com suor, você precisa realizar para limpar-se. Os planetas que estiverem na 6 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

A sexta casa do zodíaco, regida por Ceres, é a limpeza e a saúde. Todas as sujeiras acumuladas em relação ao seu comportamento, seus ganhos, estudos, família e prazeres são "varridas" para a Casa VI, onde serão eliminadas. Como analogia, pode-se dizer que a casa VI é o "intestino" do mapa. Tudo na vida necessita de organização e reciclagem para que se consiga resultados práticos.

Enquanto na Casa IV descobrimos nossa discreta identidade, na V nos revelamos, na VI temos uma relação direta com trabalho e a saúde. É nela que descrevemos nossa atitude em situações que comandamos ou que somos comandados. É nesse setor que escolhemos um trabalho para ser feito de maneira sincera e metódica, que funciona como um meio de cura para o egocentrismo e o egoísmo presente em nós.

A escolha do método a ser empregado é de extrema importância, para que os objetivos sejam alcançados de uma maneira mais consistente, rápida e integral. A ordenação dos procedimentos é algo predisposto na natureza.

Esta procura de uma metodologia para o trabalho também deve existir em relação ao emocional. Temos que aprender a botar para fora tudo o que não nos serve emocionalmente, da mesma forma que fazemos no sentido fisiológico. Saber se livrar deste dejetos é fundamental para uma melhor saúde.

No zodíaco, as casas práticas são a II, a VI e a X. Elas determinam a importância do uso de um método para a resolução de problemas imediatos. A Casa VI, especificamente, trata das coisas práticas que podemos fazer em relação às nossas emoções.

O início de qualquer limpeza mais profunda é uma grande faxina para desobstruir todas as saídas. Sabemos que se pintarmos todo o corpo com uma tinta, morreremos de intoxicação, porque os poros são bloqueados e não conseguem eliminar o suor que libera as toxinas do corpo. Como a Casa VI, é o grande lixeiro do zodíaco, em que todo o lixo das casas anteriores é colocado, o trabalho de limpeza nela é dobrado. O planeta e o signo que estiverem ali colocados têm que ser trabalhados com maior atenção, já que é para lá que serão enviadas e processadas todas as formas de lixo das outras casas. O trabalho de limpeza feito na casa VI trata do nível das relações materiais, enquanto a casa XII se ocupa do nível espiritual.

Um exemplo desse tipo de organização no dia-a-dia é a questão da realização financeira. É através do dinheiro que se ganha no trabalho que você pode se estruturar para fazer outras coisas... Estando pronto para estas tarefas, você tem condições de se enraizar. Neste setor prático da sua vida, é preciso realizar o trabalho de forma ritmada, com patrão, horário e disciplina.

A Casa VI é de grande importância no mapa, porque é através do trabalho que conseguimos estrutura para produzir saúde, enraizamento e centramento, entre várias outras coisas. Ela nos leva a lembrar que existem deveres a serem cumpridos antes de direitos usufruídos. O importante é que trabalho seja bem feito.

CASA 7
Por que temos tanta necessidade das outras pessoas? E por que o nosso convívio com elas é tão complicado? A astróloga Graça Carvalho vai apresentar a você o setor prático da sua vida que fala dos relacionamentos, a sétima Casa Astrológica. Todos os seres humanos buscam um complemento, mas será que sabem ceder para que haja harmonia entre o "eu" e o "outro"?

As doze casas do mapa do céu são divididas em quatro setores:

O primeiro é representado pela As (Ascendente),o segundo pelo IC (Imun Coeli ou Fundo do Céu), o terceiro pelo DS (Descendente) e o quarto pelo MC (Meio do Céu). O signo descendente é aquele que estava na mesma posição onde ocorre o pôr-do-sol, descendo na linha do horizonte, na hora do nascimento de uma pessoa.

Este é o espaço onde a Astrologia analisa o "outro" em sua vida. O que você espera das outras pessoas, o que existe nelas que falta em você, o que os outros trazem para complementar a sua personalidade? É esta a área onde estão simbolizados os CASAMENTOS, tanto os afetivos quanto os profissionais. Os planetas que estiverem na 7 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida e o que você precisa que o "outro" lhe ensine; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.


Ele apresenta situações naturalmente opostas em relação ao signo do Ascendente, que nascia na linha contrária. Enquanto o ascendente representa a autoconsciência, o descendente é a Complementação, o ocaso da alma, é a consciência do outro.

O descendente ou terceiro quadrante, ponto cardeal, é iniciado pela Casa VII. Aqui, inicia-se a aprendizagem da complementação, a sabedoria de que não estamos sós, que o outro pode ser o nosso espelho e que muito sobre nós mesmos poderá ser compreendido através dos contatos, dos relacionamentos, das sociedades, dos casamentos. Casamento entende-se qualquer relacionamento baseado em compromissos mútuos, contraído legalmente ou não. Embora seja mais conhecida como a casa do casamento, é também curiosamente indicada como a "Casa dos inimigos declarados".

A Casa VII representa o encontro do homem com o Sagrado, na medida em que ele se desvencilha da prisão de "sua vontade" e passa a perceber que existe algo divino nos encontros dessa existência, e de que nada acontece por acaso, mas sim, por ocaso. Os encontros que acontecem são "colocados" em nossas vidas como se fossem provações, exercícios para unir a nossa alma, que é bastante fragmentada, através de uma outra história de natureza mais transcendental, definitiva em nossas vidas. Se isso não for visto numa relação, perderemos não só a relação, mas a possibilidade de crescer nela e com ela.

Assim como o Sol, em sua natureza, tem que se pôr para que a noite nasça, as pessoas também necessitam se retirar por um momento para dar espaço ao outro. E na hora que esse Sol se põe, nós, que surgimos com ele na Casa I, no momento do nascimento, teremos que se pôr com ele, também. O caso é que nós não estamos acostumados com as trevas, a sair de cena e deixar que o outro ou uma outra coisa brilhe em nosso lugar e ocupe o centro.

Aqui é bom ficar claro a importância de se pôr. Se pôr significa deixar de fazer determinada coisa que queremos e fazer aquilo que o outro prefere. Claro que o casamento perfeito é aquele em que o outro faz o mesmo. Todos nós temos uma Casa VII, logo, todos têm o seu momento de se pôr, e quando isso não acontece, vêm as frustrações e as insatisfações, seja no nível emocional, afetivo, profissional ou de amizades.

Se retirar do centro significa anular sua vontade para atender o que for necessário em benefício do outro. É esquecer nossos próprios desejos e vontades e priorizar o assunto alheio, entrar em ocaso, deixar que algo ou alguém brilhe em nosso lugar enquanto ficamos nos bastidores. Assim, extrairemos de cada relação o que ela pode nos dar, com espontaneidade e naturalidade, de acordo com o equilíbrio da Vida. Afinal, relacionamento significa equilíbrio. Na "Casa do Outro" devemos esvaziar nosso egocentrismo e de uma forma prática e harmoniosa, deixar que os outros brilhem. Dar o que temos para dar, em vez de cobrar aos que não tem o que nos oferecer e receber dos que tem com satisfação.

A casa VII representa Eros, deus da emoção, oposto à Psique, representante da razão, da Casa I. Segundo a mitologia, Eros chega na calada da noite e foge antes do Sol raiar para que Psique não o veja. Só existe uma maneira de perceber Eros: colocar para fora o excesso de individualidade, de sol presente que a gente tem na vida. Só esvaziando nosso ego é que abriremos um espaço para conhecer a energia do amor, de Eros. Para isso, não é necessário criar novas relações e sim trabalhar as que já existem.

Com isso, aprenderemos a "prender" o Eros em nosso cotidiano, seja dia ou noite. Colocando o outro e as relações importantes que fazem parte da nossa vida no centro. Com justiça e equilíbrio estamos aptos a ir recebendo de cada coisa ou pessoa o que cada um tem para dar. Concentrando nossas energias, tempo, espaço e dinheiro no outro, podemos descobrir que as coisas são muito mais bonitas do que percebíamos anteriormente. Experimente.

CASA 8
A vida de todos nós é imprevisível. Sem sabermos como, nem porquê, algo que nunca pensávamos perder, sai das nossas mãos. A vida começa a mudar, coisas inesperadas acontecem e pequenas ou grandes perdas vão se tornando freqüentes. Vamos perdendo as coisas que havíamos conquistado e as pessoas que nos cercam. As coisas parecem não mais dar certo e ficamos com uma sensação de que estamos sendo enterrados vivos. Será?

A Casa VIII representa exatamente todos os tipos de perdas emocionais que acontecem conosco. Perdemos a carga de emoções que acumulamos durante toda a vida e da qual precisamos numa certa altura para que nós possamos nos desprender dela e atingir outros objetivos. É a hora de encarar situações que não fomos educados para entender nem para aceitar. Somos educados para ganhar, ganhar e ganhar.

A casa oito é a mais misteriosa do mapa, pois é nela que estão todas as coisas mais escondidas da sua personalidade, esperando por serem reveladas. É o "casulo" onde você precisa TRANSFORMAR, depositar suas "lagartas", a fim de que se transformem em borboletas. Todas as perdas e heranças da sua vida também estão simbolizadas aqui. Os planetas que estiverem na 8 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

Em geral, nossa reação imediata diante da perda é de luta, de novas tentativas, de busca por saídas rápidas. A oportunidade deveria ser de "dar um tempo", parar e ver qual setor da nossa vida que está precisando ser melhor compreendido e muitas vezes, no final de uma crise, resta algo novo, nascido daqueles momentos difíceis, até mesmo um potencial escondido e só agora descoberto.

A oitava Casa do Zodíaco também simboliza o local de limpeza e despejo desses excessos emocionais. Ela provoca situações embaraçosas para que algo em nós mesmos seja descoberto, algo que não havíamos percebido, por nossa escassez de percepção, de atenção. Quantas mortes, mistérios, segredos e raptos acontecem em nosso dia-a-dia? Será que estamos atentos a eles? Que segredos e mistérios existem nas perdas? Quantas vezes repetimos gestos, medos e raivas sem sabermos porque?

Estamos falando da perda dos excessos, daquela bagagem que vamos colocando em nosso barco, sem a utilizarmos nem conseguir nos desvencilhar. Então vem a vida e faz a "limpeza", no sentido até de evitar o peso excessivo para que possamos continuar nossa viagem e não afundarmos o barco.

As vezes, perdemos porque não damos tempo para que as coisas amadureçam suficientemente e possam chegar a uma realização. Na tentativa, em vão, de não perder, muitas vezes matamos a possibilidade de ver a frutificação e plenificação emocional das coisas.

Plutão, o planeta regente da Casa VIII, simboliza o aprofundamento, a regeneração, a transformação. As gerações degeneram e Plutão regenera, no sentido de aproveitar coisas ou fases ruins e inferiores. O Lotus que é uma das mais belas flores do mundo, nasce do lodo; a lagarta, um bicho pequeno, que queima, entra no casulo para virar uma borboleta. É esse o grande mistério produzido na Casa VIII, o da alquimia, da transformação da pedra em ouro, da mudança de energias ditas negativas em positivas, assim como a terra transforma excrementos em adubos. No momento em que eu estou vivo e o mundo está vivo, tenho algo de bom para retirar do mundo e uma coisa boa para dar para o mundo, e isso acontece em todas as épocas e lugares diferentes, com unanimidade, entre todos.

Todos nós temos um lado "de fora" que precisa brilhar, mas é necessário olharmos para dentro e procurarmos uma sombra que não se deve temer. Ver as coisas pelo outro lado é algo que não deve ser ignorado. Podemos sentir medo e em vez de tentarmos ir fundo e investigar, nos retiramos. Em vez de ver o invisível nos outros, preferimos vestir o capacete (adereço de Plutão) e ficarmos nós mesmos invisíveis.

Devemos ter cuidado com o medo, que nos impede de criarmos casa, de amadurecer. E nós nunca estaremos curados se o outro não estiver também, seja este quem for. Isso significa que quando enxergamos uma situação emocional arruinada, destrutiva nos outros, não podermos fingir que não vimos, nem nos recolhermos porque sentimos medo. Por outro lado, também não podemos partir para a agressão, para afastar o que tememos.

Morremos todos os dias, a todo instante. Morremos todas às vezes que fazemos uma opção, quando mudamos de emprego, cada vez é deixado para trás aquilo que havíamos nos esforçado para conseguir. Todas as vezes que assumimos uma nova postura, uma nova opinião, estamos renascendo. É preciso matar o velho para que o novo surja. Devemos sempre olhar para a nossa bagagem interior, o que carregamos na vida e que na verdade não nos serve mais.

Por isso toda atenção nos momentos de crise e de perdas. Eles podem ser a grande possibilidade da vida. Se não, por sermos tão apegados emocionalmente, por não nos darmos conta de nossa emoção, por não promovermos uma limpeza emocional, perdemos mais do que deveríamos e impedimos nosso próprio crescimento. As vezes, matamos dentro da gente uma capacidade "estranha", uma emoção, um pressentimento, simplesmente porque não aceitamos penetrar na sombra nem de nós mesmos muito menos na dos outros.

CASA 9
"Uma cruz não é para ser arrastada, e sim para ser erguida" Santa Tereza D' Ávila

Qual é a filosofia emocional da sua vida? Depois de passar pelas perdas, choques e "mortes" em seu cotidiano, é preciso ser como a Fênix que, de maneira elevada, renasce das próprias cinzas. Este é o sentido da nona casa astrológica, o setor prático da sua vida que simboliza a maneira como você conduz e refina suas emoções, além de indicar quais são os critérios e valores capazes de elevar os seus sentimentos.

Para alcançar esta sutiliza emocional, livrando-se das coisas grosseiras, todos precisam de princípios que possam religar o cotidiano a algo maior. Existem outras formas e critérios de pensar o mundo, diferentes daquelas que você está habituado. Ir buscar estes novos princípios é realizar a longa viagem proposta pela casa IX, colocando sua visão e sentimento no ponto mais alto possível.

Aqui, a Astrologia analisa qual é a sua FILOSOFIA de vida e do que você precisa para lançar-se em viagens mais elevadas, em termos de conhecimento e sabedoria. Esta casa está muito ligada ao ato de "romper fronteiras", ir mais longe. É onde estão simbolizados a sua RELIGIÃO, as longas viagens e os cursos superiores. Os planetas que estiverem na 9 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

A sua filosofia emocional é o conjunto de critérios que você utiliza para sentir a vida cada vez melhor. Qual é o princípio e de que forma você tem conduzido a sua emoção para isto? Realizando a longa viagem que o seu cotidiano precisa, você será capaz de renascer e sublimar as suas atividades.

A Casa IX traz sempre esta elevação e um refinamento sentimental. O planeta que estiver presente nesta casa em um Mapa do Céu vai funcionar como uma peneira, que não deixa passar as emoções grosseiras e baixas.

Além de estar ligada às grandes viagens, a Casa IX também fala dos estudos elevados, diferentes dos realizados na casa III, da qual é oposta. Na III, o astrólogo poderá identificar a aprendizagem e a comunicação de uma pessoa; já na IX, ele verá como esta pessoa interpreta estas informações, estabelece uma linha e as dirige para o infinito, para o transcendente. Na III acontece o estudo, a primeira lição e aprendizado da vida; na IX, surge a sabedoria.

A religião também é vista neste setor do seu Mapa do Céu. É através dela que adquirirmos a capacidade de sair do mundo e ir em direção ao absoluto, adquirindo clareza suficiente para guiar-se com persistência, paciência e lucidez. A religião não é uma questão individual, é universal, já que tem uma só finalidade: levar o homem a alcançar o que há de maior em sua vida, apurar a filosofia que utiliza durante o seu percurso e renascer através da sabedoria.

CASA 10
Este é o ponto máximo de um mapa, que começa com a linha do Meio do Céu: é o setor da REALIZAÇÃO, da PROFISSÃO, daquilo que uma pessoa faz de melhor. Nele, estão simbolizados com quais elementos uma pessoa vai trabalhar para atender ao seu "chamado", que é a sua vocação. Os planetas que estiverem na Casa 10 mostram quais são os planos emocionais envolvidos na profissão e uma pessoa; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

A décima casa astrológica, natural do signo de Capricórnio e regida por Saturno, simboliza a sua Profissão, aquele trabalho no qual você busca aperfeiçoar-se ao máximo e, com ele, atinge a sua realização. Ninguém pode atingir a Perfeição durante a vida, mas através desta casa, você provavelmente terá um vislumbre desta Perfeição.


A Casa X, que começa com a linha do Meio do Céu, é o ponto mais alto do zodíaco. Para saber onde ela fica, é só imaginar uma linha reta puxada verticalmente de nossa cabeça no instante do nosso nascimento para o ponto mais elevado do céu (no mesmo onde está o Sol quando é meio-dia). Só conseguimos enxergá-la se fizermos um esforço, "esticando" o pescoço, já que está acima da nossas cabeças.

A Casa X inicia o último quadrante do Mapa, ou seja, o último "conjunto" de três casas que contém um símbolo correlato. Ela marca o Impulso de Realização do ser humano, a meta mais alta que cada um deve atingir.

Mas será fácil esta tarefa, a de buscar a perfeição e o máximo de nós mesmos em um mundo tão imperfeito? Diante da desarmonia que nos cerca, como nos inspirar e aspirar o melhor?

CASA 11
Para sermos livres, precisamos antes conhecer nossos limites emocionais - os condicionamentos mais entranhados em nosso padrão de comportamento, aqueles que repetimos automaticamente - para depois livrarmo-nos deles. É na 11ª casa astrológica que encontramos estes possíveis condicionamentos e, também, uma dica de como vencê-los. Neste setor prático da nossa vida não podemos ser autômatos, devemos usar a mente para a realização de ideais e da criação.

Este é o seu ponto de LIBERTAÇÃO no mapa astrológico. É aqui que acontecem as possibilidades de livrar-se de todos os condicionamentos e soltar os seus POTENCIAIS, em prol de ideais e projetos que favoreçam não só a você, mas a toda humanidade. Os planetas que estiverem na Casa 11 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

Você está preso e subordinado a quê? A quem ou a o quê entrega a "sua cabeça" para que seja "feita"? Será que não está muito subordinado às necessidades da matéria, a tal ponto que é impedido de até mesmo olhar o céu? Quando mantemos a cabeça abaixada, acabamos por olhar somente o nosso próprio umbigo. Olhar o céu é libertar-se, é tomar conhecimento do infinito, eterno e do perfeito.

Quando falo matéria não me refiro à Terra, à mãe Gaia, pois é a Terra que nos dá o sustento, oferece a base para os nossos pés e serve como nosso ponto de apoio. Não podemos olhar o céu e voar em nossa imaginação sem termos as bases bem plantadas, os pés confortavelmente e amorosamente bem integrados à Terra. Estar subordinado significa estar pensando apenas em sucesso pessoal ou em uma liderança que atenda somente a nossa vaidade. Um ideal só é realizado quando totalmente liberto da necessidade de aplausos, de reconhecimento pessoal, de glórias e honras. Libertar-se das vaidades, do orgulho e do ego é criar asas para voar e possibilitar verdadeiras criações.

Cada um precisa libertar-se da bola de ferro que o prende e aumenta cada vez mais. Esta "bola de ferro" é o condicionamento que não nos deixa caminhar, quanto mais voar. Libertados desta corrente, devemos então analisar o que podemos fazer com nossa humanidade e potencialidade.

Todos temos nossas sementes ainda não plantadas. Para que esta sua potencialidade desabroche, você precisa pensar e fazer circular suas idéias. É preciso pegar a faca e cortar o queijo, e não manter um potencial para nunca ser realizado. Libertar-se dos condicionamentos não significa encontrar as potencialidades, mas significa que é por ali que emocionalmente você pode encontrar a sua libertação.

Para alcançarmos este vôo, nada melhor do que estar leve, sem apegos ou padrões de comportamento repetitivos. É imprescindível que você tome consciência da vida que está levando, o que anda fazendo com suas idéias, ideais e capacidade de realizar seus potenciais. O que você tem feito com o seu poder maior, doado a todos os homens, que é o Dom do Livre Arbítrio? Como tem feito suas escolhas? Ao menos tem utilizado esse potencial maior, que é a capacidade de decidir sua própria vida?

Para saber decidir bem, o primeiro passo é romper com os condicionamentos e deixar para trás os pesos que não lhe deixam voar. Temos as chaves para abrir nossos compotas e deixar a alma sair, temos o livre arbítrio, temos o pensamento. Se pararmos para pensar, o mínimo que seja, já estaremos nos libertando de várias bolas de ferro. O pensamento é uma grande chave para a verdadeira liberdade. Pense um pouco mais antes de agir.

CASA 12
O último setor prático de um Mapa do Céu analisado pela Astrologia, a casa XII, é o ponto que mostra a sua missão em ser co-participante do grande espetáculo do Universo, que é a Vida, buscando a Unidade de todas as coisas.

É muito natural que, dentro de algumas destas situações, você acabe sentindo-se ferido, tendo sido desviado dos seus planos e projetos. O importante nestes momentos é não perder tempo com reclamações e lamentos, mas entender como você pode tornar-se um canal para que o Sagrado aja através de você. Quando não há esta percepção, o que seria sacro-ofício torna-se sacrifício, um dos mais freqüentes artifícios que as pessoas utilizam para não ficarem nulas diante do Maior e fazerem parte do grande espetáculo da Vida.

Quando bloqueamos a nós mesmos e deixamos de ser um canal para que o Sagrado aja através de nossos atos, evitando assim os sacrifícios, esta omissão acaba por gerar algo muito pior, que é o sentimento de tristeza, vazio e a depressão. Todo o sofrimento desnecessário nasce quando as pessoas tomam atitudes que as separam da Unidade.

Todos têm um "trabalho sagrado" a fazer durante a vida. Este é o setor do seu mapa que analisa o SACRIFÍCIO (ofício sagrado) pelos outros, aquilo que você precisa DOAR, sem olhar a quem e nem esperar nada em troca. Na Casa 12 também está simbolizada a sua saúde emocional, já que quando nos negamos a doar este dom que possuímos, acabamos por ficar deprimidos e vazios. Os planetas que estiverem na 12 mostram quais são os planos emocionais envolvidos neste setor da sua vida; já os signos (ou o signo), falam dos conceitos nos quais esta área se abastece.

A verdade é que ninguém nasceu, à luz da Tradição, para o sofrimento. Mesmo assim, todos os seres humanos sofrem e muito. Esta contradição acontece porque as pessoas deixam de contemplar o mais belo e sublime de todos os espetáculos, que é a vida, e perdem a noção de que esta beleza só pode ser realizada através delas próprias.

As pessoas transmitem, umas para as outras, o apoio necessário para que vivam. Se alguém ajuda o outro, está, na verdade, servindo de canal para que uma energia maior passe através dele, muitas vezes mesmo sem perceber. Ao entregar-se, anular-se ao Sagrado, oferecendo-se como canal, você é alimentado e afasta a depressão e o sofrimento da sua vida. As pessoas que chegam para "beber" desta energia são chamadas "mendigos". Em vários momentos, você mesmo é mendigo e a outra pessoa está no papel de canal, repassando algo que você necessita para o seu crescimento e desenvolvimento. Isso não significa que um mendigo seja sempre amável e humilde, muitas vezes as pessoas aproximam-se e arrancam de nós algo que desejam, até de forma grosseira. O importante é reconhecer, nestas horas, um momento de anulação e doação.

A confusão começa quando você pensa que está repassando toda essa beleza para o outro. Ao imaginar que tudo que acontece em sua vida é de única e exclusiva iniciativa sua, você deixa de perceber a interferência da Unidade e passa a comportar-se como se ela não tivesse nenhuma responsabilidade sobre as outras pessoas e nem sobre as circunstâncias. E o pior: acaba pensando que as pessoas a quem você repassou algo lhe devem alguma coisa. Nestes casos, é bom nunca perder de vista que você é apenas um instrumento do Sagrado.

As formas desse contato com o Sagrado acontecem nas mais variadas situações da vida. Eles representam oportunidades de se "anular", de se oferecer como canal. Assim como uma simples mangueira derrama água sobre as plantas, fornecendo elementos para que vivam, nós também podemos canalizar o que o outro precisa para a seu desenvolvimento.